
Mortes de jovens em praias e rios causam comoção no México, Brasil e EUA
Dois jovens da capital mexicana afogaram-se em Veracruz; no Amazonas, um rapaz morreu ao tentar desencalhar barco; e nos EUA, investiga-se a morte de um adolescente negro em ilha do Mississippi.
Na madrugada de sábado, as autoridades de Boca del Río, em Veracruz, confirmaram a morte de dois jovens da Cidade do México que foram arrastados pela corrente marítima na praia Santa Ana na noite anterior. Marco Antonio Morales, de 23 anos, e Delfino Balderas, de 21, passavam férias com a irmã e namorada de um deles, quando entraram no mar já fora do horário de vigilância, por volta das 19h. A mulher sobreviveu e deu o alerta.
Relatos da imprensa da capital mexicana divergem sobre os nomes e idades exatos, mas os corpos foram localizados em operações que se estenderam pela noite e manhã seguinte. O primeiro apareceu perto do Foro Boca por volta das 23h30; o segundo, a cerca de 500 metros dali, já de dia. Autoridades de Proteção Civil do estado reiteraram que o serviço de salva-vidas encerra às 18h e que a entrada noturna é proibida devido às correntes de retorno.
No mesmo fim de semana, o Amazonas registrou o afogamento de Wilderson dos Santos da Silva, de 18 anos, que morreu ao tentar desencalhar uma embarcação na zona rural de Manacapuru. Segundo apuração da imprensa local, o jovem foi arrastado pela correnteza e seu corpo foi encontrado horas depois. Também nos Estados Unidos, Nolan Wells, um adolescente afro-americano de 18 anos, desapareceu durante um passeio de barco à ilha Horn, no Mississippi, nas celebrações do 4 de Julho. Seu corpo foi localizado dias depois sem sinais aparentes de lesão, mas a ausência de testemunhas claras e o facto de ser o único negro do grupo geraram questionamentos nas redes sociais sobre um possível viés racial.
Observadores em Brasília notam que acidentes fluviais no Norte do Brasil são comuns na transição entre a cheia e a vazante, quando bancos de vegetação aquática, como as canaranas, prendem embarcações. Em Lisboa, fontes da Proteção Civil europeia lembram que o afogamento é a segunda causa de morte acidental entre jovens no mundo, e que as correntes de retorno são subestimadas. Já nos EUA, a família de Nolan Wells contratou um advogado, enquanto o xerife do condado de Jackson afirma que a investigação continua, mas não descarta nenhuma hipótese.
Até ao fecho desta edição, as autópsias dos três casos estavam em curso ou pendentes. No Mississippi, as autoridades aguardam laudos toxicológicos para determinar a causa da morte, enquanto no México e no Brasil os corpos foram entregues às famílias para os ritos fúnebres.
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