
Cobra venenosa assusta seleção alemã na preparação para o Mundial 2026
Avistamento de uma copperhead no centro de treinos em Winston-Salem obriga jogadores a redobrar cuidados, enquanto outras seleções enfrentam ameaças naturais.
O capitão da Alemanha, Joshua Kimmich, revelou que a concentração da equipa para o Campeonato do Mundo de 2026 ganhou um hóspede indesejado: uma cobra venenosa da espécie copperhead (cabeça-de-cobre), avistada nas imediações do alojamento em Winston-Salem, na Carolina do Norte. “Vimos uma cobra ontem, disseram-nos que era venenosa. Se formos mordidos, temos de ir ao hospital. Não acho que se morra, mas é certamente perigoso”, afirmou o médio do Bayern de Munique em conferência de imprensa, acrescentando que pisar um animal destes “pode acabar mal”. A confissão, feita com uma mistura de surpresa e respeito pela fauna local, ecoou rapidamente na imprensa internacional e expôs um risco invulgar para as seleções europeias instaladas em território norte-americano.
A copperhead é uma víbora comum na Carolina do Norte e, embora a sua mordedura raramente seja fatal, exige assistência médica urgente. O episódio levou a equipa técnica a restringir os passeios dos jogadores nos espaços verdes do campus da Wake Forest University, onde a Mannschaft prepara o segundo jogo do Grupo E, frente à Costa do Marfim, no domingo, em Toronto. Kimmich, que brilhou na goleada de estreia por 7-1 sobre Curaçao com duas assistências, notou o contraste com a realidade alemã: “Na Alemanha não há tantos animais perigosos. Tenho muito respeito por quem vive aqui.” A declaração sublinha o desconforto de atletas habituados a ambientes controlados, agora confrontados com uma natureza que não obedece a protocolos táticos.
Na perspetiva de observadores em Lisboa e no Rio de Janeiro, o sobressalto alemão recorda que grandes eventos desportivos em territórios vastos e climaticamente diversos trazem desafios que vão além dos relvados. Durante o Mundial de 2014 no Brasil, por exemplo, as seleções europeias preocuparam-se mais com mosquitos transmissores de doenças tropicais do que com serpentes. Agora, a dispersão geográfica do Mundial 2026 — que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México — multiplica as frentes de atenção: enquanto os alemães lidam com a copperhead, a concentração da Inglaterra em Kansas City foi colocada sob alerta de tornado, e as delegações da Suíça e da Noruega também reforçaram a vigilância perante a vida selvagem local.
A situação expõe a necessidade de as federações integrarem nos seus planos de logística uma avaliação rigorosa dos riscos naturais. A Carolina do Norte, conhecida por uma biodiversidade rica, não é a Austrália, mas abriga fauna suficientemente imprevisível para perturbar a rotina de uma candidata ao título. O próprio Kimmich resumiu o novo estado de espírito: “Temos de pensar no que pode estar escondido na relva.” A frase, dita entre sorrisos tensos, revela uma camada adicional de pressão psicológica para um plantel que, dentro de campo, procura afirmar-se como um dos favoritos.
Com a Costa do Marfim no horizonte imediato, a seleção alemã tenta isolar o ruído externo e concentrar-se no adversário. O episódio da cobra, porém, já entrou para o anedotário deste Mundial e serve de alerta para anfitriões e visitantes: numa competição que se estende por três países e múltiplos fusos horários, a natureza também quer jogar.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A seleção alemã, ironizada como 'o ghoul', encontrou uma cobra venenosa cabeça-de-cobre perto de sua base na Carolina do Norte. O capitão Kimmich admitiu que o time está em alerta, tentando evitar os animais locais após serem avisados de que uma mordida exigiria hospitalização. O incidente é retratado como um susto divertido para uma equipe já sob pressão.
Em entrevista coletiva, o jogador alemão Joshua Kimmich contou o susto ao encontrar uma cobra venenosa cabeça-de-cobre na base de treinamento na Carolina do Norte. Foi informado de que a espécie é perigosa, mas geralmente não fatal, e os jogadores agora estão mais cautelosos. A história é tratada como um episódio curioso da preparação para a Copa.
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