
Morre Shapoor Zadran, pioneiro do críquete afegão, aos 38 anos
O ex-arremessador rápido, herói da primeira vitória do Afeganistão em Copas do Mundo, sucumbiu a uma doença imunológica rara em Nova Déli.
O críquete afegão perdeu na terça-feira, 7 de julho, um dos seus arquitetos fundadores. Shapoor Zadran, arremessador rápido canhoto de 1,88 m e cabelos longos, morreu num hospital da região metropolitana de Nova Déli, vítima de Linfo-histiocitose Hemofagocítica (HLH), uma doença rara que provoca a falência do sistema imunitário. Tinha 38 anos e completaria 39 no dia seguinte. O irmão mais novo, Ghamai Zadran, confirmou o desfecho de uma batalha que se arrastava desde outubro do ano anterior, quando os primeiros sintomas o levaram a trocar Cabul pelo tratamento especializado na Índia.
A notícia reacende a memória de um percurso improvável. Nascido na província de Logar, Zadran refugiou-se em Peshawar, no Paquistão, durante a guerra, e foi nos campos de terra batida do Estádio Arbab Niaz que começou a polir o talento bruto. Regressou ao Afeganistão quando o críquete dava os primeiros passos organizados e estreou-se pela seleção nacional em 2009. Ao longo de 80 internacionalizações — 44 em One Day Internationals e 36 em Twenty20 —, tornou-se um pilar da transição afegã de nação emergente a presença regular em mundiais. O momento-síntese da sua carreira ocorreu no Campeonato do Mundo de 2015, na Austrália e Nova Zelândia: foi dele o boundary vitorioso contra a Escócia, a primeira vitória do Afeganistão na história da competição. Nesse torneio, os seus 10 wickets representaram o melhor registo de um lançador afegão.
A imprensa de Daca recorda que Zadran também deixou marcas no subcontinente. Disputou cinco partidas oficiais contra o Bangladesh e participou na Bangladesh Premier League, a liga de franquias que atrai talentos de toda a Ásia. A sua silhueta esguia e o ângulo de saída do braço esquerdo tornaram-se familiares para os adeptos bengalis, que agora se juntam às homenagens. Em maio, já debilitado, recebeu a visita dos compatriotas Mohammad Nabi e Rashid Khan no hospital de Greater Noida — um encontro que, segundo relatos da imprensa indiana, emocionou os antigos companheiros.
O Conselho de Críquete do Afeganistão (ACB) emitiu uma nota de “profundo pesar e tristeza”, classificando Zadran como “uma das figuras fundacionais do críquete afegão”. O comunicado sublinha que a sua “dedicação, paixão e compromisso inabalável” ajudaram a construir o caminho que levou o país ao palco internacional. “Para além das conquistas em campo, Shapoor Zadran foi uma verdadeira fonte de inspiração para muitos jovens jogadores afegãos e para seguidores do críquete em todo o mundo”, acrescenta o texto, que encerra com a promessa de que a sua memória “permanecerá viva nos corações do povo do Afeganistão e do universo do críquete”.
| Imprensa indiana e sul-asiática | +0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | +0.20 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.30 | aligned |
Afghan cricket loses one of its architects, and his battle against a rare disease is remembered with respect through official statements and career statistics.
Quoting the ACB and providing career stats lends authority and objectivity, anchoring the narrative in official sources.
The passing of a pioneer of Afghan cricket is announced with sobriety, relying on the official ACB statement.
Extreme brevity and direct quotation of the ACB create an effect of neutrality and respect, without adding personal interpretation.
Afghanistan loses a cricket hero, whose career inspired a nation and is celebrated as foundational.
Emphasis on the term 'history-making' and repetition of the 'foundation-laying' concept build an epic narrative, linking his death to national destiny.
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