
Governo lituano renuncia após rutura da coligação e prepara novo executivo
Primeira-ministra Inga Ruginiene entrega demissão após fim da aliança com o partido populista Nemuno Aušra; novo governo manterá apoio à Ucrânia e despesas militares elevadas.
O governo da Lituânia, liderado pela primeira-ministra Inga Ruginiene, apresentou demissão coletiva esta terça-feira, numa decisão unânime do conselho de ministros. A chefe do executivo justificou o passo como consequência direta da reconfiguração da coligação parlamentar, sublinhando que, «apesar de todas as dificuldades, há muito de que nos orgulhar». A remodelação governativa segue-se à dissolução da aliança entre o Partido Social-Democrata (LSDP) e o partido Nemuno Aušra (Amanhecer sobre o Neman), e à entrada dos Democratas «Pela Lituânia» como novo parceiro de maioria.
Segundo fontes da imprensa russa, o LSDP rompeu com o Nemuno Aušra acusando-o de políticas populistas, enquanto meios de comunicação suecos associam a cisão à retórica antissemita de um dos líderes daquela formação. O novo acordo de coligação prevê a indigitação do presidente do LSDP, Mindaugas Sinkevičius, para o cargo de primeiro-ministro. O executivo cessante, empossado em setembro de 2024, permaneceu apenas nove meses em funções, sucedendo ao governo de Gintautas Paluckas, que caíra na sequência de um escândalo de corrupção.
Na perspetiva de analistas em Bruxelas e Washington, a mudança de governo não deverá alterar o alinhamento externo da Lituânia. O acordo de coligação compromete o futuro executivo a manter o apoio militar e político à Ucrânia, a reforçar a defesa antiaérea e a conservar a despesa em defesa em, pelo menos, 5% do PIB. O texto prevê ainda a procura de uma presença duradoura de tropas norte-americanas em território lituano. Para observadores em Lisboa e Brasília, a continuidade desta orientação confirma a estabilidade dos países bálticos no quadro da NATO e da UE, sem implicações diretas para as relações bilaterais com a comunidade lusófona.
O LSDP venceu as eleições legislativas de 2024 e, após a queda do primeiro executivo pós-eleitoral, viu-se agora forçado a recompor a base parlamentar. A demissão formal será submetida ao presidente da República, Gitanas Nausėda, e espera-se que o parlamento vote a nova composição governativa nas próximas semanas. O dossier legislativo que enquadra a transição mantém, até ao momento, o calendário institucional previsto na Constituição lituana.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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The Lithuanian government resigns after the coalition with the populist party 'Dawn of Nemunas' collapses. The crisis is portrayed as a symptom of political instability in the Baltic states, fueled by internal tensions and external pressures. It is hinted that Vilnius's weakness could be exploited by forces hostile to Russia.
The Lithuanian government falls after the coalition with the 'Dawn of Nemunas' party breaks. The news is handled as a normal political event in a parliamentary democracy, with factual accounts of the procedures for forming a new executive. There is no dramatization or attribution of blame to external forces.
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