
EUA ampliam sanções ao petróleo iraniano e congelam US$ 130 milhões em criptomoedas
Nova ofensiva financeira atinge rede de transporte marítimo de Mohammad Hossein Shamkhani, enquanto Washington reimpõe bloqueio naval após colapso do cessar-fogo.
Os Estados Unidos anunciaram na terça-feira (14) a expansão das sanções contra o setor petrolífero iraniano, mirando a rede de transporte marítimo controlada pelo magnata Mohammad Hossein Shamkhani, e congelaram mais de 130 milhões de dólares em carteiras digitais supostamente ligadas ao Banco Central do Irã. A medida, comunicada pelo Departamento do Tesouro, ocorre no mesmo dia em que as forças americanas realizaram o quarto dia consecutivo de ataques contra o Irã e restabeleceram o bloqueio naval a portos e zonas costeiras iranianas, suspenso temporariamente durante o cessar-fogo de junho.
Segundo o Tesouro norte-americano, a ação visa intensificar a pressão econômica após o que classifica como “ataques desestabilizadores” do Irã no Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. O secretário Scott Bessent afirmou que a rede Shamkhani é “um dos motores mais lucrativos” do regime iraniano e que o departamento está a “desmantelar a infraestrutura financeira” que permite ameaças à segurança dos EUA e à navegação global. A missão iraniana junto às Nações Unidas não respondeu de imediato aos pedidos de comentário, enquanto analistas em Washington observam que as sanções revertem o plano, esboçado no memorando de entendimento assinado em 17 de junho, de reintegrar o Irã à economia global por meio de licenças condicionadas.
As novas designações abrangem mais de 50 indivíduos, entidades e embarcações, elevando para mais de 200 o total de alvos sob a rede Shamkhani desde o início da ofensiva, em abril. O bloqueio de ativos digitais sinaliza, na perspetiva de especialistas em segurança financeira, uma frente adicional contra os mecanismos de evasão de sanções, num momento em que plataformas de criptomoedas são usadas tanto pela Guarda Revolucionária como por civis que procuram proteger-se da inflação galopante. Dados de empresas de inteligência marítima, como Windward e Vortexa, indicam que, horas antes da reimposição do bloqueio, pelo menos 23 navios ligados ao Irã operavam nas proximidades do Estreito de Ormuz com comportamentos típicos de “frota sombra” — desligamento de transponders, manipulação de identidade e transferências navio-a-navio —, táticas que, segundo esses analistas, permitem a Teerã manter um fluxo de exportações estimado em 50 milhões de barris apenas em junho.
A escalada insere-se no conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando ataques conjuntos dos EUA e de Israel mataram o conselheiro supremo Ali Khamenei e o seu assessor Ali Shamkhani, pai do atual alvo das sanções. Após um breve período de trégua, mediado por um memorando que previa inclusive a faturação de petróleo iraniano em dólares, as hostilidades recrudesceram com novas investidas no estreito. A Índia, onde operam alguns integrantes da rede, não foi alvo direto das sanções desta semana, mas dois cidadãos indianos já haviam sido designados em abril. O dossiê permanece em aberto: o Comando Central dos EUA mantém o bloqueio naval e o Tesouro promete “seguir agressivamente o dinheiro”, enquanto não há sinal de retoma das negociações.
| Imprensa russa e CEI | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.40 | critical |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Golfo árabe | +0.20 | neutral |
A Rússia reformula as sanções como um ataque direto aos seus interesses através do cidadão russo-iraniano.
Enfatiza o vínculo russo-iraniano para transformar uma medida anti-iraniana em uma questão de soberania russa.
Omite a referência a carteiras digitais e empresas europeias, que teriam mostrado o alcance global das sanções.
A América Latina denuncia a escalada militar e as sanções como consequência do fracasso diplomático.
Utiliza a linguagem do bloqueio militar e dos ataques para criar um senso de urgência e crise iminente.
O Sudeste Asiático registra as sanções como um fato consumado, inserindo-as no contexto do colapso do cessar-fogo.
Adota um tom distante e cita números e datas para legitimar a neutralidade.
O Golfo Árabe apoia a ação do Tesouro dos EUA contra a rede Shamkhani, apresentando-a como legítima e necessária.
Cita diretamente o Secretário do Tesouro e adota sua linguagem de 'fechamento' para legitimar as sanções.
Omite a referência a carteiras digitais e criptomoedas, que poderiam ter levantado questões sobre vigilância financeira.
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