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Economia e Mercadosterça-feira, 7 de julho de 2026

Investimento global sobe 6% em 2025, mas recuperação é frágil e concentrada, alerta ONU

Relatório da UNCTAD mostra que crescimento foi puxado por megaprojetos de IA e data centers, enquanto países em desenvolvimento avançam apenas 2% e África recua 26%.

O investimento direto estrangeiro (IDE) mundial cresceu 6% em 2025, atingindo 1,6 biliões de dólares, após dois anos consecutivos de queda, segundo o relatório World Investment Report 2026 da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). A expansão, contudo, foi classificada pela própria agência como “estreita, frágil e desigual”, concentrada em poucos países, setores e megaprojetos — sobretudo infraestruturas ligadas à inteligência artificial, data centers, petróleo e gás e semicondutores. A maioria dos restantes setores, incluindo energias renováveis, indústria transformadora e infraestruturas, registou declínios, o que revela uma base de recuperação limitada.

A distribuição geográfica do investimento acentuou assimetrias. As economias desenvolvidas captaram um aumento de 11% nas entradas (723 mil milhões de dólares), enquanto o mundo em desenvolvimento cresceu apenas 2% (901 mil milhões). A Ásia em desenvolvimento manteve-se como principal destino (644 mil milhões), mas a América do Norte recuou 2% e África sofreu uma contração de 26%, para 70 mil milhões. O grupo de países menos avançados registou uma subida de 21% (43 mil milhões), porém esse montante representou apenas 2,7% do IDE global e ficou quase integralmente concentrado num pequeno número de economias ricas em recursos naturais — um padrão que, na perspetiva de analistas africanos, perpetua a dependência de matérias-primas em nações lusófonas como Moçambique e Angola.

Entre as maiores economias emergentes, o Brasil consolidou-se como quinto recetor mundial (77 mil milhões de dólares), impulsionado pela reinversão de capitais e pelo setor de recursos naturais, enquanto o México regressou ao top 10 (41 mil milhões), beneficiando da relocalização de cadeias de abastecimento (nearshoring) na indústria transformadora, mas com um abrandamento nos anúncios de projetos de energias limpas. A Índia viu o IDE subir 44% para 39 mil milhões, embora o valor dos novos projetos greenfield tenha caído de 111 mil milhões para 74 mil milhões, com a indústria transformadora a recuar de 65 mil milhões para 27 mil milhões, sinal de maior cautela dos investidores.

O relatório sublinha que os governos estão a intervir de forma mais ativa na orientação dos fluxos de investimento: foram adotadas 229 medidas de política de investimento em 2025, um recorde, a maioria favorável ao investidor, mas muitas concebidas para atrair capital para indústrias estratégicas ou responder a preocupações de segurança económica. Para 2026, a UNCTAD antecipa um cenário complexo, marcado pela incerteza da política comercial, tensões geopolíticas, custos de financiamento elevados e uma competição acrescida por projetos em setores tecnológicos. O próximo marco factual será a divulgação dos dados preliminares de IDE do primeiro semestre de 2026, que permitirão avaliar se a fragmentação e a concentração setorial se mantêm como traços dominantes do novo panorama de investimento.

Divergência — quem conta como
Eixo: Global caution vs. national optimism
45%Média
3 blocos · posições de −0.20 a +0.80
Skeptical of uneven recoveryCelebratory of national gains
AFRLATIND
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa africana subsaariana−0.20neutral
Imprensa latino-americana+0.70aligned
Imprensa indiana e sul-asiática+0.80aligned
Imprensa africana subsaariana−0.20
Voz

O relatório da UNCTAD adverte: a recuperação é frágil e desigual, concentrada em poucos países e setores.

Mecanismouniversalizzazione

Utiliza dados agregados e advertências para criar um quadro cauteloso, sem enfatizar sucessos locais.

Omissão

Não menciona os sucessos específicos de países como Índia ou México, que poderiam oferecer uma visão mais otimista.

CeticismoDistanciamento
Imprensa latino-americana+0.70
Voz

O México celebra seu retorno ao top 10, destacando seu próprio sucesso em atrair investimentos.

Mecanismopersonificazione dello stato

Seleciona e coloca em primeiro plano o dado nacional positivo, isolando-o do contexto global de fragilidade.

Omissão

Deixa de fora o fato de que a recuperação global é frágil e desigual, e que muitos países em desenvolvimento tiveram apenas aumentos modestos.

TriunfoPragmatismo
Imprensa indiana e sul-asiática+0.80
Voz

A Índia reivindica um aumento de 44% no IDE, reforçando sua imagem como destino de investimento preferido.

Mecanismoriproiezione

Enfatiza o crescimento percentual e o contexto político favorável, minimizando as reservas globais.

Omissão

Não destaca que o crescimento global está concentrado em poucos países e que a recuperação é descrita como frágil pelo mesmo relatório da UNCTAD.

TriunfoPragmatismo

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terça-feira, 7 de julho de 2026

Investimento global sobe 6% em 2025, mas recuperação é frágil e concentrada, alerta ONU

Relatório da UNCTAD mostra que crescimento foi puxado por megaprojetos de IA e data centers, enquanto países em desenvolvimento avançam apenas 2% e África recua 26%.

O investimento direto estrangeiro (IDE) mundial cresceu 6% em 2025, atingindo 1,6 biliões de dólares, após dois anos consecutivos de queda, segundo o relatório World Investment Report 2026 da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). A expansão, contudo, foi classificada pela própria agência como “estreita, frágil e desigual”, concentrada em poucos países, setores e megaprojetos — sobretudo infraestruturas ligadas à inteligência artificial, data centers, petróleo e gás e semicondutores. A maioria dos restantes setores, incluindo energias renováveis, indústria transformadora e infraestruturas, registou declínios, o que revela uma base de recuperação limitada.

A distribuição geográfica do investimento acentuou assimetrias. As economias desenvolvidas captaram um aumento de 11% nas entradas (723 mil milhões de dólares), enquanto o mundo em desenvolvimento cresceu apenas 2% (901 mil milhões). A Ásia em desenvolvimento manteve-se como principal destino (644 mil milhões), mas a América do Norte recuou 2% e África sofreu uma contração de 26%, para 70 mil milhões. O grupo de países menos avançados registou uma subida de 21% (43 mil milhões), porém esse montante representou apenas 2,7% do IDE global e ficou quase integralmente concentrado num pequeno número de economias ricas em recursos naturais — um padrão que, na perspetiva de analistas africanos, perpetua a dependência de matérias-primas em nações lusófonas como Moçambique e Angola.

Entre as maiores economias emergentes, o Brasil consolidou-se como quinto recetor mundial (77 mil milhões de dólares), impulsionado pela reinversão de capitais e pelo setor de recursos naturais, enquanto o México regressou ao top 10 (41 mil milhões), beneficiando da relocalização de cadeias de abastecimento (nearshoring) na indústria transformadora, mas com um abrandamento nos anúncios de projetos de energias limpas. A Índia viu o IDE subir 44% para 39 mil milhões, embora o valor dos novos projetos greenfield tenha caído de 111 mil milhões para 74 mil milhões, com a indústria transformadora a recuar de 65 mil milhões para 27 mil milhões, sinal de maior cautela dos investidores.

O relatório sublinha que os governos estão a intervir de forma mais ativa na orientação dos fluxos de investimento: foram adotadas 229 medidas de política de investimento em 2025, um recorde, a maioria favorável ao investidor, mas muitas concebidas para atrair capital para indústrias estratégicas ou responder a preocupações de segurança económica. Para 2026, a UNCTAD antecipa um cenário complexo, marcado pela incerteza da política comercial, tensões geopolíticas, custos de financiamento elevados e uma competição acrescida por projetos em setores tecnológicos. O próximo marco factual será a divulgação dos dados preliminares de IDE do primeiro semestre de 2026, que permitirão avaliar se a fragmentação e a concentração setorial se mantêm como traços dominantes do novo panorama de investimento.

Divergência — quem conta como
Eixo: Global caution vs. national optimism
45%Média
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Skeptical of uneven recoveryCelebratory of national gains
AFRLATIND
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa africana subsaariana−0.20neutral
Imprensa latino-americana+0.70aligned
Imprensa indiana e sul-asiática+0.80aligned
Imprensa africana subsaariana−0.20
Voz

O relatório da UNCTAD adverte: a recuperação é frágil e desigual, concentrada em poucos países e setores.

Mecanismouniversalizzazione

Utiliza dados agregados e advertências para criar um quadro cauteloso, sem enfatizar sucessos locais.

Omissão

Não menciona os sucessos específicos de países como Índia ou México, que poderiam oferecer uma visão mais otimista.

CeticismoDistanciamento
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Voz

O México celebra seu retorno ao top 10, destacando seu próprio sucesso em atrair investimentos.

Mecanismopersonificazione dello stato

Seleciona e coloca em primeiro plano o dado nacional positivo, isolando-o do contexto global de fragilidade.

Omissão

Deixa de fora o fato de que a recuperação global é frágil e desigual, e que muitos países em desenvolvimento tiveram apenas aumentos modestos.

TriunfoPragmatismo
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A Índia reivindica um aumento de 44% no IDE, reforçando sua imagem como destino de investimento preferido.

Mecanismoriproiezione

Enfatiza o crescimento percentual e o contexto político favorável, minimizando as reservas globais.

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