
Violência letal contra mulheres e menores marca semana nas Américas e no Sul da Ásia
Casos de feminicídio, agressões domésticas e crimes passionais foram registados no Brasil, Argentina, Índia e Estados Unidos, com várias vítimas mortais e detenções em curso.
Uma série de episódios de violência extrema, com destaque para crimes contra mulheres e menores, abalou comunidades em diferentes continentes nos últimos dias. Em Juiz de Fora, Brasil, uma mulher de 30 anos foi estrangulada pelo companheiro, de 26, na madrugada de quinta-feira, após uma discussão motivada por ciúmes e suspeitas de traição, segundo o registo da Polícia Militar. O agressor, que confessou o crime à mãe por telefone, foi detido e permanecia internado sob escolta devido a sinais de overdose. Na Argentina, uma mulher de 44 anos foi morta a tiro dentro da própria casa, no bairro de Ezpeleta, Quilmes, ao tentar defender o filho de quatro assaltantes; a filha da vítima afirmou que a mãe foi assassinada por ter reconhecido um dos ladrões.
Na Índia, as autoridades reportaram múltiplos homicídios com motivações passionais. Em Deli, uma jovem de 20 anos foi presa por ter estrangulado o marido durante uma briga depois de ele vasculhar o telemóvel dela em busca de provas de um caso extraconjugal. No estado de Uttar Pradesh, um adolescente de 17 anos confessou ter matado a esposa, de 20, por a mesma o provocar repetidamente, chamando-o de “inútil”; o corpo foi abandonado com a ajuda do pai do menor. Ainda na Índia, um homem de 65 anos foi condenado à morte por ter violado e assassinado uma menina de três anos, crime que cometeu no mesmo dia em que foi despedido do emprego.
Nos Estados Unidos, um caso com contornos igualmente trágicos ocorreu no Alabama: um homem de 44 anos terá estrangulado a namorada, de 47, e morrido de ataque cardíaco enquanto tentava desfazer-se do corpo numa zona remota, de acordo com o gabinete do procurador distrital. As autópsias confirmaram a causa da morte de ambos. No Texas, uma ex-professora do ensino básico foi condenada a 33 anos de prisão por abuso sexual continuado de um aluno de 13 anos; o tribunal ouviu o testemunho da vítima, que relatou depressão e perda de vontade de viver.
Observadores em Brasília e em Lisboa sublinham que, embora os contextos jurídicos e sociais variem, a prevalência de crimes motivados por ciúmes, suspeitas de infidelidade e disputas domésticas é uma constante nestes relatos. As investigações prosseguem em todos os casos, com as autoridades a recolherem provas periciais e a ouvirem testemunhas. Até ao momento, vários suspeitos foram detidos, mas alguns permanecem foragidos, como os assaltantes de Quilmes e o pai que ajudou o filho menor a ocultar o corpo na Índia.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Por todos os continentes, uma onda de violência doméstica e assassinatos por estrangulamento ceifa a vida de mulheres. Num caso marcante, um homem que estrangulou a namorada morreu de ataque cardíaco enquanto tentava esconder o corpo, um desfecho interpretado como justiça divina. A cobertura mistura indignação com os crimes e uma narrativa de retribuição cósmica.
Relatos da Índia detalham atos de violência horripilantes: um pai de sete filhos estuprou e matou uma menina de três anos, enquanto outro homem estrangulou a esposa por causa do peso dela. A cobertura traça um quadro de profunda patologia social, enfatizando a brutalidade dos crimes com um tom de condenação horrorizada.
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