
Azerbaijão proíbe redes sociais a menores de 16 anos e engrossa vaga regulatória global
Parlamento azeri aprovou lei que impede o registo de crianças em plataformas digitais, enquanto Austrália, Reino Unido e Indonésia lideram um movimento mundial de restrição do acesso infantil à internet.
O Parlamento do Azerbaijão aprovou, em terceira leitura, uma emenda que proíbe o registo de utilizadores com menos de 16 anos em redes sociais. A nova legislação, noticiada pela imprensa local, determina que a idade seja verificada através de cartão bancário, correio eletrónico ou número de telefone, cabendo aos fornecedores das plataformas a responsabilidade pela exatidão dos dados. Adolescentes entre os 16 e os 18 anos só poderão criar contas com o consentimento de um representante legal. A lei entrará em vigor doze meses após a sua publicação oficial e prevê multas que podem atingir os 400 mil manats (cerca de 235 mil dólares) para as plataformas que não cumprirem as exigências, incluindo a obrigação de abrir representação local e um centro de contacto com as autoridades.
A decisão de Baku insere-se numa vaga regulatória que, segundo um levantamento do grupo de media russo RBC, já abrange mais de vinte países. A Austrália foi pioneira, em dezembro de 2025, ao impor a dez grandes plataformas — entre as quais TikTok, YouTube e os serviços da Meta — a verificação da idade e o bloqueio de menores de 16 anos, sob pena de multas milionárias. O Reino Unido anunciou um plano semelhante, com aplicação prevista para a primavera de 2027, e a Indonésia e a Malásia começaram a adotar restrições nos últimos meses. Na perspetiva de Londres, a medida visa “devolver a infância às crianças”, retirando-as de ecossistemas algorítmicos que promovem a dependência e a validação pelos pares.
A eficácia destas proibições é, contudo, alvo de debate. Investigações recentes citadas por meios de comunicação russos indicam que muitos adolescentes australianos continuam a contornar os bloqueios, recorrendo a VPN ou a dados falsos. Em Moscovo, o fundador do Telegram, Pavel Durov, criticou abertamente as restrições, argumentando que empurram os menores para “conteúdos ilegais muito mais perigosos”. Um estudo das universidades de Nova Iorque e Northeastern, divulgado pela imprensa argentina, concluiu que cerca de 60% das funções de segurança para crianças em plataformas como Instagram, YouTube e Snapchat não cumprem o prometido, seja por falhas técnicas ou por dificuldade de acesso às definições. As empresas visadas refutaram as conclusões, afirmando que as suas ferramentas reduzem o contacto indesejado e o tempo de ecrã.
No espaço lusófono, o debate também ganha corpo. Em Brasília, propostas legislativas que preveem a verificação de idade e restrições ao acesso de menores têm sido discutidas em comissões parlamentares, enquanto em Lisboa o tema é acompanhado por entidades reguladoras da comunicação. A lei azeri deverá produzir efeitos plenos em meados de 2026, ao passo que o Reino Unido trabalha com o prazo de 2027 e outros países, como a Noruega e a Dinamarca, estudam a expansão das limitações. A pressão jurídica e financeira sobre as gigantes tecnológicas intensifica-se, com ações judiciais movidas por escolas e famílias que acusam as plataformas de conceberem produtos aditivos. O dossiê permanece em aberto, e a expectativa é que novos anúncios governamentais surjam nas próximas semanas, à medida que os legisladores procuram equilibrar a proteção da infância com as liberdades digitais.
| Imprensa russa e CEI | +0.40 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.50 | critical |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
The Azerbaijani government acts responsibly to protect minors, following a successful model already adopted by other sovereign states.
State control is normalized by presenting it as a technical and inevitable measure in a global context.
International criticism of digital freedom restrictions and potential abuses of the measure are not mentioned.
Azerbaijan sacrifices young people's digital rights on the altar of state control, ignoring international recommendations.
A parallel is drawn between the ban and political repression, raising alarm about the spread of authoritarianism.
Data on child protection from harmful content that could justify the measure is not considered.
Azerbaijan joins countries that restrict minors' access to social networks, an expanding phenomenon.
A descriptive tone is used, avoiding ethical evaluations, and similar cases are cataloged.
Possible side effects on freedom of expression are not explored.
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