
Mahrez anuncia adeus à seleção argelina após queda no Mundial de 2026
Capitão encerrou trajetória de 12 anos com a camisa dos 'Guerreiros do Deserto' minutos depois da derrota por 2 a 0 para a Suíça, nas oitavas de final, em Vancouver.
O apito final no BC Place, em Vancouver, selou não apenas a eliminação da Argélia do Mundial de 2026, mas também o ponto final na carreira internacional de Riyad Mahrez. Aos 35 anos, o capitão argelino confirmou, ainda no gramado, que aquela derrota por 2 a 0 diante da Suíça, nas oitavas de final, havia sido sua última partida com a camisa dos 'Fennecs'. "Esta foi a minha última partida pela seleção", declarou, encerrando um ciclo de 119 jogos, 40 gols e o título da Copa Africana de Nações de 2019.
A despedida foi amarga. A Suíça abriu o placar aos 10 minutos, quando Breel Embolo finalizou de pé esquerdo após arrancada individual de Johan Manzambi pela ponta. O golpe definitivo veio logo no início do segundo tempo: dois erros consecutivos da defesa argelina entregaram a bola a Dan Ndoye, que bateu com precisão no canto. Mahrez, substituído aos 26 da etapa final, reconheceu que a partida estava ao alcance, mas que os erros custaram caro. "Neste nível, paga-se um preço alto pelos erros", lamentou, embora tenha valorizado o fato de a equipe ter superado a fase de grupos pela segunda vez em sua história.
A comoção pela aposentadoria do camisa 7 dominou as manchetes no mundo árabe. Veículos do Magrebe, como o argelino El Khabar e o marroquino Hespress, sublinharam o legado do jogador que, ao lado de Ismaël Bennacer e outros, liderou a geração campeã africana no Cairo. Já a imprensa do Golfo, onde Mahrez atua pelo Al-Ahli saudita, destacou a longevidade do atleta e sua decisão de abrir espaço para novos talentos. "Dei tudo o que tinha. É hora de partir e deixar que uma nova geração escreva a sua história", afirmou o jogador, que brincara meses antes, ao projetar sua despedida, que não era "como Cristiano" Ronaldo.
A eliminação interrompeu o sonho argelino de igualar a campanha de 2014, quando a equipe alcançou as oitavas de final no Brasil. A Suíça, por sua vez, manteve a escrita de avançar às oitavas em quatro Copas consecutivas e agora se prepara para enfrentar o vencedor de Colômbia e Gana, na próxima terça-feira, novamente em Vancouver. Uma vitória levará os suíços às quartas de final pela primeira vez desde 1954, feito que a imprensa europeia já classifica como o próximo grande teste para a sólida geração de Yann Sommer e Granit Xhaka.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.80 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | +0.20 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.30 | critical |
Algeria loses a illustrious son, but his legacy remains in the hearts of all.
The player is personalized as an embodiment of the nation, making his retirement a collective event of mourning and pride.
No mention of possible disagreements with the federation or criticism of his recent decline.
The Algerian footballer leaves the national team after an illustrious club career in Europe.
Footballing experience is hierarchized by placing Mahrez in the context of European football, downplaying the weight of his contribution to the national team.
Missing the emotional context and impact on African football, reduced to a mere stage of his career.
Mahrez's retirement hides an internal rift: the Algerian federation failed to manage his talent.
A personal event is turned into a judgment on Algerian football governance, using the case as evidence of dysfunction.
Official statements from Mahrez about fatigue and wanting to spend more time with family are not considered.
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