
Cucurella anuncia que deixará a seleção espanhola se conquistar o Mundial de 2026
Lateral de 27 anos, peça-chave da defesa da Espanha na campanha até a final contra a Argentina, diz que se aposentará da Roja em caso de título, para se concentrar no Real Madrid.
A menos de 24 horas da final do Campeonato do Mundo de 2026, que opõe Espanha e Argentina no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, o defesa esquerdo Marc Cucurella surpreendeu ao anunciar que se retirará da seleção nacional caso a 'Roja' conquiste o troféu. 'Se ganhar o Mundial, ligo a Luis de la Fuente no dia seguinte e digo-lhe que não conte mais comigo', afirmou o jogador de 27 anos, recém-contratado pelo Real Madrid por 55 milhões de euros, em declarações à televisão espanhola. A promessa, recebida com cepticismo por alguns setores da imprensa ibérica, insere-se num momento de auge para o lateral, que se tornou um dos esteios defensivos da equipa orientada por De la Fuente.
A solidez de Cucurella é um dos alicerces da caminhada espanhola até à final. De acordo com dados estatísticos recolhidos pela organização do torneio, o defesa não foi ultrapassado em dribles desde o segundo jogo da fase de grupos, neutralizando sucessivamente extremos de Uruguai, Áustria, Portugal, Bélgica e França — incluindo nomes como Mbappé, Olise e Dembélé. É ainda o quinto jogador com mais quilómetros percorridos na competição e o sexto em sprints, números que lhe valeram a alcunha de 'Secadora', atribuída pelo companheiro Mikel Merino. Na perspetiva de analistas franceses, a exibição frente à seleção gaulesa, em que conteve Olise apesar de ter recebido um cartão amarelo aos 30 minutos, foi 'extraordinária', nas palavras do antigo internacional Thierry Henry.
O impacto do jogador transcendeu o relvado. O motor de busca Google inseriu uma animação interativa: ao pesquisar pelo nome do atleta, surge um gato de pelagem castanha e farta cabeleira encaracolada, vestindo a camisola de Espanha e agitando uma bandeira — uma referência a um meme viral que associa o penteado do jogador a um felino. Paralelamente, a canção 'Cucurella, Cucurella', criada por adeptos ingleses e adaptada para castelhano com menção a Erling Haaland, tornou-se um hino oficioso da seleção, entoado nas celebrações da Euro 2024 e agora recuperado nas bancadas norte-americanas.
Se Cucurella personifica a muralha espanhola, Pedro Porro representa a irrupção ofensiva a partir da defesa. O lateral direito, de 26 anos, começou o torneio como suplente, mas assumiu a titularidade a partir da terceira jornada e foi decisivo nas meias-finais frente à França, ao apontar o segundo golo e ser eleito o melhor em campo. Formado no Girona e com passagem pelo Sporting de Lisboa — onde conquistou três títulos sob o comando de Rubén Amorim —, Porro carrega uma história de superação pessoal, marcada pelo apoio incondicional do avô, que o acompanhou desde os tempos de futsal na Extremadura. A presença do jogador na final reaviva memórias em Portugal, onde é recordado pela sua entrega e versatilidade tática.
Para o universo lusófono, a final assume contornos particulares. No Brasil, o confronto com a Argentina, rival histórico, desperta um interesse que vai além da neutralidade, enquanto em Portugal a proximidade geográfica e a passagem de Porro por Alvalade alimentam a atenção mediática. Nos países africanos de língua oficial portuguesa, onde o futebol europeu é amplamente seguido, a presença de estrelas como Cucurella e Porro reforça a audiência de um jogo que definirá não apenas o campeão mundial, mas também o futuro internacional de um dos seus protagonistas.
| Imprensa europeia continental | +0.70 | aligned |
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| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
Cucurella é um muro intransponível, um ícone viral amado por todos.
Ênfase em anedotas leves e no reconhecimento do Google para construir uma imagem triunfante e simpática, evitando qualquer elemento crítico.
Omite a promessa de Cucurella de se aposentar se vencer a Copa do Mundo, o que poderia minar a narrativa de um herói despreocupado.
Cucurella fez uma promessa insensata que coloca o futuro da Espanha em risco.
Uma declaração pessoal do jogador é isolada e apresentada como um dilema para a equipe, criando suspense e debate, enquanto os aspectos positivos são relativizados.
Não destaca que a promessa pode ser uma piada ou uma tática de motivação, e omite o contexto de sua popularidade como 'Secadora' e o apoio incondicional dos torcedores.
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