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Tecnologiasexta-feira, 3 de julho de 2026

Missão inédita da NASA tenta resgatar telescópio Swift em queda para a Terra

A operação, sem precedentes, utiliza um robô com três braços para elevar a órbita do observatório, ameaçado pela atividade solar, e prolongar a sua vida útil por mais uma década.

A NASA lançou na sexta-feira a missão LINK, uma tentativa inédita de resgatar o telescópio espacial Swift, em órbita há mais de duas décadas. O lançamento, a partir de um atol nas Ilhas Marshall, usou um foguete Pegasus XL lançado de um avião modificado, colocando a nave robótica da Katalyst Space Technologies a caminho do observatório. Orçada em 30 milhões de dólares, a operação é de alto risco: o Swift, avaliado em 250 milhões, está a cair e poderá desintegrar-se na atmosfera até outubro de 2026 se nada for feito.

O telescópio, lançado em 2004 para estudar explosões de raios gama, não possui propulsão própria. A sua órbita desceu de 600 para 360 quilómetros devido ao aumento do arrasto atmosférico provocado pela intensa atividade solar. A nave LINK, com três braços robóticos e câmaras de precisão, aproximar-se-á nas próximas semanas, fotografará o Swift e, se tudo correr bem, agarrá-lo-á por um ponto de fixação. Depois, com motores iónicos, elevá-lo-á gradualmente de volta à altitude original, num processo que poderá demorar mais de um mês.

Na perspetiva de Washington, a missão é uma aposta calculada para preservar um ativo científico insubstituível. O Swift detetou mais de dois mil eventos de raios gama e funciona como sentinela para outros observatórios. O diretor de astrofísica da NASA, Shawn Domagal-Goldman, afirmou estar 'muito grato' pela oportunidade de tentar o resgate. A comunidade científica internacional acompanha a operação com expectativa, consciente de que não há outro instrumento com capacidades semelhantes. O custo de 30 milhões de dólares contrasta com o investimento acumulado no Swift, estimado em cerca de 500 milhões ao longo de duas décadas.

Se bem-sucedida, a operação poderá servir de modelo para futuras missões de manutenção de satélites. O telescópio Hubble, que também sofre com o arrasto atmosférico, é apontado por analistas como potencial candidato a uma intervenção semelhante. A Katalyst Space Technologies, startup do Arizona, concebeu e construiu a nave LINK em apenas oito meses, prazo imposto pela urgência da degradação orbital. O próximo marco crítico será a tentativa de captura, prevista para daqui a um mês, quando se testará a acoplagem robótica em condições reais.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Um robô foi lançado para tentar um resgate nunca antes tentado em órbita: agarrar o antigo observatório Swift e impedir que se desintegre. A missão é vista como crucial para preservar um instrumento que há vinte anos estuda as explosões mais violentas do universo.

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Uma nave espacial de três braços partiu para resgatar um telescópio da NASA que corre o risco de cair na Terra. A operação, nunca antes tentada, é considerada de alto risco, mas pode evitar a destruição do observatório Swift dentro de meses.

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Missão inédita da NASA tenta resgatar telescópio Swift em queda para a Terra

A operação, sem precedentes, utiliza um robô com três braços para elevar a órbita do observatório, ameaçado pela atividade solar, e prolongar a sua vida útil por mais uma década.

A NASA lançou na sexta-feira a missão LINK, uma tentativa inédita de resgatar o telescópio espacial Swift, em órbita há mais de duas décadas. O lançamento, a partir de um atol nas Ilhas Marshall, usou um foguete Pegasus XL lançado de um avião modificado, colocando a nave robótica da Katalyst Space Technologies a caminho do observatório. Orçada em 30 milhões de dólares, a operação é de alto risco: o Swift, avaliado em 250 milhões, está a cair e poderá desintegrar-se na atmosfera até outubro de 2026 se nada for feito.

O telescópio, lançado em 2004 para estudar explosões de raios gama, não possui propulsão própria. A sua órbita desceu de 600 para 360 quilómetros devido ao aumento do arrasto atmosférico provocado pela intensa atividade solar. A nave LINK, com três braços robóticos e câmaras de precisão, aproximar-se-á nas próximas semanas, fotografará o Swift e, se tudo correr bem, agarrá-lo-á por um ponto de fixação. Depois, com motores iónicos, elevá-lo-á gradualmente de volta à altitude original, num processo que poderá demorar mais de um mês.

Na perspetiva de Washington, a missão é uma aposta calculada para preservar um ativo científico insubstituível. O Swift detetou mais de dois mil eventos de raios gama e funciona como sentinela para outros observatórios. O diretor de astrofísica da NASA, Shawn Domagal-Goldman, afirmou estar 'muito grato' pela oportunidade de tentar o resgate. A comunidade científica internacional acompanha a operação com expectativa, consciente de que não há outro instrumento com capacidades semelhantes. O custo de 30 milhões de dólares contrasta com o investimento acumulado no Swift, estimado em cerca de 500 milhões ao longo de duas décadas.

Se bem-sucedida, a operação poderá servir de modelo para futuras missões de manutenção de satélites. O telescópio Hubble, que também sofre com o arrasto atmosférico, é apontado por analistas como potencial candidato a uma intervenção semelhante. A Katalyst Space Technologies, startup do Arizona, concebeu e construiu a nave LINK em apenas oito meses, prazo imposto pela urgência da degradação orbital. O próximo marco crítico será a tentativa de captura, prevista para daqui a um mês, quando se testará a acoplagem robótica em condições reais.

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Um robô foi lançado para tentar um resgate nunca antes tentado em órbita: agarrar o antigo observatório Swift e impedir que se desintegre. A missão é vista como crucial para preservar um instrumento que há vinte anos estuda as explosões mais violentas do universo.

Imprensa do Golfo árabe
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Uma nave espacial de três braços partiu para resgatar um telescópio da NASA que corre o risco de cair na Terra. A operação, nunca antes tentada, é considerada de alto risco, mas pode evitar a destruição do observatório Swift dentro de meses.

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