
Inglaterra enfrenta terremoto, tiroteio e drama físico de Saka antes da estreia no Mundial
Entre incidentes de segurança nos treinos nos EUA e a aposta arriscada de Bukayo Saka na recuperação de uma lesão no tendão de Aquiles, a seleção inglesa prepara o jogo de abertura contra a Croácia em Dallas.
A preparação da Inglaterra para o Campeonato do Mundo de 2026 transformou-se numa sucessão de sobressaltos muito além das quatro linhas. A delegação inglesa, instalada em Kansas City para a fase final de aclimatação, viu-se envolvida num cenário de insegurança invulgar: tiroteios nas imediações do centro de treinos Swope Soccer Village e do hotel da equipa, um sismo sentido na região, alertas de tornado e o roubo de materiais logísticos. Estes episódios obrigaram o grupo a um exercício forçado de coesão, com a comitiva a reforçar protocolos de segurança e a blindar o ambiente interno para que o foco competitivo não se diluísse antes do jogo inaugural frente à Croácia, marcado para quinta-feira, 18 de junho, em Dallas.
Dentro do relvado, a principal inquietação tem nome e rosto: Bukayo Saka. O extremo do Arsenal, peça central no esquema ofensivo de Thomas Tuchel, carrega desde março uma lesão no tendão de Aquiles que o afastou de sete partidas do clube e da pausa internacional da primavera europeia. Apesar de ter regressado a tempo de ajudar os gunners a conquistar a Premier League, o jogador admite que continua a "apostar" na própria condição física para estar presente no arranque do torneio. Tuchel, por seu lado, já avisou que será "muito improvável" que Saka inicie e conclua todos os jogos, mas o jogador de 24 anos garante estar pronto para ser opção desde o primeiro minuto, numa partida que pode marcar a sua 50.ª internacionalização.
O otimismo de Saka contrasta com a prudência da comissão técnica e insere-se num contexto de resultados irregulares nos ensaios de março. Depois de uma fase de qualificação imaculada — oito vitórias sem qualquer golo sofrido —, a Inglaterra cedeu diante de Uruguai e Japão, antes de vencer a Costa Rica no último teste. A estreia frente à Croácia, adversária experiente e finalista vencida em 2018, surge assim como um exame precoce à solidez emocional e tática de uma equipa que chega aos Estados Unidos com o estatuto de favorita, mas com a preparação toldada por ruído externo e fragilidades físicas.
Na perspetiva de Brasília e de Lisboa, onde se acompanha com atenção o percurso dos principais rivais na corrida ao título, as dificuldades inglesas são observadas com prudente interesse. O Brasil de Dorival Júnior e Portugal, sob novo comando técnico, também ajustam peças para um torneio que, pela primeira vez, se dispersa por três países anfitriões. A vulnerabilidade momentânea de uma candidata como a Inglaterra pode reconfigurar as expectativas nas seleções lusófonas, mas analistas advertem que equipas com capacidade de sofrer e superar adversidades extra-campo costumam crescer nos momentos decisivos. A resposta inglesa em Dallas, sob o calor texano e o peso de uma preparação atribulada, dará o primeiro sinal sobre a verdadeira resiliência dos homens de Tuchel.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A campanha da Inglaterra na Copa do Mundo começa em meio ao caos, com roubos, tiroteios e clima extremo nos EUA. Bukayo Saka está pronto para arriscar sua lesão no tendão de Aquiles e enfrentar a Croácia.
Bukayo Saka insiste que está pronto para jogar apesar de uma lesão no tendão de Aquiles, continuando a arriscar sua forma física para a estreia da Inglaterra na Copa. O técnico Thomas Tuchel pede cautela, mas o ponta do Arsenal está determinado a ajudar contra a Croácia.
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