
Colômbia cai nos pênaltis diante da Suíça e Shakira desabafa: 'Deus não se mete no futebol'
Derrota por 4-3 nas penalidades, após 120 minutos sem gols, elimina os cafeteros e deixa a Argentina como única representante sul-americana nas quartas de final.
O sonho colombiano de voltar às quartas de final de uma Copa do Mundo, feito alcançado apenas em 2014, desmoronou na noite desta terça-feira em Vancouver. Depois de um empate sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação, a Suíça venceu por 4-3 na disputa por pênaltis e avançou para enfrentar a Argentina. Dávinson Sánchez e Juan Camilo ‘Cucho’ Hernández desperdiçaram suas cobranças, enquanto o atacante Luis Díaz, do Bayern de Munique, converteu a sua. O gol decisivo foi marcado por Rubén Vargas, que selou a classificação europeia e deixou os jogadores colombianos em lágrimas no gramado.
Nas arquibancadas e nas redes sociais, a tristeza se misturou ao orgulho. A cantora Shakira, autora da canção oficial do Mundial, "Dai Dai", publicou uma mensagem em seu Instagram: "Minha seleção jogou esta Copa com uma entrega que nos enche de orgulho. Demos tudo e está claro que Deus não se mete no futebol, porque senão teríamos passado às quartas". A artista, que acompanhou vários jogos in loco, também se solidarizou com Díaz: "Essas lágrimas do nosso Lucho são as lágrimas de cada um de nós, colombianos". Em Medellín, torcedores reunidos em um centro comercial diante de um telão viveram a eliminação com uma mescla de frustração e gratidão, segundo relatos da imprensa local.
Para além da comoção, a eliminação reacendeu o debate sobre as carências estruturais do futebol colombiano. O ex-atacante Falcao García criticou a falta de uma terceira divisão profissional e a precariedade das categorias de base: "É uma vergonha que nosso futebol não tenha competitividade e fomente mediocridade e vadiagem". Já o histórico Carlos Valderrama apontou a ausência de um goleador como fator determinante: "Tivemos ocasiões, mas nos faltou o matador". Na perspectiva de analistas sul-americanos, a eliminação nos pênaltis repetiu o trauma da Rússia 2018, quando a Colômbia também caiu diante da Inglaterra na mesma fase.
Com a despedida colombiana, a Argentina passa a ser a única seleção da América do Sul ainda viva no torneio. A Suíça, que já havia eliminado a Itália na fase de grupos, enfrentará os atuais campeões mundiais no próximo domingo, em Kansas City, valendo vaga nas semifinais. Para os colombianos, resta a sensação de uma campanha invicta até os pênaltis, mas que expôs limitações ofensivas e a dependência de um elenco que, apesar do talento, não conseguiu superar a barreira das oitavas de final.
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
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| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
A Colômbia, através da voz de Shakira, expressa orgulho e gratidão pela equipe, compartilhando a dor da derrota, mas celebrando o esforço.
O bloco usa a personificação da nação através de uma figura icônica (Shakira) para transformar uma derrota esportiva em um momento de unidade nacional e resiliência emocional.
O bloco omite qualquer análise crítica do desempenho da equipe ou decisões técnicas, focando exclusivamente no aspecto emocional e patriótico.
A Europa observa a dor colombiana com simpatia, mas mantém distância jornalística, relatando as declarações de Shakira como um fato noticioso.
O bloco adota uma estratégia de universalização: transforma uma derrota nacional em uma história humana universal, tornando o evento acessível a um público não colombiano através do filtro de uma celebridade global.
O bloco omite o contexto do desempenho da equipe suíça e a perspectiva dos torcedores suíços, focando exclusivamente na reação colombiana.
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