
Mortes de crianças sob investigação na Argentina, Índia, Bangladesh e Brasil
Autoridades de quatro países apuram circunstâncias de óbitos de menores, com hipóteses que vão de causas naturais a homicídios violentos, enquanto famílias aguardam respostas.
A morte de crianças em contextos sob escrutínio policial mobilizou investigações em ao menos quatro países nos últimos dias. Na Argentina, uma menina de três anos faleceu em San Carlos, Mendoza; na Índia, uma menina de quatro anos foi encontrada morta em Kasganj, Uttar Pradesh; em Bangladesh, o corpo de uma menina de nove anos foi localizado em Taraganj, Rangpur; e no Brasil, uma menina de sete anos morreu após ser baleada na cabeça em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Em todos os casos, as circunstâncias exatas permanecem sob apuração, com versões preliminares que divergem entre causas naturais, acidentes e crimes violentos.
No caso argentino, os pais da menina de três anos foram inicialmente detidos de forma preventiva, mas libertados após os primeiros resultados da necropsia descartarem golpes, fraturas ou lesões internas e externas, segundo comunicado da Unidade Fiscal do Valle de Uco. A investigação, conduzida pela promotora Eugenia Gómez, aguarda estudos anatomopatológicos para determinar se uma condição médica prévia explica o óbito. Os progenitores relataram que a criança brincava com os irmãos em frente à casa quando um deles percebeu que ela já não respondia; foi levada ao hospital Scaravelli, em Tunuyán, onde os médicos constataram a ausência de sinais vitais. Autoridades locais haviam mencionado antecedentes de suposto maltrato na família, mas a libertação ocorreu por falta de elementos que os responsabilizassem.
Na Índia, a polícia de Kasganj afirma que uma menina de quatro anos foi raptada, violada e assassinada por um homem de 45 anos que pretendia acertar contas com a família da vítima devido a uma rivalidade eleitoral nas eleições locais de 2021. O principal acusado continua foragido; um cúmplice foi detido e confessou participação, segundo o superintendente de polícia OP Singh. O corpo foi achado três dias após o desaparecimento, e o exame post-mortem levou à inclusão de artigos do código penal indiano e da lei de proteção à infância. Em Bangladesh, a polícia de Taraganj confirmou que uma menina de nove anos, desaparecida após sair para brincar, foi encontrada morta num campo de juta com indícios de violação. O responsável da delegacia, Ruhul Amin, afirmou que o exame preliminar revelou sinais de agressão sexual, mas o relatório final da autópsia ainda é aguardado. Nenhum suspeito foi preso até ao momento, e a família exige a pena capital para os responsáveis.
No Brasil, a Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de sete anos, baleada na cabeça em Nova Iguaçu. A criança deu entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu em estado gravíssimo e sofreu uma parada cardiorrespiratória na manhã de segunda-feira. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense ouve testemunhas e aguarda perícias. Dados do Instituto Fogo Cruzado indicam que oito crianças foram baleadas na região metropolitana do Rio em 2026, com três óbitos. Paralelamente, em Santa Fé, na Argentina, um menino de dez anos alertou a polícia após o padrasto disparar contra a mãe e depois se suicidar, num caso classificado como femicídio seguido de suicídio; o menor e outro irmão ficaram aos cuidados da avó. Ainda na província argentina, o pai de um jovem assassinado a facadas em maio foi agredido e ameaçado por dois homens que invocaram o nome da família acusada pelo homicídio, num ciclo de violência que persiste.
As investigações prosseguem em todas as jurisdições. Na Argentina, aguardam-se os exames complementares para esclarecer a causa da morte da menina de três anos. Na Índia, as equipas tentam capturar o principal suspeito. Em Bangladesh, a polícia prometeu identificar e deter os envolvidos rapidamente. No Brasil, as diligências continuam para apurar a autoria do disparo que vitimou a menina de sete anos. Em comum, os casos expõem a vulnerabilidade de menores em contextos de violência doméstica, comunitária ou criminal, enquanto as autoridades recolhem provas e as famílias aguardam respostas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Na América Latina, as investigações sobre mortes de crianças mostram um quadro misto: algumas são naturais ou acidentais, outras envolvem violência intencional. As autoridades agem com cautela, libertando os pais quando os exames forenses excluem maus-tratos, mas perseguindo suspeitos em casos de homicídio. A cobertura é comedida e baseada em conclusões periciais.
No sul da Ásia, as mortes de crianças são noticiadas como crimes brutais: estupros e assassinatos ligados a vinganças pessoais ou rivalidades políticas locais. A cobertura expressa indignação e exige justiça rápida, destacando a vulnerabilidade das crianças e o colapso da segurança. O tom é alarmista e acusa diretamente os agressores e as falhas do sistema.
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