
Semifinais do Mundial reúnem as quatro primeiras do ranking e sete títulos mundiais
França, Espanha, Inglaterra e Argentina, todas ex-campeãs, disputam a partir de terça-feira as vagas na final da Copa de 2026, num cenário que não se repetia desde 1990.
As semifinais da Copa do Mundo de 2026 colocam frente a frente as quatro seleções que lideravam o ranking da FIFA no início do torneio — França, Argentina, Espanha e Inglaterra —, algo inédito desde a criação da classificação, em 1992. Somadas, as equipas acumulam sete títulos mundiais e reeditarão, a partir de terça-feira (14), duelos com forte carga histórica. Na perspetiva de analistas europeus, o confronto entre franceses e espanhóis, em Dallas, é encarado como uma final antecipada, enquanto o embate entre ingleses e argentinos, no dia seguinte em Atlanta, reaviva uma rivalidade que transcende o futebol.
A França chega à sua terceira semifinal consecutiva apoiada no poder ofensivo de Kylian Mbappé, artilheiro da competição com oito gols, e de Ousmane Dembélé, autor de cinco. A equipa de Didier Deschamps marcou 16 vezes em seis jogos e não sofreu gols na fase eliminatória. A Espanha, por sua vez, construiu a campanha sobre uma defesa que só foi vazada nos quartos de final, com o goleiro Unai Simón a estabelecer um recorde de 650 minutos sem sofrer gols. O historial recente favorece os espanhóis, que venceram as duas últimas semifinais entre os dois países — na Eurocopa de 2024 e na Liga das Nações de 2025 —, mas observadores em Lisboa notam que a França nunca foi eliminada pela Espanha em Copas do Mundo, tendo vencido o único encontro, nos oitavos de 2006, por 3 a 1.
Do outro lado da chave, Inglaterra e Argentina protagonizarão o sexto duelo em Mundiais, o primeiro desde 2002. A seleção inglesa, orientada por Thomas Tuchel, procura regressar a uma final 60 anos depois do seu único título, em 1966, e tem em Jude Bellingham e Harry Kane, com seis gols cada, os pilares de uma campanha que incluiu vitórias sobre México e Noruega. A Argentina, atual campeã, defende o título conquistado no Catar e tenta tornar-se a terceira seleção bicampeã consecutiva, depois de Itália (1934-1938) e Brasil (1958-1962). Lionel Messi, também com oito gols, lidera uma equipa que precisou de prolongamento em três dos quatro jogos eliminatórios, um desgaste que, na perspetiva de Buenos Aires, é compensado pela experiência em momentos decisivos.
A presença de três seleções europeias entre as quatro melhores reforça a hegemonia do continente, que domina o futebol de seleções desde o início do século. Para o público lusófono, as semifinais terão transmissão no Brasil pela CazéTV, Globo, SporTV e SBT, enquanto em Portugal os jogos serão acompanhados com particular atenção ao duelo ibérico, que opõe a atual campeã europeia à vice-campeã mundial. A final está marcada para 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, e os derrotados disputarão o terceiro lugar no dia anterior, em Miami.
| Imprensa latino-americana | +0.50 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | +0.20 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
Argentina asserts its place among the world's football powers, ready to rewrite history against England.
The bloc builds plausibility by invoking the 1990 precedent and the FIFA ranking coincidence, turning a sporting event into a confirmation of the football hierarchy.
Less emphasis on the France-Spain semifinal, treated as a mere appetizer to the Argentina-England main course.
France seeks revenge after the bitter Euro defeat, convinced it is the stronger team.
The bloc makes the revenge narrative plausible by recalling the Euro result and highlighting France's defensive solidity.
It omits Spain's recent performances and their ability to win important matches.
The tournament continues with the semifinals, offering viewers two high-level matches.
The bloc adopts a purely descriptive tone, listing times and channels, without any evaluation or commentary.
It provides no historical context or rivalries, reducing the event to a mere TV appointment.
Amplie o olhar
Reino Unido proíbe apoio à Guarda Revolucionária do Irão e criminaliza suporte com até 14 anos de prisão
8 idiomas · 30 veículos
De Economy & MarketsCorrida da IA vira disputa por eficiência de custos
6 idiomas · 16 veículos
De TechnologyIA amplifica conhecimento, mas concentra poder: o paradoxo que preocupa líderes globais
4 idiomas · 7 veículos