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Justiça & Direitoterça-feira, 30 de junho de 2026

Blake Lively pede US$ 8 milhões em custas judiciais a Justin Baldoni

Atriz busca reembolso de honorários advocatícios após acordo que encerrou batalha judicial sobre acusações de assédio no set de 'É Assim que Acaba'.

A atriz Blake Lively apresentou num tribunal federal de Manhattan um pedido de reembolso de 8,04 milhões de dólares (cerca de 40 milhões de reais) em honorários advocatícios e custos processuais ao ator e realizador Justin Baldoni e à sua produtora Wayfarer Studios. A solicitação, entregue a 29 de junho, detalha 7,5 milhões de dólares em honorários de dois escritórios de advocacia e 539 mil dólares em outras despesas, e surge depois de o juiz Lewis J. Liman ter reconhecido o direito de Lively a recuperar parte dos custos com base na secção 47.1 do Código Civil da Califórnia, que protege sobreviventes de assédio sexual de ações judiciais retaliatórias por difamação.

Segundo a equipa jurídica da atriz, o trabalho desenvolvido para obter o arquivamento da contrademanda de Baldoni foi “abrangente e necessário para alcançar a vitória completa que foi assegurada”. Os advogados argumentam que a Wayfarer Studios recorreu a “táticas de terra queimada” para drenar os recursos financeiros de Lively, incluindo uma campanha mediática diária e exigências de descoberta de provas consideradas excessivas. O sócio Michael Gottlieb declarou ter aplicado um desconto na sua tarifa horária habitual de 2.795 dólares, cobrando 2.187 dólares por hora, e contabilizou 224 horas de trabalho, num total de 457 mil dólares apenas para a sua intervenção.

Na perspetiva de analistas jurídicos norte-americanos, a decisão do juiz Liman assenta num mecanismo legal californiano que inverte o ónus dos custos quando uma ação por difamação é apresentada em resposta a uma denúncia de assédio e acaba por ser rejeitada. O magistrado considerou que Baldoni e a Wayfarer não produziram provas de que Lively tivesse agido com malícia, abrindo assim caminho ao pedido de reembolso. A disputa mais ampla foi encerrada em maio passado, com um acordo que não envolveu indemnização para a atriz, mas que deixou em aberto a questão das custas legais.

O caso remonta a dezembro de 2024, quando Lively acusou Baldoni de comportamento inadequado durante as filmagens de “It Ends With Us” — “É Assim que Acaba” no Brasil e em Portugal — e de orquestrar uma campanha de desprestígio. Baldoni negou as acusações e apresentou uma contrademanda de 400 milhões de dólares por difamação e extorsão, que foi arquivada. A cobertura na imprensa brasileira e portuguesa tem destacado o impacto do litígio na perceção pública dos protagonistas de um filme baseado no best-seller de Colleen Hoover. Baldoni e a Wayfarer Studios têm até 13 de julho para responder ao pedido de Lively, cabendo depois ao juiz decidir se aprova o montante total, o reduz ou o rejeita.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Blake Lively pede US$ 8 milhões em custas judiciais a Justin Baldoni

Atriz busca reembolso de honorários advocatícios após acordo que encerrou batalha judicial sobre acusações de assédio no set de 'É Assim que Acaba'.

A atriz Blake Lively apresentou num tribunal federal de Manhattan um pedido de reembolso de 8,04 milhões de dólares (cerca de 40 milhões de reais) em honorários advocatícios e custos processuais ao ator e realizador Justin Baldoni e à sua produtora Wayfarer Studios. A solicitação, entregue a 29 de junho, detalha 7,5 milhões de dólares em honorários de dois escritórios de advocacia e 539 mil dólares em outras despesas, e surge depois de o juiz Lewis J. Liman ter reconhecido o direito de Lively a recuperar parte dos custos com base na secção 47.1 do Código Civil da Califórnia, que protege sobreviventes de assédio sexual de ações judiciais retaliatórias por difamação.

Segundo a equipa jurídica da atriz, o trabalho desenvolvido para obter o arquivamento da contrademanda de Baldoni foi “abrangente e necessário para alcançar a vitória completa que foi assegurada”. Os advogados argumentam que a Wayfarer Studios recorreu a “táticas de terra queimada” para drenar os recursos financeiros de Lively, incluindo uma campanha mediática diária e exigências de descoberta de provas consideradas excessivas. O sócio Michael Gottlieb declarou ter aplicado um desconto na sua tarifa horária habitual de 2.795 dólares, cobrando 2.187 dólares por hora, e contabilizou 224 horas de trabalho, num total de 457 mil dólares apenas para a sua intervenção.

Na perspetiva de analistas jurídicos norte-americanos, a decisão do juiz Liman assenta num mecanismo legal californiano que inverte o ónus dos custos quando uma ação por difamação é apresentada em resposta a uma denúncia de assédio e acaba por ser rejeitada. O magistrado considerou que Baldoni e a Wayfarer não produziram provas de que Lively tivesse agido com malícia, abrindo assim caminho ao pedido de reembolso. A disputa mais ampla foi encerrada em maio passado, com um acordo que não envolveu indemnização para a atriz, mas que deixou em aberto a questão das custas legais.

O caso remonta a dezembro de 2024, quando Lively acusou Baldoni de comportamento inadequado durante as filmagens de “It Ends With Us” — “É Assim que Acaba” no Brasil e em Portugal — e de orquestrar uma campanha de desprestígio. Baldoni negou as acusações e apresentou uma contrademanda de 400 milhões de dólares por difamação e extorsão, que foi arquivada. A cobertura na imprensa brasileira e portuguesa tem destacado o impacto do litígio na perceção pública dos protagonistas de um filme baseado no best-seller de Colleen Hoover. Baldoni e a Wayfarer Studios têm até 13 de julho para responder ao pedido de Lively, cabendo depois ao juiz decidir se aprova o montante total, o reduz ou o rejeita.

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