
Morre Lindsey Graham, senador americano aliado de Trump e defensor histórico de Israel
Líderes israelitas lamentam a perda de um dos "maiores amigos" do país, enquanto a morte de Lindsey Graham reduz a margem republicana no Senado americano.
O senador Lindsey Graham, figura proeminente do Partido Republicano e estreito aliado do ex-presidente Donald Trump, faleceu subitamente no sábado, 11 de julho, aos 71 anos. O anúncio foi feito pelo seu gabinete, que referiu uma "doença súbita e rápida". O presidente Trump, em mensagem na rede Truth Social, classificou-o como "um dos maiores homens e senadores que alguma vez conheci" e "um verdadeiro patriota americano". A morte provocou uma onda de condolências, com destaque para as reações de líderes israelitas, que o consideravam um apoiante fundamental.
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que "Israel perdeu um dos seus maiores amigos" e que Graham compreendia que "a segurança de Israel e dos Estados Unidos são indissociáveis". O presidente Isaac Herzog descreveu-o como "um farol de clareza moral" e um "verdadeiro líder da parceria entre os EUA e Israel". O ministro da Defesa, Israel Katz, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, sublinharam o seu apoio inabalável, particularmente após o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023. Graham era conhecido por defender sem reservas a ajuda militar a Israel e por adotar posições duras face ao Irão e aos grupos armados apoiados por Teerão.
Senador pela Carolina do Sul desde 2003, Graham presidia à Comissão de Orçamento do Senado e era um dos mais influentes legisladores em matéria de política externa e defesa. A sua morte deixa um vazio no Senado, onde os republicanos detinham uma maioria de 53 lugares. Analistas em Washington sublinham que a perda reduz a margem de manobra de Trump para fazer aprovar iniciativas e confirmar nomeações. Antes da política, Graham serviu como oficial da Força Aérea e procurador militar. Nas últimas semanas, estivera envolvido em esforços para moldar a política americana em relação ao Irão e regressara de uma visita à Ucrânia, onde se reunira com o presidente Volodymyr Zelensky.
Fora dos círculos israelitas e republicanos, a figura de Graham suscita leituras distintas. Na imprensa argelina, por exemplo, descreve-se o senador como "um dos maiores apoiantes do genocídio em Gaza" e recordam-se declarações suas que justificavam a ofensiva militar israelita. Em contraste, meios de comunicação libaneses destacam a sua recente visita a Beirute, onde discutiu o apoio ao exército libanês e o desarmamento do Hezbollah, evidenciando o seu envolvimento ativo nas dinâmicas do Médio Oriente. Estas narrativas ilustram a polarização em torno do legado de um político que marcou a política externa americana na região.
O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, terá de nomear um substituto temporário até à próxima eleição, prevista para o outono. A escolha poderá influenciar o equilíbrio de forças no Senado, especialmente nas votações de alto perfil sobre política externa e nomeações judiciais.
| Imprensa israelense | +0.70 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.80 | critical |
| Imprensa iraniana e afins | −0.30 | critical |
The Israeli press mourns the sudden loss of a steadfast ally, highlighting his unwavering support for Israel's security and his close friendship with Prime Minister Netanyahu. The coverage emphasizes the personal bond and the strategic importance of his advocacy in the U.S. Congress.
The Arab Levant and Maghreb press frames Graham as a key enabler of Israeli oppression and genocide in Gaza, with his death seen as the passing of a notorious figure. Articles highlight his vocal support for Israel and downplay any positive legacy, focusing instead on his role in perpetuating violence.
The Iranian press reports the death of Lindsey Graham with a tone of detached observation, noting the condolences from Trump and Netanyahu while implicitly criticizing his pro-Israel stance. The coverage is factual but framed within the context of Iran's adversarial relationship with the U.S. and Israel.
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