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Geopolítica & Políticadomingo, 28 de junho de 2026

Japão e Coreia do Sul reforçam cooperação militar e reafirmam meta de desnuclearização

Ministros da Defesa de Tóquio e Seul acordam intensificar intercâmbios entre forças aéreas e retomar exercícios navais conjuntos, enquanto reiteram compromisso com a paz na península coreana.

Os ministros da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, e da Coreia do Sul, Ahn Gyu-back, reuniram-se neste domingo em Seul e aprovaram medidas para aprofundar a cooperação militar bilateral. Entre os compromissos, estão o fortalecimento dos intercâmbios entre as equipas de acrobacia aérea Blue Impulse, da Força de Autodefesa Aérea japonesa, e Black Eagles, da Força Aérea sul-coreana, bem como a retoma de exercícios conjuntos de busca e salvamento entre as marinhas dos dois países. Os dois chefes militares reafirmaram ainda o objetivo de alcançar a desnuclearização completa da península coreana e o estabelecimento de uma paz duradoura, num quadro de cooperação trilateral com os Estados Unidos.

No encontro, que correspondeu à sexta ronda de conversações bilaterais, os responsáveis avaliaram a possibilidade de tornar regular o apoio de reabastecimento aéreo que o Japão prestou pela primeira vez em janeiro aos aviões Black Eagles, na base de Naha, em Okinawa. Apesar do tom de aproximação, fontes do Ministério da Defesa japonês indicaram que o Acordo de Aquisição e Serviços Cruzados (ACSA, na sigla em inglês), que permitiria o fornecimento mútuo de combustível e munições, não foi tema central da reunião. O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, já vincara no início de junho que a conclusão do ACSA seria difícil no atual ambiente de opinião pública na Coreia do Sul.

O estreitamento de laços entre Tóquio e Seul insere-se num esforço mais amplo, incentivado por Washington desde 2022, que procura superar as tensões históricas decorrentes da colonização japonesa da península. Observadores em Lisboa e em Brasília notam que a estabilização do flanco nordeste asiático interessa tanto à NATO, da qual Portugal faz parte, como ao Brasil, que acompanha com preocupação o aumento das capacidades militares da Coreia do Norte. Pyongyang, por sua vez, declarou-se nos últimos anos um Estado nuclear “irreversível” e, nas últimas semanas, o líder Kim Jong Un assumiu o compromisso de equipar a marinha com armas nucleares e de construir navios de guerra de maior porte.

Para além dos gestos simbólicos, como a visita de Koizumi à equipa Black Eagles no sábado, os dois governos acertaram em discutir pormenores da cooperação em matéria de equipamentos de defesa, área em que a Coreia do Sul se tem afirmado como exportadora de peso e o Japão flexibilizou recentemente os seus princípios de transferência de tecnologia militar. A próxima etapa prevista é a continuação das negociações técnicas para aprofundar os exercícios de busca e salvamento, enquanto o dossiê do ACSA permanece em compasso de espera, condicionado pelo debate interno sul-coreano.

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domingo, 28 de junho de 2026

Japão e Coreia do Sul reforçam cooperação militar e reafirmam meta de desnuclearização

Ministros da Defesa de Tóquio e Seul acordam intensificar intercâmbios entre forças aéreas e retomar exercícios navais conjuntos, enquanto reiteram compromisso com a paz na península coreana.

Os ministros da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, e da Coreia do Sul, Ahn Gyu-back, reuniram-se neste domingo em Seul e aprovaram medidas para aprofundar a cooperação militar bilateral. Entre os compromissos, estão o fortalecimento dos intercâmbios entre as equipas de acrobacia aérea Blue Impulse, da Força de Autodefesa Aérea japonesa, e Black Eagles, da Força Aérea sul-coreana, bem como a retoma de exercícios conjuntos de busca e salvamento entre as marinhas dos dois países. Os dois chefes militares reafirmaram ainda o objetivo de alcançar a desnuclearização completa da península coreana e o estabelecimento de uma paz duradoura, num quadro de cooperação trilateral com os Estados Unidos.

No encontro, que correspondeu à sexta ronda de conversações bilaterais, os responsáveis avaliaram a possibilidade de tornar regular o apoio de reabastecimento aéreo que o Japão prestou pela primeira vez em janeiro aos aviões Black Eagles, na base de Naha, em Okinawa. Apesar do tom de aproximação, fontes do Ministério da Defesa japonês indicaram que o Acordo de Aquisição e Serviços Cruzados (ACSA, na sigla em inglês), que permitiria o fornecimento mútuo de combustível e munições, não foi tema central da reunião. O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, já vincara no início de junho que a conclusão do ACSA seria difícil no atual ambiente de opinião pública na Coreia do Sul.

O estreitamento de laços entre Tóquio e Seul insere-se num esforço mais amplo, incentivado por Washington desde 2022, que procura superar as tensões históricas decorrentes da colonização japonesa da península. Observadores em Lisboa e em Brasília notam que a estabilização do flanco nordeste asiático interessa tanto à NATO, da qual Portugal faz parte, como ao Brasil, que acompanha com preocupação o aumento das capacidades militares da Coreia do Norte. Pyongyang, por sua vez, declarou-se nos últimos anos um Estado nuclear “irreversível” e, nas últimas semanas, o líder Kim Jong Un assumiu o compromisso de equipar a marinha com armas nucleares e de construir navios de guerra de maior porte.

Para além dos gestos simbólicos, como a visita de Koizumi à equipa Black Eagles no sábado, os dois governos acertaram em discutir pormenores da cooperação em matéria de equipamentos de defesa, área em que a Coreia do Sul se tem afirmado como exportadora de peso e o Japão flexibilizou recentemente os seus princípios de transferência de tecnologia militar. A próxima etapa prevista é a continuação das negociações técnicas para aprofundar os exercícios de busca e salvamento, enquanto o dossiê do ACSA permanece em compasso de espera, condicionado pelo debate interno sul-coreano.

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