Entrar
Edição das 06:00 CETsegunda-feira, 6 de julho de 2026
311 veículos · 17 idiomas306 briefing hoje
Ciência e Saúdesábado, 4 de julho de 2026

Fósseis na Ásia e Europa redefinem capacidades de hominídeos, dinossauros e artrópodes antigos

Da recolha passiva de carcaças por 'hobbits' ao maior saurópode tailandês e ao encurtamento precoce da cauda nas aves, a paleontologia regista avanços significativos.

Uma nova análise dos fósseis do Homo floresiensis, o pequeno hominídeo da ilha das Flores, na Indonésia, desafia a imagem de um caçador hábil. Publicado na Science Advances, o estudo indica que as marcas em ossos de Stegodon, antes atribuídas a ferramentas dos “hobbits”, são sobretudo dentadas de dragões-de-komodo, sugerindo que a espécie praticava o consumo passivo de carcaças e não a caça cooperativa. A investigação, conduzida por uma equipa liderada pela Universidade de Tübingen, também reviu camadas arqueológicas e concluiu que o uso do fogo na gruta de Liang Bua foi introduzido mais tarde pelo Homo sapiens, desmontando a ideia de uma inteligência complexa para um cérebro de dimensões reduzidas.

Também no Sudeste Asiático, mas na Tailândia, uma colaboração tailandesa-britânica anunciou na Scientific Reports o Nagatitan chaiyaphumensis, um dinossauro saurópode com mais de 27 metros de comprimento e cerca de 30 toneladas, o maior já encontrado na região. Descoberto em 2016 a partir de um achado casual num tanque público, o fóssil data de há 113 milhões de anos e reforça a teoria de que várias linhagens de saurópodes evoluíram para tamanhos gigantescos de forma independente, beneficiando de climas quentes e habitats abertos. O nome homenageia as serpentes mitológicas “naga” e a província de Chaiyaphum.

Na China, a descrição do Zhengheornis buyu, a menor ave jurássica de cauda longa conhecida, mostrou que a redução do número e do comprimento das vértebras caudais precedeu a fusão no pigóstilo das aves modernas. Com apenas 15 vértebras, cerca de 20 centímetros e peso estimado entre 74 e 163 gramas, o fóssil indica que alguns dinossauros da linhagem das aves encolheram mais depressa do que se pensava, possivelmente para explorar nichos arborícolas.

Paralelamente, no Reino Unido, a reclassificação de fósseis guardados desde 1870 no Museu de História Natural de Londres revelou o Praearcturus gigas, um escorpião do Devónico que pode ter atingido um metro de comprimento. A descoberta, publicada na Palaeontology, sugere que o artrópode era semi-aquático e usava a terra firme para mudas ou para se alimentar, num período em que os ecossistemas terrestres ainda eram incipientes. Este achado fornece pistas sobre a transição da vida aquática para a terrestre.

As equipas planeiam estender as escavações na Tailândia e reexaminar outros fósseis de escorpião em coleções europeias para refinar as cronologias evolutivas.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

12%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa do Sudeste AsiáticoImprensa do Golfo árabe
Imprensa do Sudeste Asiático
CeticismoPragmatismo

Estudos recentes mostram que o Homo floresiensis não era um caçador de grandes animais, desafiando suposições anteriores sobre sua inteligência. Além disso, a descoberta de um novo dinossauro gigante na Tailândia enriquece o conhecimento dos saurópodes na Ásia.

Imprensa do Golfo árabe
Distanciamento

Um fóssil de dinossauro guardado por décadas numa gaveta de museu foi finalmente identificado, revelando o primeiro dinossauro do Alasca e resolvendo um mistério de 40 anos.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Egito inaugura 'Octógono', maior sede militar do mundo, em plena crise econômica·Brasil cai nos oitavos perante a Noruega e Ancelotti fala em “combustível para o novo ciclo”·Inglaterra elimina o México em jogo eletrizante, mas lesão de Henderson na festa preocupa·Reformas sociais na Europa e na América Latina testam os limites do Estado de bem-estar·Austrália e Fiji selam aliança de defesa mútua para conter influência chinesa no Pacífico·Petro antecipa despedida para 20 de julho e convoca mobilização na Colômbia·Cimeira da NATO em Ancara decorre sob pressão de Trump para aumento imediato da despesa militar·Mobilidade elétrica global avança entre mandatos, atrasos e ceticismo do consumidor·Egito inaugura 'Octógono', maior sede militar do mundo, em plena crise econômica·Brasil cai nos oitavos perante a Noruega e Ancelotti fala em “combustível para o novo ciclo”·Inglaterra elimina o México em jogo eletrizante, mas lesão de Henderson na festa preocupa·Reformas sociais na Europa e na América Latina testam os limites do Estado de bem-estar·Austrália e Fiji selam aliança de defesa mútua para conter influência chinesa no Pacífico·Petro antecipa despedida para 20 de julho e convoca mobilização na Colômbia·Cimeira da NATO em Ancara decorre sob pressão de Trump para aumento imediato da despesa militar·Mobilidade elétrica global avança entre mandatos, atrasos e ceticismo do consumidor·
Atualizado 19:163 idiomas · 3 veículos
AnteriorCiência e SaúdePróximo
3 veículos|3 idiomas|2 min de leitura
sábado, 4 de julho de 2026

Fósseis na Ásia e Europa redefinem capacidades de hominídeos, dinossauros e artrópodes antigos

Da recolha passiva de carcaças por 'hobbits' ao maior saurópode tailandês e ao encurtamento precoce da cauda nas aves, a paleontologia regista avanços significativos.

Uma nova análise dos fósseis do Homo floresiensis, o pequeno hominídeo da ilha das Flores, na Indonésia, desafia a imagem de um caçador hábil. Publicado na Science Advances, o estudo indica que as marcas em ossos de Stegodon, antes atribuídas a ferramentas dos “hobbits”, são sobretudo dentadas de dragões-de-komodo, sugerindo que a espécie praticava o consumo passivo de carcaças e não a caça cooperativa. A investigação, conduzida por uma equipa liderada pela Universidade de Tübingen, também reviu camadas arqueológicas e concluiu que o uso do fogo na gruta de Liang Bua foi introduzido mais tarde pelo Homo sapiens, desmontando a ideia de uma inteligência complexa para um cérebro de dimensões reduzidas.

Também no Sudeste Asiático, mas na Tailândia, uma colaboração tailandesa-britânica anunciou na Scientific Reports o Nagatitan chaiyaphumensis, um dinossauro saurópode com mais de 27 metros de comprimento e cerca de 30 toneladas, o maior já encontrado na região. Descoberto em 2016 a partir de um achado casual num tanque público, o fóssil data de há 113 milhões de anos e reforça a teoria de que várias linhagens de saurópodes evoluíram para tamanhos gigantescos de forma independente, beneficiando de climas quentes e habitats abertos. O nome homenageia as serpentes mitológicas “naga” e a província de Chaiyaphum.

Na China, a descrição do Zhengheornis buyu, a menor ave jurássica de cauda longa conhecida, mostrou que a redução do número e do comprimento das vértebras caudais precedeu a fusão no pigóstilo das aves modernas. Com apenas 15 vértebras, cerca de 20 centímetros e peso estimado entre 74 e 163 gramas, o fóssil indica que alguns dinossauros da linhagem das aves encolheram mais depressa do que se pensava, possivelmente para explorar nichos arborícolas.

Paralelamente, no Reino Unido, a reclassificação de fósseis guardados desde 1870 no Museu de História Natural de Londres revelou o Praearcturus gigas, um escorpião do Devónico que pode ter atingido um metro de comprimento. A descoberta, publicada na Palaeontology, sugere que o artrópode era semi-aquático e usava a terra firme para mudas ou para se alimentar, num período em que os ecossistemas terrestres ainda eram incipientes. Este achado fornece pistas sobre a transição da vida aquática para a terrestre.

As equipas planeiam estender as escavações na Tailândia e reexaminar outros fósseis de escorpião em coleções europeias para refinar as cronologias evolutivas.

Divergência das fontes

Ciência e Saúde · 3 veículos · 3 idiomas

12%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável50%
Neutro50%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa do Sudeste AsiáticoImprensa do Golfo árabe
Imprensa do Sudeste Asiático
CeticismoPragmatismo

Estudos recentes mostram que o Homo floresiensis não era um caçador de grandes animais, desafiando suposições anteriores sobre sua inteligência. Além disso, a descoberta de um novo dinossauro gigante na Tailândia enriquece o conhecimento dos saurópodes na Ásia.

Imprensa do Golfo árabe
Distanciamento

Um fóssil de dinossauro guardado por décadas numa gaveta de museu foi finalmente identificado, revelando o primeiro dinossauro do Alasca e resolvendo um mistério de 40 anos.

Esta notícia apareceu em

3 veículos · 3 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Funeral de Khamenei mobiliza multidões em Teerã, mas sucessor Mojtaba permanece ausente

10 idiomas · 37 veículos

De Economy & Markets

Brasil eleva projeção de vendas de veículos a 8,6%, enquanto Indonésia adia incentivos e Rússia avança com produção local

4 idiomas · 10 veículos

De Technology

Adoção massiva de IA ainda não eleva produtividade global, alerta Banco Mundial

2 idiomas · 7 veículos

Ler mais