
EUA vencem Bósnia mas perdem Balogun para os oitavos
Triunfo por 2-0 garantiu o primeiro jogo a eliminar desde 2002, mas a expulsão do avançado após revisão do VAR domina o debate e condiciona o duelo com a Bélgica.
Os Estados Unidos carimbaram o regresso aos oitavos de final com uma vitória sólida sobre a Bósnia e Herzegovina (2-0), mas a festa em Santa Clara ficou manchada pela expulsão de Folarin Balogun, que verá o próximo jogo da bancada. O avançado inaugurou o marcador na primeira parte e viu o segundo cartão amarelo aos 64 minutos, depois de o árbitro brasileiro Raphael Claus consultar o monitor e considerar falta grave sobre Tarik Muharemovic. Já com dez, a equipa de Mauricio Pochettino segurou a vantagem e ampliou com um livre direto de Malik Tillman, num desfecho que levou o treinador argentino a correr para junto dos adeptos, trocando apertos de mão e sorrisos de alívio.
A decisão de Claus incendiou o debate transatlântico. Nos Estados Unidos, comentadores e antigos internacionais classificaram o lance como desproporcionado, sublinhando que o primeiro cartão amarelo já tinha sido mostrado sem que o árbitro tivesse visto a infração em tempo real. Especialistas em arbitragem britânicos apontaram que o VAR recomendou a revisão com base em imagens em câmara lenta, o que contraria os protocolos para lances de cartão vermelho. A indignação ganhou corpo ao ser comparada com um lance semelhante de Lionel Messi frente à Argélia, que não mereceu intervenção do vídeoárbitro. A federação argelina chegou a apresentar queixa formal, mas o avançado norte-americano ficou sem recurso e vai falhar o encontro com a Bélgica.
O jogo bateu todos os recordes de audiência de futebol em língua inglesa nos EUA: 24,4 milhões de espectadores em média na Fox, com um pico de 31,9 milhões, a que se somaram 9,1 milhões na Telemundo. A dimensão do evento extravasou o relvado — a cadeia de pizzas Domino’s ativou uma promoção que ofereceu mais de 60 mil pizzas grátis sempre que um jogador da seleção anfitriã fosse expulso. Balogun, por sua vez, entrou para um clube restrito: tornou-se o quarto futebolista a marcar e a ser expulso no mesmo jogo a eliminar num Mundial, juntando-se a Garrincha (1962), Ronaldinho (2002) e Zidane (2006).
O desfecho norte-americano insere-se num torneio que continua a encurtar distâncias entre potências e seleções emergentes. O Japão, o Equador e o Senegal caíram nos oitavos, e as nove equipas asiáticas ficaram todas pelo caminho antes dos quartos de final. Em África, a prestação da África do Sul, que eliminou a Coreia do Sul, foi recebida com reservas em várias capitais devido à memória recente de ataques xenófobos, enquanto a resiliência do Irão, que não perdeu na fase de grupos, conquistou simpatias globais. Observadores em Lisboa e no Rio de Janeiro notam que a ausência de seleções lusófonas nos momentos decisivos não diminuiu o interesse, com a diáspora cabo-verdiana a fazer-se notar nas bancadas e nas redes sociais.
Com Balogun castigado, Pochettino prepara o duelo de segunda-feira em Seattle diante da Bélgica, que também precisou de um penálti polémico para afastar o Senegal. O avançado do Mónaco era o melhor marcador da equipa e a sua ausência obriga a mexidas na frente de ataque, onde Ricardo Pepi e Haji Wright disputam um lugar. A seleção anfitriã procura os quartos de final pela primeira vez desde 2002, agora sem a sua principal referência ofensiva.
| Imprensa africana subsaariana | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.10 | neutral |
Rubio and African media decry the refereeing as an injustice that undermines the legitimacy of the American victory.
The refereeing incident is isolated and elevated to a matter of sporting justice, shifting focus from the result to the procedure.
No mention that the red card was confirmed by VAR, nor are game statistics showing US dominance cited.
Fox and CEO Shanks protect their commentator, presenting criticism as irrelevant and the victory as a given.
The controversy is personalized around Lalas, turning a question of commentary quality into a defense of corporate loyalty and continuity.
Balogun's red card and international reactions are not discussed, focusing only on the internal American narrative.
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