
Zlatko Dalic encerra ciclo de nove anos na Croácia após queda no Mundial
Treinador mais vitorioso da história croata deixa o cargo depois da derrota por 2 a 1 para Portugal nas 16 avos de final, encerrando uma trajetória que incluiu final e terceiro lugar em Copas.
A eliminação da Croácia no Mundial de 2026, consumada com a derrota por 2 a 1 diante de Portugal em 3 de julho, em Dallas, precipitou o anúncio oficial da saída de Zlatko Dalic do comando técnico da seleção. A federação croata (HNS) comunicou a decisão nesta quarta-feira, 8 de julho, encerrando formalmente um vínculo de quase nove anos. O jogo das 16 avos de final foi decidido no tempo extra: um gol croata anulado aos 103 minutos por posição adiantada milimétrica, detetada pelo sistema semiautomático de fora de jogo, e o tento da vitória portuguesa marcado por Gonçalo Ramos, que entrara no lugar de Cristiano Ronaldo. Dalic, de 59 anos, já havia sinalizado em conferência que o resultado representava o “fim de uma era”.
A passagem do treinador pela seleção balcânica é descrita por observadores em Zagreb como a mais bem-sucedida da história do país, independente desde 1991. Contratado em outubro de 2017 para salvar uma campanha de qualificação periclitante, Dalic conduziu a Croácia à final do Mundial da Rússia em 2018, perdida para a França por 4 a 2, e ao terceiro lugar no Catar em 2022, além do vice-campeonato na Liga das Nações de 2023. Sob o seu comando, a equipa também garantiu presença nos Europeus de 2020 e 2024 e nesta edição do Mundial. Em 111 jogos, somou 62 vitórias. A HNS agradeceu-lhe “as vitórias, as conquistas, as qualificações, as medalhas, a união, o respeito e o compromisso inabalável de lutar pela Croácia”. O próprio Dalic afirmou que liderar a seleção foi “a maior honra” e que jamais ousara sonhar com tamanhos feitos.
A saída de Dalic insere-se numa vaga de mudanças nos bancos durante este Mundial alargado a 48 seleções. A imprensa europeia contabiliza pelo menos doze treinadores que deixaram os cargos após eliminações, entre eles Roberto Martínez (Portugal), Julian Nagelsmann (Alemanha), Ronald Koeman (Países Baixos), Javier Aguirre (México) e Carlos Queiroz (Gana). Analistas na Europa notam que a pressão por resultados imediatos em torneios concentrados tem encurtado ciclos, mesmo de técnicos com currículo consolidado. No caso croata, a decisão foi apresentada como pessoal, embora o contexto de renovação geracional pese: a equipa que caiu diante de Portugal ainda dependia de nomes como Luka Modric, de 40 anos, Ivan Perisic, de 37, e Mateo Kovacic, de 32.
A sucessão no comando técnico é agora o foco nos Balcãs. A imprensa local aponta o antigo internacional Slaven Bilic, de 57 anos, com passagens por West Ham e clubes sauditas, como o nome mais provável. A federação não confirmou prazos, mas o novo treinador herdará um plantel em transição, com jovens como Luka Vuskovic, de 19 anos, a despontar. Enquanto isso, o Mundial prossegue com os quartos de final já definidos: Marrocos, França, Noruega, Inglaterra, Espanha, Bélgica, Argentina e Suíça seguem na luta pelo título.
| Imprensa israelense | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | +0.70 | aligned |
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.80 | aligned |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
A Croácia foi roubada por uma decisão tecnológica questionável.
Ao focar no gol anulado e na tecnologia de rastreamento da bola, a narrativa cria uma aura de injustiça, deslocando a atenção do desempenho da equipe para a controvérsia da arbitragem.
Omite os sucessos passados de Dalić (final 2018, bronze 2022) que equilibrariam a narrativa de uma saída controversa.
Zlatko Dalić é o maior treinador da história da Croácia, um homem de honra que deixa um legado indelével.
Ao listar suas conquistas (final 2018, bronze 2022) e citar seu discurso de despedida, a narrativa constrói uma história de gratidão e respeito, evitando a derrota controversa.
Omite a controvérsia da arbitragem e o fato de que a Croácia foi eliminada cedo, focando apenas nos sucessos.
A jornada de Dalić com a Croácia foi uma epopeia de sucesso, e sua despedida é um ato de classe e gratidão.
Adota a linguagem da federação (chegada humilde, jornada inesquecível, despedida orgulhosa) para transformar uma renúncia em uma celebração da trajetória, evitando qualquer menção à controvérsia.
Omite a controvérsia da arbitragem e a eliminação precoce, bem como o contexto de um torneio decepcionante.
Dalić sai após nove anos, mas sua saída é apenas uma entre muitas nesta Copa: o ciclo se fecha para muitos.
Coloca a notícia em um contexto mais amplo de mudanças de treinadores, normalizando a decisão e reduzindo o peso da controvérsia.
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