
Ronaldo empata com o tempo: capitão some em campo e Portugal tropeça perante o Congo
A estreia de Portugal no Mundial de 2026 expôs um Cristiano Ronaldo de 41 anos com apenas 25 toques na bola e sem remates enquadrados, enquanto Messi brilhava com um hat-trick.
O pontapé de saída de Portugal no Grupo K do Campeonato do Mundo de 2026 transformou-se num espelho incómodo para Cristiano Ronaldo. No empate a um golo com a República Democrática do Congo, em Houston, o capitão luso tocou na bola somente 25 vezes, não acertou nenhum dos três remates que tentou e prolongou para dez jogos consecutivos o jejum de golos em grandes torneios. A imagem do avançado a abandonar o relvado sob o coro de “Messi, Messi” entoado pelos adeptos congoleses correu o planeta, enquanto Lionel Messi, horas antes, assinava um hat-trick pela Argentina e igualava o recorde de 16 golos de Miroslav Klose em fases finais.
A reação em Lisboa foi de exasperação. O diário Público sentenciou que “a equipa ficou refém da confiança em Ronaldo”, e o Expresso diagnosticou um jogador “sem efeito”. Em Brasília, comentadores sublinharam o contraste entre as duas lendas que partilham o feito inédito de seis presenças mundialistas, mas que vivem momentos opostos: enquanto Messi reescreve a história, Ronaldo parece carregar o peso da sua própria estátua. A análise do antigo internacional francês Thierry Henry, que acusou o português de antepor a obsessão pessoal pelo golo às necessidades coletivas — “a equipa precisa de marcar, não tu” —, ecoou nas televisões de todo o mundo e reacendeu o debate sobre a real utilidade do capitão no onze.
Do lado africano, o discurso foi igualmente cortante. O congolês Ngal’ayel Mukau admitiu, com uma franqueza que se tornou viral, que a sua seleção não preparou nenhum plano especial para travar Ronaldo, “porque ele já não é o mesmo de antes, está mais velho agora”. A declaração, proferida na zona mista do NRG Stadium, simboliza a perda de aura de um jogador que durante anos obrigava os adversários a desenhar estratégias específicas. O ponto conquistado pelo Congo, o primeiro em mais de cinco décadas de ausência da fase final, foi celebrado como um feito histórico em Kinshasa e nas comunidades da diáspora, mas também como a prova de que o temor inspirado por CR7 se desvaneceu.
O selecionador Roberto Martinez, por seu lado, recusou qualquer autocrítica tática. “Não faz sentido tirar o melhor marcador da história do futebol mundial num jogo em que precisamos de golos”, justificou, mantendo o veterano em campo os 90 minutos. Contudo, analistas ingleses como Chris Sutton classificaram a decisão como “medo de substituir Ronaldo”, e a imprensa asiática e do Médio Oriente notou que a dependência portuguesa do capitão começa a assemelhar-se a um jogo com dez unidades móveis e uma referência fixa cada vez mais previsível. Até o elogio isolado de Wayne Rooney à movimentação de Ronaldo no lance do golo de João Neves não disfarçou a sensação geral de que o rendimento ofensivo da equipa ficou muito aquém do esperado.
O futuro imediato de Portugal no torneio passa agora por um ajuste de contas com a realidade. Com um plantel recheado de talento jovem, de Bruno Fernandes a Francisco Conceição, cresce a pressão para que Martinez repense o papel do seu emblema máximo. A hipótese de um choque precoce com a Argentina de Messi nos quartos de final, caso Portugal vença o grupo, já alimenta teorias conspirativas nas redes sociais, mas o verdadeiro dilema é mais prosaico: até quando a mística de Ronaldo conseguirá adiar o inevitável ocaso?
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Depois do hat-trick de Messi, Ronaldo ficou em branco e Portugal foi travado pela RD Congo em 1-1. O treinador Martínez considerou impensável substituir o jogador de 41 anos, enquanto online se especulava que Portugal empatou de propósito para evitar a Argentina nos quartos.
Cristiano Ronaldo viveu um show de horror sem remates à baliza no empate 1-1 com a RD Congo, prolongando para 10 jogos o jejum de golos em grandes torneios. Os cânticos 'Messi, Messi' choveram sobre ele, levantando questões sobre se a idade finalmente apanhou o jogador de 41 anos.
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