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Justiça & Direitoquinta-feira, 25 de junho de 2026

Ex-diretor da Popcorn Books condenado a pena suspensa em caso de 'extremismo LGBT'

Pavel Ivanov recebeu quatro anos de liberdade condicional após acordo com a investigação e testemunhou contra gestores da Eksmo, num processo iniciado com uma compra controlada envolvendo uma menor.

O Tribunal Distrital de Zamoskvoretski, em Moscovo, condenou Pavel Ivanov, antigo diretor de vendas da editora Popcorn Books, a quatro anos de prisão com pena suspensa, num processo que associa a venda de literatura com temática LGBT à participação numa organização extremista. A sentença, proferida num único dia de julgamento, inclui ainda a proibição de publicar livros e administrar sítios na Internet durante quatro anos, bem como o confisco de quase 2,7 milhões de rublos. Ivanov declarou-se culpado, celebrou um acordo de colaboração com as autoridades e prestou depoimento contra outros arguidos, incluindo antigos colegas da Popcorn Books e da Individuum, e contra altos dirigentes do grupo Eksmo, que adquirira aquelas editoras.

Segundo a acusação, após a proibição do chamado “movimento LGBT internacional” na Rússia, os responsáveis da Popcorn Books conceberam um esquema para escoar os livros remanescentes, avaliados em dezenas de milhões de rublos. A procuradoria sustenta que foi elaborada uma lista “vermelha” de obras já proibidas, destinada à venda no estrangeiro, e uma lista “amarela” de títulos que poderiam suscitar dúvidas das autoridades, para circulação interna. O processo teve origem numa “compra controlada” realizada em 2024, na qual agentes da polícia recorreram a uma adolescente de 15 anos para encomendar livros da lista proibida. A defesa de Ivanov não contestou os factos, e o próprio afirmou em tribunal que considerava seu “dever cívico” denunciar atividades que classificou como “antigovernamentais”, acrescentando que sempre apoiou o Presidente Vladimir Putin e que, na juventude, integrou brigadas de jovens comunistas que “caçavam pervertidos”.

Na perspetiva de analistas jurídicos em Moscovo, o caso ilustra a aplicação extensiva da legislação antiextremista a conteúdos editoriais, transformando a publicação e venda de livros em potenciais atos de participação em organização proibida. Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos têm alertado para o efeito dissuasor destas ações sobre a liberdade de expressão e a diversidade cultural. A editora Popcorn Books, conhecida por títulos como “Verão no Lenço de Pioneiro”, encerrou definitivamente em janeiro de 2026, na sequência da pressão judicial e da inclusão de alguns dos seus responsáveis na lista de terroristas e extremistas do Serviço Federal de Monitorização Financeira (Rosfinmonitoring).

O desdobramento do caso atingiu a cúpula do grupo Eksmo-AST, o maior conglomerado editorial da Rússia. Em abril de 2026, o diretor-geral Evgueni Kapiev e outros três gestores de topo foram detidos para interrogatório, mas libertados sob termo de comparência, permanecendo até ao momento na condição de testemunhas. Os depoimentos de Ivanov e de outros antigos funcionários da Popcorn Books, que também colaboraram com a investigação, apontaram para uma alegada supervisão direta das vendas “cinzentas” por parte de diretores da Eksmo. O processo contra os restantes arguidos — Dmitri Protopopov e Artiom Vakhlyaev — continua em fase de instrução, não havendo ainda data para julgamento.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continentalImprensa russa e CEI
Imprensa europeia continental/ Europa Oriental
AlarmeIndignação

O ex-diretor de vendas da Popcorn Books recebeu uma sentença suspensa em um julgamento de um dia que revelou uma provocação dos serviços de segurança: um menor foi instruído a comprar os livros. Este caso marca uma escalada na repressão russa à literatura queer, com acusações forjadas de extremismo contra editoras independentes. A rápida cooperação do réu e o veredicto apressado destacam o clima de intimidação.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
DistanciamentoPragmatismo

Um tribunal de Moscou condenou o ex-funcionário da Popcorn Books a quatro anos de prisão condicional por envolvimento em organização extremista. O réu admitiu a culpa e cooperou com a investigação. O veredicto reflete a aplicação consistente da lei contra o extremismo.

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Ex-diretor da Popcorn Books condenado a pena suspensa em caso de 'extremismo LGBT'

Pavel Ivanov recebeu quatro anos de liberdade condicional após acordo com a investigação e testemunhou contra gestores da Eksmo, num processo iniciado com uma compra controlada envolvendo uma menor.

O Tribunal Distrital de Zamoskvoretski, em Moscovo, condenou Pavel Ivanov, antigo diretor de vendas da editora Popcorn Books, a quatro anos de prisão com pena suspensa, num processo que associa a venda de literatura com temática LGBT à participação numa organização extremista. A sentença, proferida num único dia de julgamento, inclui ainda a proibição de publicar livros e administrar sítios na Internet durante quatro anos, bem como o confisco de quase 2,7 milhões de rublos. Ivanov declarou-se culpado, celebrou um acordo de colaboração com as autoridades e prestou depoimento contra outros arguidos, incluindo antigos colegas da Popcorn Books e da Individuum, e contra altos dirigentes do grupo Eksmo, que adquirira aquelas editoras.

Segundo a acusação, após a proibição do chamado “movimento LGBT internacional” na Rússia, os responsáveis da Popcorn Books conceberam um esquema para escoar os livros remanescentes, avaliados em dezenas de milhões de rublos. A procuradoria sustenta que foi elaborada uma lista “vermelha” de obras já proibidas, destinada à venda no estrangeiro, e uma lista “amarela” de títulos que poderiam suscitar dúvidas das autoridades, para circulação interna. O processo teve origem numa “compra controlada” realizada em 2024, na qual agentes da polícia recorreram a uma adolescente de 15 anos para encomendar livros da lista proibida. A defesa de Ivanov não contestou os factos, e o próprio afirmou em tribunal que considerava seu “dever cívico” denunciar atividades que classificou como “antigovernamentais”, acrescentando que sempre apoiou o Presidente Vladimir Putin e que, na juventude, integrou brigadas de jovens comunistas que “caçavam pervertidos”.

Na perspetiva de analistas jurídicos em Moscovo, o caso ilustra a aplicação extensiva da legislação antiextremista a conteúdos editoriais, transformando a publicação e venda de livros em potenciais atos de participação em organização proibida. Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos têm alertado para o efeito dissuasor destas ações sobre a liberdade de expressão e a diversidade cultural. A editora Popcorn Books, conhecida por títulos como “Verão no Lenço de Pioneiro”, encerrou definitivamente em janeiro de 2026, na sequência da pressão judicial e da inclusão de alguns dos seus responsáveis na lista de terroristas e extremistas do Serviço Federal de Monitorização Financeira (Rosfinmonitoring).

O desdobramento do caso atingiu a cúpula do grupo Eksmo-AST, o maior conglomerado editorial da Rússia. Em abril de 2026, o diretor-geral Evgueni Kapiev e outros três gestores de topo foram detidos para interrogatório, mas libertados sob termo de comparência, permanecendo até ao momento na condição de testemunhas. Os depoimentos de Ivanov e de outros antigos funcionários da Popcorn Books, que também colaboraram com a investigação, apontaram para uma alegada supervisão direta das vendas “cinzentas” por parte de diretores da Eksmo. O processo contra os restantes arguidos — Dmitri Protopopov e Artiom Vakhlyaev — continua em fase de instrução, não havendo ainda data para julgamento.

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Imprensa europeia continental/ Europa Oriental
AlarmeIndignação

O ex-diretor de vendas da Popcorn Books recebeu uma sentença suspensa em um julgamento de um dia que revelou uma provocação dos serviços de segurança: um menor foi instruído a comprar os livros. Este caso marca uma escalada na repressão russa à literatura queer, com acusações forjadas de extremismo contra editoras independentes. A rápida cooperação do réu e o veredicto apressado destacam o clima de intimidação.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
DistanciamentoPragmatismo

Um tribunal de Moscou condenou o ex-funcionário da Popcorn Books a quatro anos de prisão condicional por envolvimento em organização extremista. O réu admitiu a culpa e cooperou com a investigação. O veredicto reflete a aplicação consistente da lei contra o extremismo.

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