
Colômbia vence Uzbequistão na estreia do Mundial 2026 com brilho de Luis Díaz
O avançado do Bayern Munique decidiu com um golo e uma assistência, garantindo o triunfo por 3-1 e a liderança do Grupo K, enquanto Portugal empatava com o Congo.
A Colômbia regressou à Copa do Mundo após oito anos de ausência com uma vitória convincente sobre o Uzbequistão, por 3-1, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Perante mais de 80 mil espectadores, na maioria colombianos, a equipa orientada por Néstor Lorenzo assumiu a liderança isolada do Grupo K, beneficiando do empate surpreendente entre Portugal e a República Democrática do Congo (1-1) horas antes. Luis Díaz, avançado do Bayern Munique, foi a figura central do encontro, participando diretamente em dois golos e exibindo a qualidade que o torna uma das estrelas do torneio.
O primeiro golo surgiu aos 40 minutos, quando Díaz filtrou um passe primoroso para Daniel Muñoz, que rematou de primeira com um toque acrobático. O Uzbequistão, estreante absoluto em Mundiais e orientado pelo italiano Fabio Cannavaro, mostrou uma organização defensiva sólida, ao estilo europeu, e conseguiu empatar aos 60 minutos, com Abbosbek Fayzullaev a marcar o primeiro golo da história do país na competição, após uma defesa incompleta do guarda-redes Camilo Vargas. A igualdade, porém, durou apenas cinco minutos: Díaz respondeu com um golo na sequência de uma pressão alta, e já nos descontos, o suplente Jaminton Campaz selou o 3-1 de cabeça, num contragolpe letal.
Na perspetiva sul-americana, o triunfo colombiano confirma o favoritismo regional, mas também expôs algumas dificuldades de concretização. Lorenzo admitiu que a equipa poderia ter ampliado a vantagem, elogiando a disciplina tática do adversário. Do lado asiático, a estreia uzbeque, apesar da derrota, foi recebida com respeito: a equipa de Cannavaro, que conta com o capitão Eldor Shomurodov, naturalizado italiano, competiu com dignidade e só cedeu nos momentos de maior inspiração individual dos cafeteros. Observadores europeus notam que o carimbo tático do antigo capitão da Itália campeã de 2006 deu ao Uzbequistão uma identidade defensiva que complicou a vida à Colômbia durante largos períodos.
Para o universo lusófono, o resultado tem leituras complementares. O tropeço de Portugal frente ao Congo, que celebrou um ponto histórico, deixa os comandados de Néstor Lorenzo numa posição confortável, mas também aumenta a pressão sobre a seleção portuguesa para o próximo jogo. Além disso, a presença de vários jogadores do campeonato brasileiro na seleção colombiana — como James Rodríguez (São Paulo), Jhon Arias (Palmeiras), Richard Ríos (ex-Palmeiras) e Andrés Gomez (Vasco) — reforça o interesse do público brasileiro no desempenho dos cafeteros, que combinaram a experiência de James com a explosão de Díaz.
O calendário reserva agora à Colômbia um confronto com a RD Congo, em Guadalajara, na próxima terça-feira, enquanto o Uzbequistão tentará somar os primeiros pontos diante de Portugal. A liderança do grupo dá margem de manobra aos sul-americanos, mas Lorenzo alertou que a vitória é apenas “o primeiro escalão” e que será preciso maior profundidade ofensiva para garantir a classificação aos dezasseis-avos de final. Para os estreantes uzbeques, o golo inaugural e a resistência oferecida são alicerces para uma campanha de aprendizagem que já entrou para a história do futebol da Ásia Central.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Colômbia estreou com uma vitória convincente, impulsionada pelos gols de Díaz e Muñoz e pela batuta de James Rodríguez. O técnico Lorenzo comemorou, mas com pragmatismo alertou que a equipe ainda precisa evoluir. Os cafeteros assumiram a liderança do grupo e inflamaram a torcida.
A Colômbia transformou o Azteca em uma fortaleza amarela, com sua maré de torcedores fazendo-o parecer casa, algo que o México não conseguiu. Após um empate uzbeque momentâneo que assustou os cafeteros, a equipe retomou o controle e subiu ao topo do grupo, fazendo o Colosso de Santa Úrsula explodir.
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