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Crime e Desastresdomingo, 5 de julho de 2026

Incêndios florestais devastam mais de 12 mil hectares na Península Ibérica e deixam feridos

Portugal e Espanha combatem fogos com centenas de bombeiros, enquanto França controla chamas após evacuações; onda de calor alimenta temporada precoce.

Incêndios florestais de grandes proporções atingiram o norte de Portugal e a costa catalã, em Espanha, forçando evacuações e deixando pelo menos nove feridos, num fim de semana marcado por temperaturas extremas que podem chegar aos 44°C. Em França, os principais focos no sul foram controlados pelas autoridades, depois de terem obrigado à retirada de mais de três mil pessoas.

Em Portugal, o fogo que deflagrou na quinta-feira no concelho de Vouzela, distrito de Viseu, já consumiu uma área estimada em 10 mil hectares, de acordo com a Autoridade Nacional de Proteção Civil. Mais de mil bombeiros, apoiados por 380 veículos e oito meios aéreos, continuam no terreno, auxiliados por uma unidade militar espanhola. O governo português ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e solicitou reforços. Os serviços de emergência contabilizam nove feridos, dois dos quais em estado grave. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou 13 dos 18 distritos do continente em alerta vermelho, o nível máximo, devido ao tempo "muito quente e seco". O país, que em 2017 sofreu incêndios trágicos com mais de cem mortos, enfrenta a sua primeira grande vaga de fogos deste verão.

Na Catalunha, um incêndio declarado na sexta-feira perto da turística Costa Brava queimou aproximadamente 2.200 hectares, segundo os bombeiros da Generalitat. Cerca de 150 turistas foram evacuados de um parque de campismo e mais de uma dezena de localidades foram confinadas. Quatrocentos bombeiros, com apoio de meios aéreos e unidades do exército, combatem as chamas. O presidente regional, Salvador Illa, afirmou que a evolução é "favorável" e que o perímetro poderá ser estabilizado ainda este fim de semana, mas apelou à "prudência". Não há registo de vítimas. Espanha recorda os piores incêndios da sua história recente, que em 2025 consumiram 393 mil hectares.

No sul de França, os incêndios que levaram à evacuação de três mil pessoas e à destruição de três parques de campismo nos Pirenéus Orientais foram dados como controlados pelas autoridades. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, sublinhou a precocidade da temporada, adiantada em cerca de um mês. Cientistas do grupo World Weather Attribution alertam que as vagas de calor na Europa, agravadas pelas alterações climáticas, se tornarão anuais se as emissões de gases com efeito de estufa não forem reduzidas. Dados do serviço Copernicus indicam que o aquecimento no continente é o dobro da média global dos anos 1980.

As operações prosseguem em ambos os lados da fronteira ibérica, com o alerta vermelho a manter-se em diversas regiões portuguesas no domingo. Os balanços de áreas ardidas e de evacuados são ainda provisórios, enquanto as autoridades insistem nos apelos à população para evitar as zonas afetadas.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Os incêndios ameaçam diretamente as costas turísticas da Espanha e do norte de Portugal. Dezenas de turistas foram evacuados e há feridos entre civis e bombeiros. Os relatos concentram-se no impacto imediato no turismo.

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Os relatos descrevem a ação coordenada dos bombeiros e o pedido de ajuda internacional. O incêndio na Catalunha está parcialmente controlado sem feridos, enquanto em Portugal mais de mil bombeiros combatem as chamas com o apoio do mecanismo europeu de proteção civil.

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domingo, 5 de julho de 2026

Incêndios florestais devastam mais de 12 mil hectares na Península Ibérica e deixam feridos

Portugal e Espanha combatem fogos com centenas de bombeiros, enquanto França controla chamas após evacuações; onda de calor alimenta temporada precoce.

Incêndios florestais de grandes proporções atingiram o norte de Portugal e a costa catalã, em Espanha, forçando evacuações e deixando pelo menos nove feridos, num fim de semana marcado por temperaturas extremas que podem chegar aos 44°C. Em França, os principais focos no sul foram controlados pelas autoridades, depois de terem obrigado à retirada de mais de três mil pessoas.\n\nEm Portugal, o fogo que deflagrou na quinta-feira no concelho de Vouzela, distrito de Viseu, já consumiu uma área estimada em 10 mil hectares, de acordo com a Autoridade Nacional de Proteção Civil. Mais de mil bombeiros, apoiados por 380 veículos e oito meios aéreos, continuam no terreno, auxiliados por uma unidade militar espanhola. O governo português ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e solicitou reforços. Os serviços de emergência contabilizam nove feridos, dois dos quais em estado grave. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou 13 dos 18 distritos do continente em alerta vermelho, o nível máximo, devido ao tempo "muito quente e seco". O país, que em 2017 sofreu incêndios trágicos com mais de cem mortos, enfrenta a sua primeira grande vaga de fogos deste verão.\n\nNa Catalunha, um incêndio declarado na sexta-feira perto da turística Costa Brava queimou aproximadamente 2.200 hectares, segundo os bombeiros da Generalitat. Cerca de 150 turistas foram evacuados de um parque de campismo e mais de uma dezena de localidades foram confinadas. Quatrocentos bombeiros, com apoio de meios aéreos e unidades do exército, combatem as chamas. O presidente regional, Salvador Illa, afirmou que a evolução é "favorável" e que o perímetro poderá ser estabilizado ainda este fim de semana, mas apelou à "prudência". Não há registo de vítimas. Espanha recorda os piores incêndios da sua história recente, que em 2025 consumiram 393 mil hectares.\n\nNo sul de França, os incêndios que levaram à evacuação de três mil pessoas e à destruição de três parques de campismo nos Pirenéus Orientais foram dados como controlados pelas autoridades. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, sublinhou a precocidade da temporada, adiantada em cerca de um mês. Cientistas do grupo World Weather Attribution alertam que as vagas de calor na Europa, agravadas pelas alterações climáticas, se tornarão anuais se as emissões de gases com efeito de estufa não forem reduzidas. Dados do serviço Copernicus indicam que o aquecimento no continente é o dobro da média global dos anos 1980.\n\nAs operações prosseguem em ambos os lados da fronteira ibérica, com o alerta vermelho a manter-se em diversas regiões portuguesas no domingo. Os balanços de áreas ardidas e de evacuados são ainda provisórios, enquanto as autoridades insistem nos apelos à população para evitar as zonas afetadas.

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Os incêndios ameaçam diretamente as costas turísticas da Espanha e do norte de Portugal. Dezenas de turistas foram evacuados e há feridos entre civis e bombeiros. Os relatos concentram-se no impacto imediato no turismo.

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Os relatos descrevem a ação coordenada dos bombeiros e o pedido de ajuda internacional. O incêndio na Catalunha está parcialmente controlado sem feridos, enquanto em Portugal mais de mil bombeiros combatem as chamas com o apoio do mecanismo europeu de proteção civil.

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