
El Niño ganha força e põe sistemas elétricos sob pressão da Colômbia à Índia
Fenómeno climático com 95% de probabilidade de consolidação reduz reservas hídricas, encarece energia e ameaça abastecimento em vários continentes.
A confirmação de que o El Niño se intensificará nos próximos meses, com mais de 95% de probabilidade de consolidação e 63% de hipótese de atingir intensidade muito forte, segundo modelos climáticos citados pelo operador colombiano XM, já produz efeitos mensuráveis. Na Colômbia, os principais reservatórios operam abaixo dos mínimos históricos, com autonomia de apenas 66 dias — a menor margem em anos recentes — enquanto a procura de eletricidade bateu o recorde de 261,86 GWh/dia em maio. O preço da energia no mercado spot disparou 285% desde o início do ano, para 900,82 pesos por kWh, e a rede já sofreu 165 ordens de desconexão de carga por limitações de capacidade.
O mecanismo é conhecido: o aquecimento anómalo do Pacífico equatorial altera os regimes de ventos e chuvas, reduzindo a contribuição hídrica em várias regiões. Na Índia, uma análise do centro de investigação CREA projeta um défice de geração eólica e hídrica de até 18 TWh ao longo de um ano, o que deverá ser compensado com carvão, libertando cerca de 17 milhões de toneladas de CO2. No Peru, a temperatura do mar está 7°C acima do normal, o que afundou os cardumes de anchoveta e limitou a captura a 25% da quota. Em Marrocos, a rede FEWS NET colocou o país em alerta de canícula, com temperaturas superiores a 35°C que ameaçam as culturas de primavera e aceleram a evapotranspiração, agravando o stress hídrico.
Os impactos setoriais já se materializam. Na Colômbia, a coincidência da manutenção programada das centrais hidroelétricas de Chivor e Guavio entre outubro de 2026 e meados de 2027 cria um risco de défice de potência na região oriental, que inclui Bogotá, e poderá forçar racionamentos. A associação de geradores alerta que o “colchão” de confiabilidade do sistema desapareceu e que as térmicas precisarão operar a plena carga, exigindo garantia de fornecimento de gás e combustíveis líquidos, bem como o pagamento de dívidas do setor. Na Índia, a preocupação não é a dimensão do défice (inferior a 1% da produção anual), mas o recurso adicional ao carvão. A ONU instou os governos a reforçarem os sistemas de alerta precoce e a investirem em infraestruturas resilientes, sobretudo nos países em desenvolvimento, onde a segurança alimentar e a saúde estão em jogo.
O próximo marco factual a observar será o início das paragens de manutenção na Colômbia, em outubro, e a evolução das chuvas no trimestre julho-setembro na América do Sul e no sul da Ásia. A Organização Meteorológica Mundial prevê que o El Niño se intensifique até setembro, com um aquecimento de 2°C no Pacífico, aumentando a probabilidade de ondas de calor, secas e inundações. No Peru, o governo já declarou emergência em quase 800 municípios face ao perigo de chuvas intensas. A capacidade de resposta dos sistemas elétricos e de proteção civil nos próximos meses dependerá da rapidez com que forem adotadas medidas de contingência e garantidos os recursos financeiros e logísticos.
| Imprensa latino-americana | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa indiana e sul-asiática | −0.20 | neutral |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.40 | critical |
O sistema elétrico colombiano está em colapso e o país corre o risco de racionamento se não agir imediatamente. As autoridades e operadores alertam que a confiança no sistema foi perdida.
Acumula uma série de fatores de crise (demanda recorde, manutenção, seca, El Niño) para criar um senso de urgência e inevitabilidade do racionamento.
Não menciona os impactos específicos na Ásia e na África, concentrando-se apenas na crise colombiana e latino-americana.
A Índia sofrerá a maior pressão elétrica do El Niño, mas o déficit é mínimo e gerenciável. As renováveis cobrem quase um terço da demanda.
Minimiza a ameaça quantificando o déficit como uma porcentagem ínfima da produção total, normalizando o risco.
Não menciona a crise elétrica na Colômbia nem os alertas da ONU sobre os efeitos globais, limitando-se a uma análise técnica para a Índia.
Marrocos está em emergência de onda de calor e a política deve responder. O exemplo americano do 'direito ao frescor' mostra um caminho possível.
Usa uma pergunta retórica para questionar a inação política, contrastando um exemplo concreto de política.
Não menciona a crise elétrica colombiana nem os efeitos na Ásia, concentrando-se na onda de calor em Marrocos e na resposta política.
Amplie o olhar
Trump anuncia controlo do Estreito de Ormuz e impõe taxa de 20% sobre cargas
6 idiomas · 41 veículos
De Economy & MarketsCorrida da IA vira disputa por eficiência de custos
6 idiomas · 16 veículos
De TechnologyIA amplifica conhecimento, mas concentra poder: o paradoxo que preocupa líderes globais
4 idiomas · 7 veículos