
Forças israelenses matam adolescente palestino de 15 anos na Cisjordânia
Amir Jaber foi atingido na cabeça e no peito durante incursão em al-Bireh; exército fala em distúrbio, Autoridade Palestina denuncia 'execução'.
Na segunda-feira, 29 de junho, forças israelenses mataram a tiros o adolescente palestino Amir Ahmad Jawad Jaber, de 15 anos, durante uma incursão militar na cidade de al-Bireh, próxima a Ramallah, na Cisjordânia ocupada. Segundo o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina, o jovem foi atingido por disparos na cabeça e no peito. O Crescente Vermelho Palestino transportou-o para o hospital, onde o óbito foi confirmado. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que "se desenvolveu uma desordem que incluiu arremesso de pedras contra as tropas" e que os soldados reagiram com fogo; o incidente está sob investigação.
A governadora de Ramallah e al-Bireh, Laila Ghannam, classificou o episódio como "uma execução clara em plena luz do dia" e criticou as instituições internacionais por inação. A organização israelita de direitos humanos B’Tselem divulgou no mesmo dia um relatório que documenta a morte de 235 menores palestinianos por forças israelitas na Cisjordânia desde 7 de outubro de 2023, sendo 54 apenas em 2025 — mais do quádruplo da média anual anterior. O documento contesta a afirmação do comandante do Comando Central do exército, general Avi Bluth, de que "96% dos mortos estavam envolvidos em atividades terroristas", qualificando-a de "mentira descarada". A B’Tselem aponta que apenas dois dos 54 menores mortos em 2025 estavam armados e que pelo menos 21 não participavam de qualquer confronto.
A morte de Jaber insere-se numa escalada de violência na Cisjordânia desde o início da guerra em Gaza. De acordo com contagens da agência France-Presse baseadas em dados da Autoridade Palestina, pelo menos 1.085 palestinianos foram mortos por soldados ou colonos israelitas na Cisjordânia desde outubro de 2023, enquanto 46 israelitas, entre civis e militares, morreram em ataques palestinianos ou em operações militares. O relatório da B’Tselem sublinha que as regras de empenhamento foram flexibilizadas, permitindo o uso de fogo letal mesmo contra quem atira pedras em fuga, e que nenhum soldado foi indiciado por estas mortes desde outubro de 2023.
A comunidade internacional tem manifestado preocupação com a deterioração da situação. Em Lisboa e Brasília, as chancelarias acompanham com apreensão o agravamento do conflito, tendo historicamente defendido uma solução de dois Estados e o respeito pelo direito internacional. As Nações Unidas e a União Europeia reiteraram apelos à contenção e à responsabilização. O exército israelita afirmou que o incidente está a ser investigado, mas não adiantou prazos. A Autoridade Palestina pediu uma intervenção internacional urgente. O relatório da B’Tselem deverá ser apresentado a organismos internacionais, e a relatora especial da ONU para os territórios palestinianos ocupados poderá incluir as conclusões nos seus próximos informes.
| Imprensa israelense | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.80 | critical |
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
The Israeli defense forces are conducting a thorough investigation; Palestinian accusations are unfounded.
Institutionalizing the investigation projects due process and deflects accusations of arbitrary violence.
Omits Palestinian testimonies describing the killing as premeditated and unprovoked.
Israeli forces executed a Palestinian boy; the investigation is a sham.
Moralizing the event as an execution invokes international law and condemnation, turning the victim into a symbol of oppression.
Omits the fact that the Israeli military has launched an investigation and that no official conclusions have been reached.
The incident is under investigation; both sides have conflicting accounts.
Balancing both narratives creates an appearance of objectivity without taking a stance.
Omits the specific context of the Israeli security operation and the allegations of summary execution.
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