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Energia e Climaterça-feira, 16 de junho de 2026

Monção indiana estagna com défice de 35%, enquanto Colômbia se prepara para tempestades

Imagens de satélite revelam escassez anormal de nuvens sobre o subcontinente, agravando a seca e as ondas de calor, ao passo que a Colômbia enfrenta fortes precipitações e alertas de cheias repentinas.

A monção do sudoeste na Índia entrou num impasse preocupante. Mais de uma semana após a data normal de chegada, as chuvas ainda não alcançaram Mumbai, e o défice hídrico nacional atingiu 35% a 16 de junho, segundo o Departamento Meteorológico Indiano. Imagens captadas pelos satélites Meteosat, NOAA e INSAT-3DR mostram uma cobertura de nuvens excecionalmente escassa sobre vastas áreas do centro e oeste do país, um padrão que os analistas em Nova Deli descrevem como alarmante para a fase crítica da estação. As regiões mais afetadas — Maharashtra, a costa de Konkan e o centro da Índia — registam carências superiores a 60%, enquanto o noroeste escapa com um ligeiro superavit de 5%, beneficiado por perturbações ocidentais que trouxeram alguma precipitação isolada.

Simultaneamente, a Colômbia vive o extremo oposto. O Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais (Ideam) prevê uma semana de chuvas intensas, com os maiores acumulados nas regiões Caribe e Pacífica, impulsionados pela passagem da onda tropical número 14. Na terça-feira, dia 16, esperam-se as precipitações mais fortes, acompanhadas de atividade elétrica e risco de crecientes súbitas em várias bacias hidrográficas. Bogotá deverá registar aguaceiros ligeiros, sobretudo à tarde e à noite, enquanto departamentos do norte andino e do litoral caribenho permanecem sob alerta. A sensação térmica elevada persiste no centro da região Caribe, criando um quadro de contrastes dentro do próprio país.

Na perspetiva de Brasília, este cenário de extremos ilustra a influência de um fenómeno El Niño classificado como “super” pelos meteorologistas. O aquecimento anómalo do Pacífico equatorial oriental costuma suprimir a monção indiana e, ao mesmo tempo, alterar os padrões de precipitação na América do Sul. No Brasil, os efeitos típicos incluem secas severas no Nordeste e chuvas excessivas no Sul, com potenciais impactos sobre a safra de grãos e a geração hidroelétrica. Observadores em Lisboa recordam que, embora o Atlântico Norte module o clima ibérico, um El Niño intenso pode enfraquecer a monção da África Ocidental, afetando indiretamente países lusófonos como Cabo Verde e a Guiné-Bissau, onde a estação chuvosa é vital para a agricultura de subsistência.

A Índia procura sinais de alívio. O IMD aponta que uma perturbação ocidental trará chuva moderada ao norte — Jammu, Himachal Pradesh, Uttarakhand e partes do noroeste — entre 18 e 22 de junho, e que as condições se tornam favoráveis ao avanço da monção no leste e centro do país nos próximos dias. Contudo, a atual vaga de calor, com previsão de temperaturas extremas em Chhattisgarh, Maharashtra, Uttar Pradesh, Odisha e Telangana, agrava a evaporação e a escassez de água, aumentando a pressão sobre as reservas hídricas e a agricultura. Na Colômbia, o Ideam mantém a monitorização das bacias hidrográficas, temendo que as chuvas persistentes provoquem inundações repentinas, sobretudo em zonas vulneráveis da região Andina e do Pacífico.

O contraste entre a Índia sedenta e a Colômbia encharcada sublinha a natureza errática de um ano de Super El Niño. Enquanto o subcontinente indiano aguarda a chegada salvadora da monção, cujo atraso prolongado pode comprometer a produção de arroz e cana-de-açúcar, a Colômbia enfrenta o desafio de gerir o excesso hídrico sem danos humanos ou materiais. As próximas duas semanas serão decisivas para confirmar se a monção consegue recuperar o ritmo e se a onda tropical se dissipa sem deixar um rasto de destruição. Em ambos os hemisférios, a irregularidade das chuvas reforça a necessidade de investimentos em sistemas de alerta precoce e em infraestruturas de adaptação climática, uma lição que ressoa com particular urgência nas economias emergentes lusófonas, da Índia ao Brasil, passando por Moçambique.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Stampa indiana e sudasiaticaStampa latinoamericana
Stampa indiana e sudasiatica
allarmeurgenza

A monção indiana está severamente atrasada, com um déficit de chuvas de 35% em meados de junho. Imagens de satélite mostram uma cobertura de nuvens anormalmente escassa, enquanto ondas de calor e escassez de água alarmam grandes regiões. Espera-se uma recuperação até o final de junho, mas o alerta permanece alto.

Stampa latinoamericana
pragmatismodistacco

Preveem-se chuvas generalizadas na Colômbia esta semana, com os maiores acumulados nas regiões do Caribe e do Pacífico. O instituto meteorológico nacional relata céus nublados e possíveis tempestades, mantendo alertas para enchentes repentinas. A população é aconselhada a acompanhar as atualizações.

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Atualizado 22:512 idiomas · 5 veículos
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terça-feira, 16 de junho de 2026

Monção indiana estagna com défice de 35%, enquanto Colômbia se prepara para tempestades

Imagens de satélite revelam escassez anormal de nuvens sobre o subcontinente, agravando a seca e as ondas de calor, ao passo que a Colômbia enfrenta fortes precipitações e alertas de cheias repentinas.

A monção do sudoeste na Índia entrou num impasse preocupante. Mais de uma semana após a data normal de chegada, as chuvas ainda não alcançaram Mumbai, e o défice hídrico nacional atingiu 35% a 16 de junho, segundo o Departamento Meteorológico Indiano. Imagens captadas pelos satélites Meteosat, NOAA e INSAT-3DR mostram uma cobertura de nuvens excecionalmente escassa sobre vastas áreas do centro e oeste do país, um padrão que os analistas em Nova Deli descrevem como alarmante para a fase crítica da estação. As regiões mais afetadas — Maharashtra, a costa de Konkan e o centro da Índia — registam carências superiores a 60%, enquanto o noroeste escapa com um ligeiro superavit de 5%, beneficiado por perturbações ocidentais que trouxeram alguma precipitação isolada.

Simultaneamente, a Colômbia vive o extremo oposto. O Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais (Ideam) prevê uma semana de chuvas intensas, com os maiores acumulados nas regiões Caribe e Pacífica, impulsionados pela passagem da onda tropical número 14. Na terça-feira, dia 16, esperam-se as precipitações mais fortes, acompanhadas de atividade elétrica e risco de crecientes súbitas em várias bacias hidrográficas. Bogotá deverá registar aguaceiros ligeiros, sobretudo à tarde e à noite, enquanto departamentos do norte andino e do litoral caribenho permanecem sob alerta. A sensação térmica elevada persiste no centro da região Caribe, criando um quadro de contrastes dentro do próprio país.

Na perspetiva de Brasília, este cenário de extremos ilustra a influência de um fenómeno El Niño classificado como “super” pelos meteorologistas. O aquecimento anómalo do Pacífico equatorial oriental costuma suprimir a monção indiana e, ao mesmo tempo, alterar os padrões de precipitação na América do Sul. No Brasil, os efeitos típicos incluem secas severas no Nordeste e chuvas excessivas no Sul, com potenciais impactos sobre a safra de grãos e a geração hidroelétrica. Observadores em Lisboa recordam que, embora o Atlântico Norte module o clima ibérico, um El Niño intenso pode enfraquecer a monção da África Ocidental, afetando indiretamente países lusófonos como Cabo Verde e a Guiné-Bissau, onde a estação chuvosa é vital para a agricultura de subsistência.

A Índia procura sinais de alívio. O IMD aponta que uma perturbação ocidental trará chuva moderada ao norte — Jammu, Himachal Pradesh, Uttarakhand e partes do noroeste — entre 18 e 22 de junho, e que as condições se tornam favoráveis ao avanço da monção no leste e centro do país nos próximos dias. Contudo, a atual vaga de calor, com previsão de temperaturas extremas em Chhattisgarh, Maharashtra, Uttar Pradesh, Odisha e Telangana, agrava a evaporação e a escassez de água, aumentando a pressão sobre as reservas hídricas e a agricultura. Na Colômbia, o Ideam mantém a monitorização das bacias hidrográficas, temendo que as chuvas persistentes provoquem inundações repentinas, sobretudo em zonas vulneráveis da região Andina e do Pacífico.

O contraste entre a Índia sedenta e a Colômbia encharcada sublinha a natureza errática de um ano de Super El Niño. Enquanto o subcontinente indiano aguarda a chegada salvadora da monção, cujo atraso prolongado pode comprometer a produção de arroz e cana-de-açúcar, a Colômbia enfrenta o desafio de gerir o excesso hídrico sem danos humanos ou materiais. As próximas duas semanas serão decisivas para confirmar se a monção consegue recuperar o ritmo e se a onda tropical se dissipa sem deixar um rasto de destruição. Em ambos os hemisférios, a irregularidade das chuvas reforça a necessidade de investimentos em sistemas de alerta precoce e em infraestruturas de adaptação climática, uma lição que ressoa com particular urgência nas economias emergentes lusófonas, da Índia ao Brasil, passando por Moçambique.

Divergência das fontes

Energia e Clima · 5 veículos · 2 idiomas

44%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro33%
Crítico67%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
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Stampa indiana e sudasiatica
allarmeurgenza

A monção indiana está severamente atrasada, com um déficit de chuvas de 35% em meados de junho. Imagens de satélite mostram uma cobertura de nuvens anormalmente escassa, enquanto ondas de calor e escassez de água alarmam grandes regiões. Espera-se uma recuperação até o final de junho, mas o alerta permanece alto.

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Preveem-se chuvas generalizadas na Colômbia esta semana, com os maiores acumulados nas regiões do Caribe e do Pacífico. O instituto meteorológico nacional relata céus nublados e possíveis tempestades, mantendo alertas para enchentes repentinas. A população é aconselhada a acompanhar as atualizações.

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