
Barcelona acelera reformulação com Adeyemi e Bisiwu, e pode vender Raphinha e Ferran
Enquanto encaminha as chegadas de Karim Adeyemi e Jesse Bisiwu, o Barcelona avalia ofertas milionárias do Al-Hilal por Raphinha e do PSG por Ferran Torres, num mercado agitado após o Mundial de 2026.
Barcelona está a finalizar a contratação do extremo alemão Karim Adeyemi, do Borussia Dortmund, por um valor que, segundo a imprensa catalã, rondará os 22 milhões de euros fixos mais 7 milhões em variáveis. O negócio, considerado uma pechincha face ao potencial do jogador de 24 anos, foi possível porque Adeyemi entrou no último ano de contrato, e o treinador do Dortmund, Niko Kovac, terá admitido a derrota na tentativa de renovação. A chegada do internacional alemão insere-se numa clara aposta do técnico Hansi Flick em extremos rápidos e verticais, depois de o clube já ter garantido Anthony Gordon ao Newcastle por 80 milhões de euros.
Em paralelo, o Barcelona alcançou um acordo total para contratar o jovem belga Jesse Bisiwu, de 18 anos, ao Club Brugge, por 10 milhões de euros mais 30% de uma futura mais-valia. Bisiwu, que se juntará inicialmente à equipa B, é mais um extremo canhoto, o que, na perspetiva de analistas em Espanha, sinaliza o fim do ciclo de Raphinha no clube. O internacional brasileiro, de 29 anos, tem uma proposta de 80 milhões de euros do Al-Hilal, da Arábia Saudita, que lhe quadruplicaria o salário, mas o jogador prefere permanecer na Europa. Contudo, as lesões musculares que o afetaram na última época — perdeu mais de 20 jogos, incluindo os quartos de final da Liga dos Campeões — e a renovação contratual até 2028 não impedem que a direção catalã veja com bons ojos um encaixe financeiro agora, antes de uma eventual desvalorização.
Outro atacante com futuro incerto é Ferran Torres. O espanhol, que nunca foi titular indiscutível sob o comando de Flick, está em negociações avançadas com o Paris Saint-Germain, segundo a imprensa de Barcelona. O PSG, orientado por Luis Enrique — antigo selecionador de Espanha e ex-sogro de Ferran —, procura um substituto para Gonçalo Ramos, que rumou ao AC Milan. Com contrato até 2027, o Barcelona poderá ser forçado a aceitar um valor reduzido para evitar perder o jogador a custo zero dentro de um ano. Ferran, que custou 55 milhões de euros ao Manchester City em 2021, afirmou durante o Mundial que o seu futuro não era prioritário, mas a concorrência com Gordon, Adeyemi e a possível chegada de Julián Álvarez, do Atlético de Madrid, torna a sua saída cada vez mais provável.
O mercado pós-Mundial de 2026 aquece também noutras frentes. O Ajax, dos Países Baixos, tenta contratar o médio marroquino Azzedine Ounahi, que brilhou pela seleção de Marrocos até aos quartos de final. O clube de Amesterdão negoceia com o Girona uma redução da cláusula de rescisão de 25 milhões de euros, aproveitando a relação do treinador Míchel, que orientou Ounahi na Catalunha antes de se mudar para os Países Baixos. A operação, noticiada pela imprensa neerlandesa, enfrenta a concorrência de outros clubes europeus.
Para o Barcelona, as decisões finais sobre Raphinha e Ferran Torres deverão ser tomadas após o regresso dos jogadores das seleções. Raphinha, que teve um Mundial discreto pelo Brasil — lesionou-se frente ao Haiti e não voltou a jogar, além de se envolver em polémicas —, goza de um período de descanso em Porto Alegre antes de se apresentar a Flick. Já Ferran Torres prepara-se para a meia-final do Mundial com a Espanha frente à França, repleta de estrelas do PSG. O desfecho destas negociações ditará a face do ataque blaugrana para a temporada 2026/27.
| Imprensa europeia continental | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | +0.30 | aligned |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
O BVB desistiu, Kovac falhou. O Barça vence.
Ao enfatizar a rendição do BVB e transformar Kovac em bode expiatório, cria-se uma narrativa de fraqueza alemã e oportunismo catalão.
Outras negociações do Barça (Gordon, Bisiwu, Raphinha) estão ausentes, dando a impressão de que o único movimento é a chegada de Adeyemi.
O dinheiro saudita é enorme, mas o jogador resiste. O Barça se mantém firme.
Ao destacar a oferta financeira impressionante e a relutância do jogador, cria-se uma tensão entre dinheiro e lealdade, tornando o resultado incerto.
Não menciona as contratações do Barça (Adeyemi, Gordon, Bisiwu), que mostram uma estratégia ofensiva mais ampla.
O Barça está reconstruindo seu ataque com movimentos inteligentes e metódicos, aguardando as ofertas certas.
Ao apresentar múltiplas negociações em andamento como parte de um plano coerente, a incerteza é normalizada e a competência do clube é projetada.
Falta a perspectiva crítica alemã sobre a saída de Adeyemi, o que poderia fazer o Barça parecer mais predador do que oportunista.
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