
Inglaterra e Croácia reeditam clássico de 2018 em estreia frenética no Mundial
Com Harry Kane em destaque e Luka Modric a comandar a resistência croata, o Grupo L arrancou com um empate eletrizante em Dallas, acompanhado com atenção no Brasil e em Portugal.
O reencontro entre Inglaterra e Croácia, que na semifinal de 2018 definiu o rumo daquela Copa, abriu o Grupo L do Mundial de 2026 com a intensidade esperada de uma rivalidade já consolidada. No AT&T Stadium, em Arlington, Texas, as duas seleções europeias entraram em campo na tarde desta quarta-feira (17), madrugada de quinta em Lisboa e em Luanda, com transmissão ao vivo para o Brasil por Globo, Sportv, SBT e plataformas digitais. O duelo, carregado de simbolismo, opõe a Inglaterra renovada de Thomas Tuchel à Croácia veterana de Luka Modric, ainda sustentada pela geração que surpreendeu o mundo na Rússia e no Catar.
Na perspetiva de Brasília, o jogo é observado como um termómetro do poderio europeu que o Brasil poderá enfrentar em fases eliminatórias. A Inglaterra, vice-campeã da Euro 2024, iniciou um ciclo de rutura sob o comando do técnico alemão, que surpreendeu ao convocar jovens com pouca rodagem internacional, como Elliot Anderson e Nico O’Reilly, ao lado de pilares como Harry Kane, Jude Bellingham e Declan Rice. Já a Croácia, terceira colocada em 2022, mantém a espinha dorsal experiente: Modric, Perisic e Kovacic, todos acima dos 30 anos, simbolizam a resiliência de um país com apenas sete participações em Mundiais desde a independência. Observadores em Lisboa notam que a aposta de Tuchel em caras novas ecoa a renovação que a seleção portuguesa também ensaia, enquanto analistas em Luanda sublinham o contraste entre a juventude inglesa e a sabedoria croata, lição valiosa para as seleções africanas em construção.
O primeiro tempo justificou a expectativa. Kane, capitão e referência ofensiva, materializou a pressão inglesa com dois golos — um deles de cabeça após canto — mas a Croácia respondeu com uma jogada coletiva primorosa: Perisic dominou e serviu Musa, que empatou a partida ainda antes do intervalo. A etapa inicial terminou com igualdade no marcador e a sensação de que o segundo tempo reservava mais emoções, com ambas as equipas a procurarem o triunfo que pode ditar a liderança do grupo.
O desfecho deste confronto terá impacto direto na configuração do Grupo L, que ainda inclui adversários capazes de complicar a caminhada de ingleses e croatas. Para a Inglaterra, vencer significa reforçar a crença no fim de um jejum de 60 anos sem o troféu; para a Croácia, é a oportunidade de prolongar o conto de fadas de uma geração dourada que insiste em desafiar prognósticos. No mundo lusófono, o interesse transcende a curiosidade: o Brasil, único representante da língua portuguesa no torneio, sabe que o equilíbrio europeu exibido em Dallas é um prenúncio dos desafios que o esperam na reta final do Mundial norte-americano.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A partida é apresentada como uma missão de vingança para a Inglaterra, desejosa de vingar a derrota de 2018 para a Croácia. A cobertura destaca o duelo quente e a chance de encerrar um longo jejum de títulos, com detalhes práticos para a transmissão ao vivo.
O confronto é retratado como a estreia de duas candidatas ao título, com a Inglaterra iniciando um novo ciclo sob Tuchel e convocações surpreendentes. A Croácia aposta em seus veteranos, e a cobertura oferece um acompanhamento ao vivo comedido, lembrando a longa espera inglesa desde 1966.
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