
EUA completam 11ª noite de ataques ao Irão e Trump ameaça instalação nuclear subterrânea
Ofensiva visa degradar capacidade iraniana no Estreito de Ormuz, enquanto Teerão alerta para expansão da guerra e rebeldes houthis ameaçam bloquear portos sauditas.
Os Estados Unidos concluíram na madrugada desta quarta-feira a 11.ª noite consecutiva de ataques aéreos contra alvos militares no Irão, informou o Comando Central norte-americano (CENTCOM). A operação, que durou cerca de 75 minutos, atingiu centros de operações, capacidades navais, hangares, depósitos de drones e infraestruturas logísticas com o objetivo declarado de “degradar ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz”. As defesas aéreas foram acionadas em Teerão e registaram-se explosões em Tabriz, Chabahar e nas imediações de Bushehr, onde se localiza a única central nuclear iraniana. O Ministério da Saúde do Irão contabilizou 50 civis mortos e 500 feridos nas recentes vagas de bombardeamentos, enquanto o Pentágono elevou para 18 o número de militares norte-americanos mortos no conflito, com mais de 500 feridos.
A administração Trump sinalizou que a campanha prosseguirá. O presidente afirmou que os EUA “não terminaram” e que o Irão precisaria de “20 a 25 anos para se reconstruir”, ameaçando atingir “muito em breve e com grande intensidade” o complexo subterrâneo de Pickaxe Mountain, junto à instalação nuclear de Natanz. Em resposta, o comando militar Khatam Al-Anbiya advertiu que qualquer ataque a instalações nucleares será tratado como “expansão da guerra na região” e retaliado contra “todos os interesses da América, dos aliados e dos seus apoiantes”. A Guarda Revolucionária reivindicou ataques com drones e mísseis contra ativos dos EUA na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein, e assumiu ter atingido dois petroleiros no Estreito de Ormuz. O Kuwait, o Bahrein e a Jordânia confirmaram interceções de projéteis. Paralelamente, os rebeldes houthis do Iémen, apoiados por Teerão, declararam o bloqueio naval aos portos sauditas através do Estreito de Bab el-Mandab, ameaçando perturbar ainda mais as rotas energéticas globais.
A escalada mantém sob pressão os mercados petrolíferos. O crude internacional negoceia acima dos 91 dólares por barril e o preço médio da gasolina nos EUA aproxima-se dos quatro dólares por galão. O CENTCOM assegurou que o Estreito de Ormuz permanece aberto, tendo facilitado desde maio o trânsito de cerca de 900 navios mercantes e 450 milhões de barris de crude, mas o Irão atacou mais de 30 embarcações comerciais nos últimos três meses. O custo da guerra ascende já a 37,5 mil milhões de dólares, segundo o secretário da Defesa Pete Hegseth. Na frente diplomática, o ministro do Interior iraniano deslocou-se ao Paquistão, mediador do anterior memorando de entendimento, e o Qatar propôs uma trégua de dez dias. Contudo, Trump condicionou qualquer diálogo a uma “vontade séria” de Teerão, enquanto o porta-voz da diplomacia iraniana assegurou que os canais indiretos com Washington continuam abertos.
O conflito reacendeu-se em fevereiro com ataques coordenados dos EUA e de Israel, seguidos de retaliação iraniana contra Israel e bases norte-americanas no Golfo. Um cessar-fogo provisório assinado em abril colapsou em junho, depois de novos ataques a navios no Estreito de Ormuz e da resposta militar americana. A ameaça de Trump sobre Pickaxe Mountain eleva o risco de um confronto direto sobre o programa nuclear iraniano, cujo caráter pacífico Teerão sustenta mas que Washington e Israel contestam, sobretudo após relatos de transferência de centrífugas para os túneis subterrâneos. As conversações indiretas prosseguem, mas sem perspetiva de cessar-fogo imediato, enquanto a aproximação das eleições intercalares nos EUA adensa a pressão política interna sobre a gestão do conflito.
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
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| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
The US military reports its own strikes, citing CENTCOM. The narrative stays within the US official account, omitting any Iranian response.
By relying solely on official US military statements, the bloc presents the strikes as a routine, justified operation, ignoring the broader conflict.
The bloc omits Iran's retaliatory strikes and declaration of full-scale war, which would present the conflict as a mutual escalation rather than a unilateral US operation.
The US military and administration speak through official statements and casualty reports. The narrative frames Iran as the aggressor retaliating against justified US strikes.
By presenting both sides' actions but attributing the initiative to the US and the retaliation to Iran, the bloc justifies US strikes and portrays Iran as the escalator.
The bloc omits Iran's stated reasons for retaliation, such as defending against US aggression, and downplays the US role in initiating the strikes.
Both US and Iranian officials are quoted, with the narrative highlighting the mutual escalation and the declaration of war. The tone is alarmist but balanced.
By framing the conflict as a 'full-scale war' and quoting both sides, the bloc creates a sense of dramatic inevitability, making the escalation appear unavoidable.
The bloc omits the involvement of Houthi forces and the naval blockade, which would broaden the conflict beyond US-Iran.
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