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Esportequinta-feira, 2 de julho de 2026

Crise no Senegal: Gueye renuncia à seleção e condiciona regresso à saída do treinador

Após derrota de virada para a Bélgica no Mundial 2026, Pape Gueye anunciou que não jogará mais pela seleção senegalesa enquanto o atual treinador permanecer, expondo crise interna.

A campanha do Senegal no Mundial 2026 terminou de forma dramática e com um terramoto interno. Minutos depois da derrota por 3-2 frente à Bélgica nos oitavos de final, o médio Pape Gueye, uma das figuras da equipa, anunciou nas redes sociais que fará uma pausa na seleção enquanto o corpo técnico liderado por Pape Thiaw se mantiver no comando. A declaração, seca e direta, expôs uma fratura que transcende o relvado.

Em Seattle, os Leões de Teranga construíram uma vantagem de 2-0 com golos de Habib Diarra e Ismaïla Sarr e pareciam encaminhar a qualificação para os quartos de final. Aos 66 minutos, porém, Thiaw substituiu Gueye por Lamine Camara, numa tentativa de segurar o resultado. A Bélgica reagiu nos minutos finais do tempo regulamentar: Romelu Lukaku e Youri Tielemans empataram, forçando o prolongamento. Já no minuto 125, uma falta de Camara revista pelo VAR resultou num penálti convertido por Tielemans, selando a viragem belga e a eliminação senegalesa.

Na conferência de imprensa, Thiaw defendeu a substituição, alegando que os jogadores estavam exaustos e que alguns pediram para sair. “Deixá-los em campo teria sido pouco profissional”, afirmou. Contudo, Gueye contrariou essa versão na zona mista: “Estava bem fisicamente, é o treinador que decide”. Horas depois, o médio do Villarreal, autor de dois golos na fase de grupos, publicou a mensagem que abalou o futebol senegalês: “Enquanto esta equipa técnica permanecer, faço uma pausa na seleção”.

A crise alastrou-se rapidamente. Nas redes sociais, adeptos senegaleses lançaram uma petição que já recolheu mais de 30 mil assinaturas a exigir a demissão de Thiaw. A Federação Senegalesa de Futebol não se pronunciou oficialmente, enquanto a imprensa local e internacional questiona a continuidade do projeto. O episódio reaviva ainda a polémica em torno do título da Taça das Nações Africanas de 2025, conquistado em campo mas posteriormente atribuído a Marrocos pela CAF, num ciclo já marcado por turbulências.

Com o Mundial encerrado para o Senegal, o futuro imediato passa pelas eliminatórias para o Mundial 2030 e pela próxima CAN. A ausência de Gueye, um dos jogadores mais valiosos do plantel, e a pressão sobre o treinador deixam a seleção num impasse. A resolução do conflito determinará se os Leões de Teranga conseguirão reerguer-se ou se a fratura se aprofundará.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Papé Gueye's boycott epitomizes authoritarian and failing management in Senegalese football. The player, victim of a conflict with the coach, defends his dignity. The national team loses a leader at a crucial moment.

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A routine sports dispute: the player and coach have differences, but the team will move on. The news matters only to football enthusiasts.

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Crise no Senegal: Gueye renuncia à seleção e condiciona regresso à saída do treinador

Após derrota de virada para a Bélgica no Mundial 2026, Pape Gueye anunciou que não jogará mais pela seleção senegalesa enquanto o atual treinador permanecer, expondo crise interna.

A campanha do Senegal no Mundial 2026 terminou de forma dramática e com um terramoto interno. Minutos depois da derrota por 3-2 frente à Bélgica nos oitavos de final, o médio Pape Gueye, uma das figuras da equipa, anunciou nas redes sociais que fará uma pausa na seleção enquanto o corpo técnico liderado por Pape Thiaw se mantiver no comando. A declaração, seca e direta, expôs uma fratura que transcende o relvado.

Em Seattle, os Leões de Teranga construíram uma vantagem de 2-0 com golos de Habib Diarra e Ismaïla Sarr e pareciam encaminhar a qualificação para os quartos de final. Aos 66 minutos, porém, Thiaw substituiu Gueye por Lamine Camara, numa tentativa de segurar o resultado. A Bélgica reagiu nos minutos finais do tempo regulamentar: Romelu Lukaku e Youri Tielemans empataram, forçando o prolongamento. Já no minuto 125, uma falta de Camara revista pelo VAR resultou num penálti convertido por Tielemans, selando a viragem belga e a eliminação senegalesa.

Na conferência de imprensa, Thiaw defendeu a substituição, alegando que os jogadores estavam exaustos e que alguns pediram para sair. “Deixá-los em campo teria sido pouco profissional”, afirmou. Contudo, Gueye contrariou essa versão na zona mista: “Estava bem fisicamente, é o treinador que decide”. Horas depois, o médio do Villarreal, autor de dois golos na fase de grupos, publicou a mensagem que abalou o futebol senegalês: “Enquanto esta equipa técnica permanecer, faço uma pausa na seleção”.

A crise alastrou-se rapidamente. Nas redes sociais, adeptos senegaleses lançaram uma petição que já recolheu mais de 30 mil assinaturas a exigir a demissão de Thiaw. A Federação Senegalesa de Futebol não se pronunciou oficialmente, enquanto a imprensa local e internacional questiona a continuidade do projeto. O episódio reaviva ainda a polémica em torno do título da Taça das Nações Africanas de 2025, conquistado em campo mas posteriormente atribuído a Marrocos pela CAF, num ciclo já marcado por turbulências.

Com o Mundial encerrado para o Senegal, o futuro imediato passa pelas eliminatórias para o Mundial 2030 e pela próxima CAN. A ausência de Gueye, um dos jogadores mais valiosos do plantel, e a pressão sobre o treinador deixam a seleção num impasse. A resolução do conflito determinará se os Leões de Teranga conseguirão reerguer-se ou se a fratura se aprofundará.

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