
Serena e Venus Williams voltam a Wimbledon com convite para duplas
As irmãs norte-americanas, com 14 títulos do Grand Slam em pares, receberam um wild card para o torneio de 2026, marcando o regresso de Serena após quatro anos de ausência.
O All England Club anunciou esta terça-feira que Serena e Venus Williams receberam um convite especial (wild card) para disputarem juntas o torneio de duplas femininas de Wimbledon, que decorre de 29 de junho a 12 de julho de 2026. A decisão recoloca sob os holofotes uma das parcerias mais lendárias da história do ténis: as irmãs conquistaram catorze troféus do Grand Slam em pares, seis dos quais no relvado londrino, o último em 2016. Serena, de 44 anos, regressa assim a um palco maior depois de ter interrompido a carreira em 2022; Venus, que completa 46 anos esta semana, mantém-se ativa de forma intermitente, embora sem vitórias em singulares na presente temporada.
O regresso de Serena começou a ganhar forma no torneio de Queen’s Club, onde venceu uma partida ao lado da jovem canadiana Victoria Mboko, antes de a parceira se lesionar. Esta semana, em Berlim, a norte-americana alinhou com Karolina Muchova e foi eliminada na primeira ronda pela mexicana Giuliana Olmos e a neozelandesa Erin Routliffe, num encontro que encheu o court central e mereceu destaque na imprensa mexicana como um “triunfo histórico”. A própria Serena admitiu sentir-se “mais ágil e mais rápida” na relva, superfície que exige explosividade. A motivação, segundo relatos da imprensa norte-americana, passa também por jogar diante das duas filhas pequenas, Olympia e Adira.
A atribuição de wild cards a antigos campeões é uma tradição de Wimbledon, e este ano o lote inclui ainda o búlgaro Grigor Dimitrov, o suíço Stan Wawrinka e a polaca Maja Chwalińska nos singulares, além da dupla masculina formada por Alexander Bublik e Nick Kyrgios. Observadores em Londres notam que o convite às irmãs Williams responde a um interesse mediático global: na Índia e na Indonésia, o anúncio foi manchete; no mundo árabe, sublinhou-se o regresso das “lendas”; no Brasil e em Portugal, a notícia reavivou a memória de uma era em que as irmãs dominaram o ténis feminino. A imprensa italiana, por seu turno, contextualizou o regresso no quadro mais amplo da preparação para Wimbledon, onde Jannik Sinner defenderá o título de campeão em singulares.
A dúvida que paira sobre o All England Club é até onde poderão chegar Serena e Venus. A última vez que jogaram juntas num Grand Slam, no US Open de 2022, caíram na estreia. Agora, com Serena a competir exclusivamente em duplas e Venus a somar derrotas consecutivas em singulares, o desafio físico será exigente. Ainda assim, o simples facto de voltarem a partilhar o court no torneio que mais vezes as consagrou como dupla transforma esta participação num dos momentos mais aguardados da edição de 2026. Analistas na Europa e nos Estados Unidos convergem na ideia de que, mais do que a ambição de um sétimo troféu, o regresso representa uma celebração de um legado que transcende o ténis e continua a inspirar novas gerações de atletas lusófonas e de todo o mundo.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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As irmãs Williams reúnem-se para jogar pares em Wimbledon depois de receberem um wild card. Serena, de 44 anos, regressa após quase quatro anos afastada, enquanto Venus, que faz 46 anos, continua a competir esporadicamente. Juntas, conquistaram 14 títulos de Grand Slam em pares, seis dos quais em Wimbledon.
Serena e Venus Williams regressam aos pares de Wimbledon com um wild card. Serena, campeã de 23 Grand Slams, volta após quatro anos, enquanto Venus fez um regresso sensacional no Queen's. As irmãs venceram seis vezes o título de pares de Wimbledon, a última em 2016.
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