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Economia e Mercadosquarta-feira, 1 de julho de 2026

Meta dispara em Wall Street com plano de cloud, mas enfrenta crise interna e pressão financeira

Ações sobem mais de 10% após notícia de entrada no mercado de computação em nuvem, enquanto demissões, vigilância de funcionários e fuga de talentos abalam a empresa.

As ações da Meta saltaram mais de 10% nas bolsas norte-americanas depois de a agência Bloomberg noticiar que o grupo liderado por Mark Zuckerberg prepara o lançamento de um serviço de computação em nuvem para clientes externos. O movimento, que acrescentou dezenas de mil milhões de dólares ao valor de mercado da empresa, provocou quedas de 14% a 17% nas cotadas dos fornecedores de infraestrutura de IA CoreWeave e Nebius, refletindo o potencial disruptivo da entrada de um gigante com capacidade instalada massiva. A Meta investe entre 125 e 145 mil milhões de dólares este ano em centros de dados e chips próprios, e a possibilidade de rentabilizar o excesso de capacidade de cálculo — à semelhança do que a SpaceX já faz com os seus data centers — foi bem recebida por investidores que questionam o retorno dos avultados gastos em inteligência artificial.

A euforia bolsista contrasta com o clima interno descrito pela imprensa francesa como uma “cultura do medo”. A Meta eliminou cerca de 8.000 postos de trabalho na primavera, quase 10% do efetivo, e transferiu 6.500 funcionários para equipas de IA, onde alguns executam tarefas consideradas alienantes para treinar modelos. Um programa que captava cliques, teclas e navegação dos empregados norte-americanos para alimentar agentes de IA foi suspenso a 22 de junho, após uma petição subscrita por mais de 1.600 trabalhadores e uma fuga de dados que expôs conversas privadas. O diretor de tecnologia, Andrew Bosworth, admitiu publicamente a necessidade de “reavivar o melhor da cultura empresarial”.

A saída do francês Yann LeCun, prémio Turing e um dos pais da IA moderna, que liderava a investigação do grupo desde 2013, ilustra a tensão na cúpula científica. LeCun partiu no final de 2025 para fundar a sua própria empresa em Paris, depois de a Meta ter investido 14 mil milhões de dólares na start-up Scale AI e colocado o seu jovem líder, Alexandr Wang, de 29 anos, à frente de um laboratório para alcançar a “superinteligência”. Em entrevista ao Financial Times, LeCun criticou a aposta nos grandes modelos de linguagem como um “beco sem saída” e a falta de experiência de investigação de Wang.

O esforço financeiro da Meta insere-se numa corrida mais ampla: a Goldman Sachs estima que as hyperscalers gastarão 5,3 biliões de dólares em infraestrutura de IA até 2030, e a Barclays prevê emissões de dívida superiores a 200 mil milhões de dólares este ano. Torsten Slok, economista-chefe da Apollo, alerta para um efeito de crowding out sobre as obrigações do Tesouro norte-americano, mas Todd Czachor, da Columbia Threadneedle, e Brij Khurana, da Wellington Management, não veem ainda evidência desse fenómeno nos spreads das obrigações corporativas. Khurana nota, porém, que os efeitos se manifestam no mercado acionista: o índice KBW Bank subiu 13,7% este ano, impulsionado pelas comissões de subscrição da dívida das tecnológicas, enquanto o índice das sete magníficas está estável. A Meta não anunciou uma data para o lançamento do serviço cloud, mas os investidores aguardam novidades na próxima apresentação de resultados trimestrais.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Meta enters cloud computing and the market cheers: shares soar, rivals stumble. It is proof that American innovation always wins, and that the cloud is the new battlefield where only giants survive.

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Meta announces its entry into cloud computing. Markets react with a stock rise and a drop in competitors. The move has been long expected and could reshape the industry, but regulatory and technological uncertainties remain.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Meta dispara em Wall Street com plano de cloud, mas enfrenta crise interna e pressão financeira

Ações sobem mais de 10% após notícia de entrada no mercado de computação em nuvem, enquanto demissões, vigilância de funcionários e fuga de talentos abalam a empresa.

As ações da Meta saltaram mais de 10% nas bolsas norte-americanas depois de a agência Bloomberg noticiar que o grupo liderado por Mark Zuckerberg prepara o lançamento de um serviço de computação em nuvem para clientes externos. O movimento, que acrescentou dezenas de mil milhões de dólares ao valor de mercado da empresa, provocou quedas de 14% a 17% nas cotadas dos fornecedores de infraestrutura de IA CoreWeave e Nebius, refletindo o potencial disruptivo da entrada de um gigante com capacidade instalada massiva. A Meta investe entre 125 e 145 mil milhões de dólares este ano em centros de dados e chips próprios, e a possibilidade de rentabilizar o excesso de capacidade de cálculo — à semelhança do que a SpaceX já faz com os seus data centers — foi bem recebida por investidores que questionam o retorno dos avultados gastos em inteligência artificial.

A euforia bolsista contrasta com o clima interno descrito pela imprensa francesa como uma “cultura do medo”. A Meta eliminou cerca de 8.000 postos de trabalho na primavera, quase 10% do efetivo, e transferiu 6.500 funcionários para equipas de IA, onde alguns executam tarefas consideradas alienantes para treinar modelos. Um programa que captava cliques, teclas e navegação dos empregados norte-americanos para alimentar agentes de IA foi suspenso a 22 de junho, após uma petição subscrita por mais de 1.600 trabalhadores e uma fuga de dados que expôs conversas privadas. O diretor de tecnologia, Andrew Bosworth, admitiu publicamente a necessidade de “reavivar o melhor da cultura empresarial”.

A saída do francês Yann LeCun, prémio Turing e um dos pais da IA moderna, que liderava a investigação do grupo desde 2013, ilustra a tensão na cúpula científica. LeCun partiu no final de 2025 para fundar a sua própria empresa em Paris, depois de a Meta ter investido 14 mil milhões de dólares na start-up Scale AI e colocado o seu jovem líder, Alexandr Wang, de 29 anos, à frente de um laboratório para alcançar a “superinteligência”. Em entrevista ao Financial Times, LeCun criticou a aposta nos grandes modelos de linguagem como um “beco sem saída” e a falta de experiência de investigação de Wang.

O esforço financeiro da Meta insere-se numa corrida mais ampla: a Goldman Sachs estima que as hyperscalers gastarão 5,3 biliões de dólares em infraestrutura de IA até 2030, e a Barclays prevê emissões de dívida superiores a 200 mil milhões de dólares este ano. Torsten Slok, economista-chefe da Apollo, alerta para um efeito de crowding out sobre as obrigações do Tesouro norte-americano, mas Todd Czachor, da Columbia Threadneedle, e Brij Khurana, da Wellington Management, não veem ainda evidência desse fenómeno nos spreads das obrigações corporativas. Khurana nota, porém, que os efeitos se manifestam no mercado acionista: o índice KBW Bank subiu 13,7% este ano, impulsionado pelas comissões de subscrição da dívida das tecnológicas, enquanto o índice das sete magníficas está estável. A Meta não anunciou uma data para o lançamento do serviço cloud, mas os investidores aguardam novidades na próxima apresentação de resultados trimestrais.

Divergência das fontes

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Como se dividem

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PragmatismoTriunfo

Meta enters cloud computing and the market cheers: shares soar, rivals stumble. It is proof that American innovation always wins, and that the cloud is the new battlefield where only giants survive.

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