
França e Espanha reeditam clássico em semifinal do Mundial com Mbappé e Yamal
Com Mbappé na artilharia e Yamal em busca de afirmação, as seleções europeias medem forças em Arlington por um lugar na decisão de domingo.
França e Espanha entram em campo nesta terça-feira, no AT&T Stadium em Arlington, Texas, para a primeira semifinal do Mundial de 2026. O confronto reedita uma rivalidade que marcou as semifinais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações — ambas vencidas pela Espanha — e terá pela frente um ataque francês que já soma 16 gols na competição contra a defesa menos vazada, com apenas um gol sofrido pelos ibéricos. A França chega embalada por vitórias convincentes sobre Senegal, Iraque, Noruega, Suécia e Marrocos, enquanto a Espanha superou Cabo Verde, Arábia Saudita, Uruguai, Áustria, Portugal e Bélgica, com dois triunfos decididos nos minutos finais por Mikel Merino.
O duelo individual entre Kylian Mbappé e Lamine Yamal concentra as atenções. Mbappé, de 27 anos, é o artilheiro do torneio ao lado de Lionel Messi, com oito gols, e busca conduzir a França à terceira final consecutiva — feito só alcançado por Alemanha Ocidental e Brasil. Já Yamal, que completou 19 anos na véspera da partida, vive momento oposto: recupera-se de lesão muscular que o afastou do final da temporada pelo Barcelona e marcou apenas um gol no Mundial. O capitão espanhol Rodri pediu publicamente que o jovem “acalme a ansiedade” para voltar a ser decisivo. Apesar disso, o histórico recente favorece o espanhol: Yamal balançou as redes francesas três vezes em dois encontros, incluindo o golaço na semifinal da Euro.
Na imprensa europeia, o contraste de estilos é sublinhado. Analistas franceses destacam a profundidade ofensiva dos Bleus, com Ousmane Dembélé (cinco gols) e Michael Olise (cinco assistências) como coadjuvantes de luxo. Já os diários espanhóis enfatizam a solidez defensiva da Roja, que só foi vazada aos 41 minutos das quartas de final, após o goleiro Unai Simón estabelecer um recorde de 650 minutos sem sofrer gols. A dúvida no meio-campo espanhol entre Pedri e Fabián Ruiz — este autor do primeiro gol contra a Bélgica — adiciona uma variável tática. Do lado francês, o técnico Didier Deschamps, que deixará o cargo após o torneio, aposta na velocidade de transição para furar o bloqueio adversário.
Para os países lusófonos, o jogo terá transmissão ao vivo em Brasil e Portugal, e observadores em Lisboa notam que o vencedor enfrentará Argentina ou Inglaterra na final de domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jérsei. O perdedor disputará o terceiro lugar em Miami. A partida marca também a presença do árbitro salvadorenho Iván Barton, com o sueco Glenn Nyberg como quarto árbitro. Com a taça de 2018 no currículo, Mbappé tenta igualar Cafu com três finais seguidas; Yamal, por sua vez, procura inscrever seu nome como o quarto mais jovem campeão mundial, superando justamente o francês, que ergueu o troféu aos 19 anos.
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Um observador neutro relata a ambição de Yamal de emular Mbappé, sem tomar partido de nenhum dos jogadores.
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