
Lula brinca com 'contratação' de Messi após tropeço do Brasil no Mundial
Presidente ironiza desempenho da Canarinha no empate com Marrocos e exalta hat-trick do astro argentino, enquanto analistas avaliam o peso político da declaração.
A ironia presidencial ganhou os holofotes do Mundial de 2026. Em Genebra, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva surpreendeu ao afirmar, entre risos, que "estava a pensar em contratar Lionel Messi para jogar no Brasil". A boutade surgiu quando jornalistas o questionaram sobre o desempenho da seleção canarinha, que estreou com um empate a uma bola frente a Marrocos, num jogo que expôs fragilidades defensivas e criativas. No dia anterior, Messi assinara um hat-trick na goleada da Argentina sobre a Argélia (3-0), igualando o recorde de Miroslav Klose como maior goleador da história dos Mundiais, com 16 golos. O contraste entre as duas potências sul-americanas deu à piada de Lula uma ressonância que transcendeu o mero gracejo.
Na perspetiva de Brasília, a declaração foi lida como uma forma hábil de aliviar a pressão sobre uma equipa que, apesar do talento, não convenceu na estreia. Lula minimizou o empate, classificando Marrocos como "o adversário mais forte do grupo", e recorreu a uma superstição enraizada no imaginário futebolístico nacional: "Dizem que, quando mais duvidam do Brasil, ele ganha o Mundial... vamos ver". A referência não é inocente. O presidente já revelara, em abril, que o selecionador Carlo Ancelotti o consultara sobre a eventual convocação de Neymar, sinal de que o Palácio do Planalto acompanha de perto as decisões que moldam a equipa. A brincadeira com Messi, assim, também funciona como um lembrete de que a Argentina, campeã em título, segue como referência incómoda.
Observadores em Buenos Aires notam que a tirada de Lula carrega um subtexto político: ao brincar com a naturalização do capitão adversário, o presidente brasileiro reconhece, com humor, a superioridade momentânea do rival histórico, ao mesmo tempo que projeta confiança na recuperação da Canarinha. A imprensa argentina repercutiu a frase com uma mistura de orgulho e ironia, sublinhando que Messi continua a ditar a agenda do futebol global mesmo aos 38 anos. Já em Lisboa, analistas destacam o simbolismo de um líder lusófono elogiar a estrela de um país vizinho e rival, num gesto que dilui fronteiras desportivas e reforça a centralidade do talento individual no imaginário coletivo.
O próximo capítulo desta narrativa será escrito já na sexta-feira, quando o Brasil enfrenta o Haiti, seleção que partilha laços linguísticos e históricos com a comunidade lusófona, mas que chega ao torneio como clara underdog. Uma vitória robusta é esperada para silenciar as dúvidas e validar a máxima citada por Lula. Contudo, o caminho até à glória no torneio organizado na América do Norte promete ser acidentado: a concorrência europeia e a própria Argentina, impulsionada por um Messi em estado de graça, exigirão muito mais do que ironia presidencial para serem superadas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O presidente brasileiro brincou sobre contratar Messi depois que o astro argentino fez um hat-trick e o Brasil ficou no empate com Marrocos. Uma piada leve que destaca a diferença entre as estreias na Copa dos dois rivais sul-americanos, relatada com distanciamento pragmático.
A piada de Lula sobre 'contratar Messi' foi interpretada como uma alfinetada sarcástica na estreia apagada do Brasil, enquanto a Argentina brilhava. Em todo o continente, a frase ecoou como um reconhecimento irônico da superioridade argentina, misturando humor e frustração mal disfarçada.
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