
Egito pode selar vaga inédita nas oitavas antes do duelo com o Irã
Combinação de resultados na chave da Alemanha garante aos Faraós a classificação histórica ainda neste sábado, independentemente do confronto direto em Seattle.
A seleção do Egito está a um passo de encerrar uma espera que dura desde a sua estreia em Copas do Mundo. Com quatro pontos no Grupo G, os Faraós podem assegurar a primeira vaga nas fases eliminatórias do torneio antes mesmo de a bola rolar para o jogo contra o Irã, na manhã de sábado (27), em Seattle. O cenário depende de uma conjunção de resultados na quinta-feira, mas a matemática é clara: se Alemanha e Costa do Marfim não perderem os seus compromissos no Grupo E, o Egito carimba o passaporte para os 32 avos de final pela via dos melhores terceiros colocados.
A campanha egípcia na competição organizada por Estados Unidos, Canadá e México já entrou para a história com o primeiro triunfo do país em Mundiais — um 3-1 sobre a Nova Zelândia, que se seguiu ao empate em 1-1 com a Bélgica. A vitória deixou a equipa de Hossam Hassan na liderança da chave, dois pontos à frente de Irã e Bélgica. Um simples empate contra os iranianos bastaria para confirmar a classificação direta, mas o novo formato da FIFA, que alargou o torneio para 48 seleções e abriu oito vagas aos melhores terceiros de cada grupo, oferece um atalho que pode transformar a partida final numa formalidade.
Na perspetiva do Cairo, o raciocínio é simples. O Egito já soma quatro pontos, enquanto Coreia do Sul e Escócia encerraram a fase de grupos com três pontos na terceira posição das suas chaves. No Grupo I, Senegal ou Iraque também não podem ultrapassar os três pontos. Para que os Faraós fiquem entre os oito melhores terceiros, basta que mais um concorrente não atinja os quatro pontos. É aí que entra o Grupo E: se a Alemanha, líder com seis pontos, vencer ou empatar com o Equador (um ponto), os equatorianos param nos dois ou três pontos. Ao mesmo tempo, se a Costa do Marfim (três pontos) não for derrotada por Curaçao (um ponto), a equipa caribenha também não chega aos quatro. Com isso, o Egito garante matematicamente a vaga antes do apito inicial em Seattle.
Analistas em Teerão sublinham que o Irã, com dois pontos, ainda depende apenas de si para avançar, mas terá de vencer um adversário que pode entrar em campo já classificado. Observadores em Lisboa e no Rio de Janeiro notam que o formato expandido da Copa de 2026, frequentemente criticado por diluir a qualidade da fase de grupos, cria precisamente este tipo de situações: equipas que nunca haviam passado da primeira fase beneficiam de múltiplas rotas de classificação. O Egito, que em participações anteriores nunca somara mais do que dois pontos, personifica essa nova realidade.
A confirmação da vaga antes do jogo com o Irã não esvazia por completo o confronto. Os Faraós ainda disputam a liderança do grupo, que pode determinar um cruzamento mais favorável na fase seguinte. O atacante Mostafa Ziko, revelação da equipa, afirmou em entrevista à imprensa local que o duelo será “mais difícil do que os jogos contra Bélgica e Nova Zelândia” e que o grupo está focado em “continuar os resultados positivos e fazer felizes os adeptos egípcios”. A história, porém, já está a ser escrita antes mesmo de a bola parar de rolar nos outros estádios.
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Iran focuses on its own preparation and goalkeeper, downplaying Egypt's historic achievement.
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