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Defesa e Segurançasegunda-feira, 22 de junho de 2026

Rússia abate 59 drones sobre Moscovo e fecha aeroportos; Kremlin rejeita tréguas

Ataques ucranianos massivos levaram ao encerramento temporário dos quatro aeroportos da capital russa, enquanto o porta-voz do Kremlin afirmou que Moscovo não espera a implementação de acordos, mas sim a vitória.

Os quatro aeroportos de Moscovo foram encerrados temporariamente na madrugada de segunda-feira, após a interceção de 59 drones ucranianos dirigidos à capital, segundo o presidente da câmara, Serguei Sobianine. As restrições foram levantadas cerca de três horas depois, mas o ataque integrou uma ofensiva mais ampla: o ministério da Defesa russo reportou o abate de 301 drones em todo o território, incluindo zonas ocupadas da Ucrânia. Na Crimeia, as autoridades suspenderam a venda de combustível ao público e às empresas, limitando o abastecimento a serviços essenciais, na sequência de ataques a centrais elétricas e rotas de aprovisionamento.

Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Iuri Uchakov, declarou que Moscovo “não espera a implementação dos acordos alcançados em Anchorage, mas sim a vitória e a concretização dos seus objetivos”, acrescentando que uma das partes signatárias “não está totalmente em condições” de os respeitar. A referência aos encontros no Alasca, cujo conteúdo não foi detalhado, sinaliza, segundo observadores em Bruxelas, um endurecimento da posição negocial do Kremlin. Em Kiev, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que as incursões de longo alcance visam infraestruturas logísticas militares, refinarias e sistemas de defesa aérea, e enquadrou-as como retaliação pelos bombardeamentos russos que atingiram o mosteiro de Pechersk Lavra na semana anterior.

Os ataques provocaram vítimas civis em várias frentes. Na região ucraniana de Sumy, um ataque com drone matou um adolescente de 13 anos, o pai e a avó; em Zaporíjia, uma mulher morreu e três pessoas ficaram feridas; em Odessa, um míssil balístico Iskander atingiu uma instalação agrícola, causando um morto e três feridos. No mar, um drone russo atingiu o navio mercante turco Victress, de bandeira panamiana, matando o cozinheiro egípcio e obrigando a tripulação a abandonar a embarcação. A interrupção do fornecimento de combustível na Crimeia e os danos em termoelétricas ilustram a pressão sobre a logística energética russa, enquanto a anterior vaga de quase 200 drones sobre Moscovo, que atingiu a refinaria de Kapotnya, gerou uma chuva de partículas oleosas que levou as autoridades a recomendar a saída de crianças e asmáticos de bairros afetados.

A escalada insere-se num ciclo de ataques recíprocos a infraestruturas energéticas e rotas de exportação que, segundo analistas em Lisboa, prolonga a guerra de atrição e adia qualquer perspetiva de cessar-fogo. A Ucrânia procura privar Moscovo de receitas dos hidrocarbonetos e degradar a sua capacidade militar, enquanto a Rússia ataca as vias marítimas e os portos ucranianos para estrangular a economia do país. Para economias lusófonas importadoras de cereais e combustíveis, como Moçambique e Cabo Verde, a perturbação das cadeias de abastecimento no Mar Negro mantém-se como fator de instabilidade de preços. O dossiê diplomático permanece bloqueado, sem data para novas conversações, e as declarações do Kremlin indicam que Moscovo condiciona qualquer negociação ao reconhecimento dos seus objetivos militares.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Um enxame de drones teve como alvo Moscou durante a noite, levando as autoridades a fechar temporariamente os quatro aeroportos da capital. Autoridades russas disseram ter interceptado 59 drones, enquanto na Crimeia o fornecimento de combustível foi restrito a serviços essenciais. Os incidentes destacam o alcance da guerra em território russo.

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As defesas aéreas russas interceptaram quase 60 drones que se dirigiam a Moscou, causando uma breve suspensão dos voos nos aeroportos da cidade. As operações voltaram rapidamente ao normal e o ministério da Defesa relatou um total de 301 drones abatidos durante a noite, inclusive sobre áreas ocupadas. O episódio é apresentado como uma resposta defensiva bem-sucedida.

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Rússia abate 59 drones sobre Moscovo e fecha aeroportos; Kremlin rejeita tréguas

Ataques ucranianos massivos levaram ao encerramento temporário dos quatro aeroportos da capital russa, enquanto o porta-voz do Kremlin afirmou que Moscovo não espera a implementação de acordos, mas sim a vitória.

Os quatro aeroportos de Moscovo foram encerrados temporariamente na madrugada de segunda-feira, após a interceção de 59 drones ucranianos dirigidos à capital, segundo o presidente da câmara, Serguei Sobianine. As restrições foram levantadas cerca de três horas depois, mas o ataque integrou uma ofensiva mais ampla: o ministério da Defesa russo reportou o abate de 301 drones em todo o território, incluindo zonas ocupadas da Ucrânia. Na Crimeia, as autoridades suspenderam a venda de combustível ao público e às empresas, limitando o abastecimento a serviços essenciais, na sequência de ataques a centrais elétricas e rotas de aprovisionamento.

Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Iuri Uchakov, declarou que Moscovo “não espera a implementação dos acordos alcançados em Anchorage, mas sim a vitória e a concretização dos seus objetivos”, acrescentando que uma das partes signatárias “não está totalmente em condições” de os respeitar. A referência aos encontros no Alasca, cujo conteúdo não foi detalhado, sinaliza, segundo observadores em Bruxelas, um endurecimento da posição negocial do Kremlin. Em Kiev, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que as incursões de longo alcance visam infraestruturas logísticas militares, refinarias e sistemas de defesa aérea, e enquadrou-as como retaliação pelos bombardeamentos russos que atingiram o mosteiro de Pechersk Lavra na semana anterior.

Os ataques provocaram vítimas civis em várias frentes. Na região ucraniana de Sumy, um ataque com drone matou um adolescente de 13 anos, o pai e a avó; em Zaporíjia, uma mulher morreu e três pessoas ficaram feridas; em Odessa, um míssil balístico Iskander atingiu uma instalação agrícola, causando um morto e três feridos. No mar, um drone russo atingiu o navio mercante turco Victress, de bandeira panamiana, matando o cozinheiro egípcio e obrigando a tripulação a abandonar a embarcação. A interrupção do fornecimento de combustível na Crimeia e os danos em termoelétricas ilustram a pressão sobre a logística energética russa, enquanto a anterior vaga de quase 200 drones sobre Moscovo, que atingiu a refinaria de Kapotnya, gerou uma chuva de partículas oleosas que levou as autoridades a recomendar a saída de crianças e asmáticos de bairros afetados.

A escalada insere-se num ciclo de ataques recíprocos a infraestruturas energéticas e rotas de exportação que, segundo analistas em Lisboa, prolonga a guerra de atrição e adia qualquer perspetiva de cessar-fogo. A Ucrânia procura privar Moscovo de receitas dos hidrocarbonetos e degradar a sua capacidade militar, enquanto a Rússia ataca as vias marítimas e os portos ucranianos para estrangular a economia do país. Para economias lusófonas importadoras de cereais e combustíveis, como Moçambique e Cabo Verde, a perturbação das cadeias de abastecimento no Mar Negro mantém-se como fator de instabilidade de preços. O dossiê diplomático permanece bloqueado, sem data para novas conversações, e as declarações do Kremlin indicam que Moscovo condiciona qualquer negociação ao reconhecimento dos seus objetivos militares.

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Um enxame de drones teve como alvo Moscou durante a noite, levando as autoridades a fechar temporariamente os quatro aeroportos da capital. Autoridades russas disseram ter interceptado 59 drones, enquanto na Crimeia o fornecimento de combustível foi restrito a serviços essenciais. Os incidentes destacam o alcance da guerra em território russo.

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As defesas aéreas russas interceptaram quase 60 drones que se dirigiam a Moscou, causando uma breve suspensão dos voos nos aeroportos da cidade. As operações voltaram rapidamente ao normal e o ministério da Defesa relatou um total de 301 drones abatidos durante a noite, inclusive sobre áreas ocupadas. O episódio é apresentado como uma resposta defensiva bem-sucedida.

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