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Esportesexta-feira, 26 de junho de 2026

Falha de Muslera elimina Uruguai; Espanha e Cabo Verde avançam no Grupo H

Golo de Baena após erro do guarda-redes uruguaio selou a vitória espanhola por 1-0 e a inédita classificação de Cabo Verde, que empatou com a Arábia Saudita.

O Estádio Akron, em Guadalajara, assistiu ao desfecho de um Grupo H que confirmou a Espanha no topo e escreveu a página mais amarga da campanha uruguaia. Aos 42 minutos do primeiro tempo, um remate aparentemente controlável de Álex Baena escapou por entre as mãos de Fernando Muslera e morreu no fundo das redes, ditando o 1-0 que eliminou a Celeste do Mundial de 2026. O lance, descrito por cronistas sul-americanos como um erro grave do veterano de 40 anos, repetiu as falhas que já o haviam comprometido nos empates anteriores com Cabo Verde e Arábia Saudita. Muslera foi substituído ao intervalo por Sergio Rochet, mas o estrago estava feito.

A partida, tensa e de pouca inspiração ofensiva, refletiu o momento delicado da equipa de Marcelo Bielsa. A Espanha, já apurada, dominou a posse de bola (53% segundo dados da FIFA) e controlou o ritmo, mas só criou perigo real após o golo. O Uruguai, obrigado a vencer, mostrou-se aguerrido na marcação, mas ineficaz no último terço. A expulsão de Agustín Canobbio nos descontos, por entrada dura sobre Pau Cubarsí, selou a frustração. Na imprensa argentina e uruguaia, a eliminação na fase de grupos pela segunda vez consecutiva é tratada como um fracasso que reacende as tensões entre o treinador e referências como Federico Valverde, substituído aos 60 minutos e visivelmente distante de Bielsa.

Enquanto a Celeste somava apenas dois pontos e dava adeus ao torneio, a seleção de Cabo Verde fazia história em Houston. O empate a zero com a Arábia Saudita – o terceiro consecutivo dos Tubarões Azuis – garantiu o segundo lugar do grupo com três pontos e a inédita presença de uma nação insular de língua portuguesa nos 16-avos de final de um Campeonato do Mundo. Em África, a classificação é celebrada como um feito monumental para o país mais pequeno a alguma vez atingir esta fase. O guarda-redes Vozinha foi decisivo ao segurar o nulo, que deixa Cabo Verde como adversário da Argentina de Lionel Messi na próxima eliminatória.

A Espanha, invicta há 34 jogos oficiais e sem sofrer golos no torneio, terminou o grupo com sete pontos. Apesar da solidez defensiva, analistas europeus notam que a Roja ainda não convenceu no ataque, com Lamine Yamal a ser gerido fisicamente e Ferran Torres a acertar na trave em lance que poderia ter ampliado. O triunfo magro, contudo, bastou para evitar um confronto imediato com a Argentina e colocar a equipa de Luis de la Fuente no caminho do segundo classificado do Grupo J – Áustria ou Argélia – em Los Angeles, no dia 2 de julho. Para o Uruguai, resta o regresso a casa e a reflexão sobre um ciclo que, na perspetiva de Montevideu, exigirá respostas profundas.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 2 idiomas

15%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa latino-americanaImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa latino-americana/ Mercado
SchadenfreudeCeticismo

O Uruguai cai fora da Copa do Mundo em meio à polêmica, afundado por um erro grotesco do goleiro Muslera. A crise da Celeste, já visível nos empates anteriores, entrega à Argentina um confronto de oitavas muito mais fácil contra Cabo Verde. A imprensa enquadra a eliminação como o mais recente fracasso de um ciclo esgotado.

Imprensa atlântica / anglosfera
DistanciamentoPragmatismo

A Espanha venceu o Uruguai por 1-0 e garantiu a liderança do grupo, com o erro de Muslera a selar a eliminação dos sul-americanos. Cabo Verde ficou em segundo e vai defrontar a Argentina. O relato limita-se aos resultados e aos próximos jogos, evitando ênfase emocional.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Falha de Muslera elimina Uruguai; Espanha e Cabo Verde avançam no Grupo H

Golo de Baena após erro do guarda-redes uruguaio selou a vitória espanhola por 1-0 e a inédita classificação de Cabo Verde, que empatou com a Arábia Saudita.

O Estádio Akron, em Guadalajara, assistiu ao desfecho de um Grupo H que confirmou a Espanha no topo e escreveu a página mais amarga da campanha uruguaia. Aos 42 minutos do primeiro tempo, um remate aparentemente controlável de Álex Baena escapou por entre as mãos de Fernando Muslera e morreu no fundo das redes, ditando o 1-0 que eliminou a Celeste do Mundial de 2026. O lance, descrito por cronistas sul-americanos como um erro grave do veterano de 40 anos, repetiu as falhas que já o haviam comprometido nos empates anteriores com Cabo Verde e Arábia Saudita. Muslera foi substituído ao intervalo por Sergio Rochet, mas o estrago estava feito.

A partida, tensa e de pouca inspiração ofensiva, refletiu o momento delicado da equipa de Marcelo Bielsa. A Espanha, já apurada, dominou a posse de bola (53% segundo dados da FIFA) e controlou o ritmo, mas só criou perigo real após o golo. O Uruguai, obrigado a vencer, mostrou-se aguerrido na marcação, mas ineficaz no último terço. A expulsão de Agustín Canobbio nos descontos, por entrada dura sobre Pau Cubarsí, selou a frustração. Na imprensa argentina e uruguaia, a eliminação na fase de grupos pela segunda vez consecutiva é tratada como um fracasso que reacende as tensões entre o treinador e referências como Federico Valverde, substituído aos 60 minutos e visivelmente distante de Bielsa.

Enquanto a Celeste somava apenas dois pontos e dava adeus ao torneio, a seleção de Cabo Verde fazia história em Houston. O empate a zero com a Arábia Saudita – o terceiro consecutivo dos Tubarões Azuis – garantiu o segundo lugar do grupo com três pontos e a inédita presença de uma nação insular de língua portuguesa nos 16-avos de final de um Campeonato do Mundo. Em África, a classificação é celebrada como um feito monumental para o país mais pequeno a alguma vez atingir esta fase. O guarda-redes Vozinha foi decisivo ao segurar o nulo, que deixa Cabo Verde como adversário da Argentina de Lionel Messi na próxima eliminatória.

A Espanha, invicta há 34 jogos oficiais e sem sofrer golos no torneio, terminou o grupo com sete pontos. Apesar da solidez defensiva, analistas europeus notam que a Roja ainda não convenceu no ataque, com Lamine Yamal a ser gerido fisicamente e Ferran Torres a acertar na trave em lance que poderia ter ampliado. O triunfo magro, contudo, bastou para evitar um confronto imediato com a Argentina e colocar a equipa de Luis de la Fuente no caminho do segundo classificado do Grupo J – Áustria ou Argélia – em Los Angeles, no dia 2 de julho. Para o Uruguai, resta o regresso a casa e a reflexão sobre um ciclo que, na perspetiva de Montevideu, exigirá respostas profundas.

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa latino-americanaImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa latino-americana/ Mercado
SchadenfreudeCeticismo

O Uruguai cai fora da Copa do Mundo em meio à polêmica, afundado por um erro grotesco do goleiro Muslera. A crise da Celeste, já visível nos empates anteriores, entrega à Argentina um confronto de oitavas muito mais fácil contra Cabo Verde. A imprensa enquadra a eliminação como o mais recente fracasso de um ciclo esgotado.

Imprensa atlântica / anglosfera
DistanciamentoPragmatismo

A Espanha venceu o Uruguai por 1-0 e garantiu a liderança do grupo, com o erro de Muslera a selar a eliminação dos sul-americanos. Cabo Verde ficou em segundo e vai defrontar a Argentina. O relato limita-se aos resultados e aos próximos jogos, evitando ênfase emocional.

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