
Argentina vira sobre Egito em meio a acusações de favorecimento e avança às quartas
Vitória de virada por 3 a 2, com gol nos acréscimos, reacende debate sobre suposto tratamento preferencial a Messi e à seleção campeã mundial.
A Argentina garantiu presença nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 com uma vitória dramática sobre o Egito, por 3 a 2, em Atlanta. Os egípcios venciam por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo e estavam a poucos minutos de alcançar, pela primeira vez, a fase seguinte do torneio. A reação argentina, porém, foi fulminante: três gols em sequência, o último deles marcado por Enzo Fernández já nos acréscimos, selaram a classificação da atual campeã e desencadearam uma onda de protestos por parte da seleção africana.
A frustração egípcia concentrou-se em três lances capitais. Um gol de Mostafa Zico foi anulado após intervenção do VAR, que assinalou falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez no início da jogada. Além disso, o Egito reclamou dois pênaltis não marcados antes do gol da vitória argentina: um toque de Alexis Mac Allister em Hamdi Fathy e um contato entre Julián Álvarez e Mohamed Salah dentro da área. O técnico Hossam Hassan afirmou que sua equipe “sofreu uma injustiça” e sugeriu que a Fifa teria interesse em manter Messi na competição. A federação egípcia protocolou uma queixa formal e pediu o afastamento da equipe de arbitragem liderada pelo francês François Letexier.
O episódio amplificou um debate que já ecoava desde a primeira rodada. Observadores no Cairo e em outras capitais africanas apontam para um padrão de decisões favoráveis à Argentina. Na estreia, contra a Argélia, Lionel Messi escapou de um cartão vermelho após entrada dura em Aïssa Mandi — lance que, para comentadores em Londres e ex-jogadores como Nedum Onuoha, merecia expulsão. Dados compilados pela imprensa britânica mostram que a Argentina recebeu apenas três cartões amarelos até as oitavas, apesar de ser a quarta seleção com mais faltas, com uma média de um cartão a cada 19,7 infrações. A nomeação de uma equipe de arbitragem inteiramente argentina para o duelo entre França e Marrocos, com Facundo Tello no apito, também gerou reações em Paris e nas redes sociais, por se tratar de um possível adversário direto na briga pelo título.
Analistas em Buenos Aires rejeitam a tese de favorecimento e lembram que as decisões da arbitragem foram referendadas pelo VAR. Já na perspetiva de Brasília e de Lisboa, o debate ecoa memórias de outras Copas: em 2022, a Argentina recebeu cinco pênaltis ao longo do torneio, e o técnico holandês Louis van Gaal chegou a declarar, sem provas, que a conquista estava “programada”. A própria história do futebol argentino carrega episódios controversos, como a goleada por 6 a 0 sobre o Peru em 1978, sob a ditadura de Videla, e a acusação brasileira de que um jogador teria sido dopado com água fornecida pela comissão técnica argentina em 1990 — casos nunca comprovados.
Com a classificação, a Argentina enfrentará a Suíça nas quartas de final, enquanto o Egito, eliminado, aguarda a resposta da Fifa à sua reclamação formal. A seleção campeã segue em busca do bicampeonato consecutivo, mas o ruído em torno da arbitragem e da estrutura da chave — que, por decisão da entidade, separou as quatro seleções mais bem ranqueadas em quadrantes distintos — promete acompanhar a reta final do torneio.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | 0.00 | neutral |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa iraniana e afins | −0.10 | neutral |
Egypt denounces a rigged refereeing and demands justice from FIFA.
The bloc builds credibility for the Egyptian complaint by repeating the 'engineered match' accusation and quoting the coach, without offering the Argentine side.
Any reference to the Argentine perspective or justification of the referee decisions is absent.
The Arab Gulf raises the doubt: is Argentina favored? The Egyptian protests deserve attention.
The bloc uses the interrogative form to introduce the controversy without directly accusing, leaving the conclusion to the reader.
Context on the referee decisions and FIFA's response is missing.
Latin America records the Egyptian protest without adding commentary.
The bloc simply reports the facts and official statements, without emphasis or downplaying.
The Argentine perspective and analysis of individual decisions are missing.
Iran (BBC) examines the Egyptian accusations with critical detachment, seeking to assess their validity.
The bloc uses an in-depth article structure, citing sources and offering multiple perspectives, without taking a clear stance.
The official reply from Argentina or FIFA is missing, but the bloc leaves room for doubt.
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