
Haaland comanda vitória norueguesa sobre Senegal e garante vaga nos dezasseis-avos
Com dois golos do avançado do Manchester City, a Noruega venceu o Senegal por 3-2, assegurou o apuramento e prepara um duelo decisivo com a França pelo primeiro lugar do Grupo I.
A Noruega carimbou o regresso às fases eliminatórias de um Campeonato do Mundo 28 anos depois, ao bater o Senegal por 3-2 no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. O resultado, combinado com o triunfo francês sobre o Iraque, coloca noruegueses e gauleses com seis pontos no Grupo I e remete senegaleses e iraquianos para a luta por uma vaga como melhores terceiros. A festa escandinava, embalada pelo cântico viral do ‘remo viking’ que invadiu Times Square e as bancadas, teve em Erling Haaland o protagonista anunciado.
O encontro começou com um contratempo para os nórdicos: a lesão precoce de Julian Ryerson obrigou à entrada de Marcus Pedersen, que se tornaria herói improvável. Aos 43 minutos, um erro clamoroso do capitão Kalidou Koulibaly deixou a bola nos pés do lateral, que bateu Édouard Mendy com um remate rasteiro. Haaland, até então discreto, acertou no poste após roubar a bola ao guarda-redes senegalês ainda na primeira parte, mas redimiu-se no reatamento. Aos 48’, Martin Ødegaard lançou-o em contra-ataque e o avançado rematou cruzado para o 2-0. O Senegal respondeu de imediato por Ismaïla Sarr, que aproveitou um passe de Sadio Mané, mas Haaland voltou a castigar a defesa adversária aos 58’, com uma voleia de pé direito que entrou após bater na barra. Sarr ainda marcou o segundo golo nos descontos, insuficiente para evitar a derrota.
Com quatro golos em dois jogos, Haaland igualou Kylian Mbappé na corrida pela Bota de Ouro e ficou a um de Lionel Messi. O norueguês soma agora 59 tentos em 52 internacionalizações e alimenta uma série de 12 partidas consecutivas a marcar pela seleção. Na perspetiva de Brasília, o duelo particular entre Haaland e Mbappé na última jornada é visto como um dos momentos mais aguardados da fase de grupos. Em Lisboa, onde Cristiano Ronaldo persegue o feito de marcar em seis edições do Mundial, a eficácia do ‘Androide’ também mereceu análise, sublinhando-se a frieza com que definiu os lances decisivos. Para os países africanos de língua portuguesa, a situação do Senegal — campeão continental em 2021 e agora sem pontos — ilustra as dificuldades estruturais que muitas seleções do continente enfrentam, agravadas por polémicas extra-desportivas como o diferendo sobre prémios que marcou a preparação da equipa de Pape Thiaw.
A Noruega, que não pisava um Mundial desde 1998, já igualou um registo curioso: venceu adversários de quatro confederações diferentes em fases finais (México em 1994, Brasil em 1998, Iraque e Senegal em 2026). O próximo compromisso, frente à França em Boston, decidirá o vencedor do grupo e poderá ditar um caminho teoricamente mais acessível nos dezasseis-avos. Do lado senegalês, só uma vitória robusta sobre o Iraque, conjugada com outros resultados, manterá viva a esperança de seguir em prova. Haaland, realista, resumiu o sentimento norueguês: “Vamos ser um pouco realistas e ficar felizes. Ganhar o Mundial? Absolutamente não.”
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Noruega derrotou o Senegal por 3-2 com um 'brace' de Haaland, mas a partida expôs as falhas defensivas senegalesas. Um corte mal feito pelo capitão Koulibaly originou o primeiro golo, e a defesa relaxada permitiu que Haaland castigasse ainda mais. O Senegal enfrenta agora uma eliminação precoce.
Erling Haaland deu um show com dois gols na vitória da Noruega por 3-2 sobre o Senegal, garantindo vaga nas oitavas de final. A equipe nórdica agora precisa vencer a França para ficar com a liderança do grupo, mas a atuação estelar de Haaland alimenta o sonho de uma campanha profunda.
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