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Esportesegunda-feira, 22 de junho de 2026

Malagò herda presidência da FIGC com 68,58% e missão de resgatar a Azzurra

Ex-presidente do CONI vence Giancarlo Abete e assume federação após três ausências consecutivas em Copas do Mundo, com o desafio de reformar o futebol italiano.

Giovanni Malagò foi eleito novo presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC) nesta segunda-feira, em Roma, com 68,58% dos votos da assembleia eletiva, derrotando o ex-presidente Giancarlo Abete, que obteve 29,17%. “Sozinho não posso fazer nada, com vocês posso fazer tudo”, declarou o dirigente de 67 anos, visivelmente emocionado, ao receber o mandato que sucede a Gabriele Gravina, demissionário após o terceiro fracasso consecutivo da seleção italiana em se classificar para uma Copa do Mundo.

A vitória de Malagò foi construída sobre uma ampla aliança que envolveu a Liga da Série A, com exceção da Lazio, as associações de jogadores e treinadores, e parte das ligas inferiores. O nome do ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano (CONI) e da fundação Milano-Cortina 2026 começou a circular ainda antes da eliminação para a Bósnia-Herzegovina na repescagem, em março, e consolidou-se como a aposta do establishment para evitar um comissariamento externo proposto pelo governo. Em Itália, a recondução integral do conselho federal — com figuras como Giuseppe Marotta (Inter) e Giorgio Chiellini — foi interpretada por analistas como um sinal de continuidade, apesar do discurso de “nova era” proferido pelo eleito.

O novo presidente herda uma federação em crise profunda. A Azzurra, tetracampeã mundial, está ausente dos Mundiais de 2018, 2022 e 2026, e a pressão por resultados imediatos é intensa. Malagò terá de nomear um novo treinador — Roberto Mancini, que deixou a seleção em 2023 para treinar a Arábia Saudita, é o nome mais cotado — e enfrentar a reforma do sistema de formação de jovens, a modernização dos estádios para o Euro 2032 (coorganizado com a Turquia) e a relação tensa com a classe política, que, segundo Gravina, não destinou recursos aos viveiros.

No Brasil, onde a seleção pentacampeã também atravessa um período de questionamentos sobre a renovação de seus quadros dirigentes e técnicos, o desfecho italiano ecoa como um alerta sobre a perpetuação de lideranças. Observadores em Lisboa notam que o futebol português, com estruturas federativas mais estáveis, observa com atenção a capacidade de Malagò de mediar interesses divergentes entre o profissionalismo e o amadorismo. O primeiro teste concreto será a Liga das Nações em setembro, contra Bélgica, Turquia e França, cujo resultado definirá a posição da Itália no ranking da FIFA e as condições de acesso ao Europeu de 2028.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continentalImprensa russa e CEI
Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
CeticismoIroniaDistanciamento

A eleição de Malagò é retratada como uma previsível troca de cadeiras da velha guarda, com a mesma elite a mover-se de um cargo para outro sob o disfarce de renovação. Por trás da vitória está um pacto entre a Serie A, jogadores e treinadores para separar a divisão principal do resto, priorizando os negócios em detrimento das seleções nacionais e da formação. Os comentadores veem nisto o mais recente exemplo da incapacidade italiana de realmente se afastar e abraçar a mudança.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
PragmatismoDistanciamento

A imprensa russa relata a eleição de forma direta e factual, destacando o passado de Malago como antigo presidente do CONI e o seu papel nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina. A mudança de liderança é apresentada como um evento administrativo na sequência da demissão de Gravina após o fracasso no Mundial, sem comentários editoriais.

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Malagò herda presidência da FIGC com 68,58% e missão de resgatar a Azzurra

Ex-presidente do CONI vence Giancarlo Abete e assume federação após três ausências consecutivas em Copas do Mundo, com o desafio de reformar o futebol italiano.

Giovanni Malagò foi eleito novo presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC) nesta segunda-feira, em Roma, com 68,58% dos votos da assembleia eletiva, derrotando o ex-presidente Giancarlo Abete, que obteve 29,17%. “Sozinho não posso fazer nada, com vocês posso fazer tudo”, declarou o dirigente de 67 anos, visivelmente emocionado, ao receber o mandato que sucede a Gabriele Gravina, demissionário após o terceiro fracasso consecutivo da seleção italiana em se classificar para uma Copa do Mundo.

A vitória de Malagò foi construída sobre uma ampla aliança que envolveu a Liga da Série A, com exceção da Lazio, as associações de jogadores e treinadores, e parte das ligas inferiores. O nome do ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano (CONI) e da fundação Milano-Cortina 2026 começou a circular ainda antes da eliminação para a Bósnia-Herzegovina na repescagem, em março, e consolidou-se como a aposta do establishment para evitar um comissariamento externo proposto pelo governo. Em Itália, a recondução integral do conselho federal — com figuras como Giuseppe Marotta (Inter) e Giorgio Chiellini — foi interpretada por analistas como um sinal de continuidade, apesar do discurso de “nova era” proferido pelo eleito.

O novo presidente herda uma federação em crise profunda. A Azzurra, tetracampeã mundial, está ausente dos Mundiais de 2018, 2022 e 2026, e a pressão por resultados imediatos é intensa. Malagò terá de nomear um novo treinador — Roberto Mancini, que deixou a seleção em 2023 para treinar a Arábia Saudita, é o nome mais cotado — e enfrentar a reforma do sistema de formação de jovens, a modernização dos estádios para o Euro 2032 (coorganizado com a Turquia) e a relação tensa com a classe política, que, segundo Gravina, não destinou recursos aos viveiros.

No Brasil, onde a seleção pentacampeã também atravessa um período de questionamentos sobre a renovação de seus quadros dirigentes e técnicos, o desfecho italiano ecoa como um alerta sobre a perpetuação de lideranças. Observadores em Lisboa notam que o futebol português, com estruturas federativas mais estáveis, observa com atenção a capacidade de Malagò de mediar interesses divergentes entre o profissionalismo e o amadorismo. O primeiro teste concreto será a Liga das Nações em setembro, contra Bélgica, Turquia e França, cujo resultado definirá a posição da Itália no ranking da FIFA e as condições de acesso ao Europeu de 2028.

Divergência das fontes

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Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
CeticismoIroniaDistanciamento

A eleição de Malagò é retratada como uma previsível troca de cadeiras da velha guarda, com a mesma elite a mover-se de um cargo para outro sob o disfarce de renovação. Por trás da vitória está um pacto entre a Serie A, jogadores e treinadores para separar a divisão principal do resto, priorizando os negócios em detrimento das seleções nacionais e da formação. Os comentadores veem nisto o mais recente exemplo da incapacidade italiana de realmente se afastar e abraçar a mudança.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
PragmatismoDistanciamento

A imprensa russa relata a eleição de forma direta e factual, destacando o passado de Malago como antigo presidente do CONI e o seu papel nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina. A mudança de liderança é apresentada como um evento administrativo na sequência da demissão de Gravina após o fracasso no Mundial, sem comentários editoriais.

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