
Gols nos acréscimos e VAR reescrevem a segunda jornada do Apertura mexicano
Necaxa e Querétaro venceram com tentos no último suspiro, enquanto Cruz Azul ergueu o troféu do Campeão dos Campeões e o América conquistou a versão feminina nos penáltis.
A segunda jornada do Apertura 2026 da Liga MX foi encerrada com dois desfechos que só se definiram para lá do minuto 90. No Estádio Victoria, o Necaxa derrotou o Monterrey por 2-1 com um golo de Juan David Valencia aos 91 minutos, apenas 44 segundos depois de o colombiano ter entrado em campo. Em simultâneo, no Estádio Hidalgo, o Querétaro operou uma reviravolta idêntica: Alí Ávila, que já empatara de cabeça aos 58 minutos, aproveitou um corte defeituoso da defesa do Pachuca para fazer o 2-1 aos 94 minutos e dar aos Gallos Blancos a primeira vitória no torneio.
A partida em Aguascalientes ficou marcada pela intervenção do videoárbitro. O árbitro Iván Antonio López expulsou o defesa Stefan Medina, do Monterrey, aos 19 minutos, após rever no monitor um pisão sobre Julián Carranza. Com um homem a menos, a equipa de Matías Almeyda resistiu até ao segundo tempo, quando Carranza abriu o marcador para o Necaxa. O Monterrey empatou de penálti, convertido por Lucas Ocampos na sequência de nova revisão do VAR por mão na bola. Já nos descontos, um lançamento lateral longo de Raúl Martínez semeou a confusão na área e Valencia, atento ao ressalto, empurrou para o triunfo. Observadores na capital mexicana sublinham que a expulsão precoce condicionou todo o plano de jogo dos Rayados, que sofreram a primeira derrota sob o comando do técnico argentino.
Em Pachuca, o enredo também teve contornos de drama. Salomón Rondón inaugurou o placar logo aos dois minutos, a passe de Oussama Idrissi, mas os Tuzos cederam o empate na segunda metade e permitiram a reviravolta no último lance. A derrota caseira representou o primeiro tropeço do Pachuca, que havia goleado o Pumas na ronda inaugural. Já o Querétaro, que perdera com o América na primeira jornada, somou os primeiros três pontos e deixou o fundo da tabela. Analistas desportivos no México notam que a incapacidade de segurar a vantagem evidencia fragilidades defensivas que o técnico Benjamín Mora terá de corrigir antes da pausa para a Leagues Cup.
O fim de semana foi também de decisões de supertaça. No sábado, em Carson, na Califórnia, o Cruz Azul venceu o Toluca por 3-1 e conquistou o Campeón de Campeones da temporada 2025-26. José Paradela bisou e Carlos Rodríguez fez o terceiro, num jogo em que a Máquina controlou as operações e só permitiu o golo de Alexis Vega. O troféu é o quarto do clube na competição e o segundo sob a direção de Joel Huiqui, que já havia erguido o Clausura 2026. No feminino, o América bateu o Tigres nos penáltis (4-3) após um empate 1-1 no tempo regulamentar, com a guarda-redes Itzel Velasco a defender dois remates e a garantir o primeiro Campeón de Campeonas da história das Águilas.
Com estes resultados, o Tijuana lidera a classificação com seis pontos e melhor diferença de golos, seguido por Cruz Azul, Atlas e Necaxa, todos com seis. Pachuca, Toluca e Monterrey estacionaram nos três pontos. A Liga MX faz agora uma pausa para a Leagues Cup, mas o Cruz Azul já tem novo objetivo no horizonte: a 16 de setembro, em Miami, disputa a Campeones Cup frente ao Inter Miami de Lionel Messi, campeão da MLS, num duelo que reeditará o confronto da fase de grupos da Leagues Cup de 2023.
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