
Ataques ucranianos matam cinco e suspendem venda de combustível na Crimeia
Ofensiva com drones atinge infraestrutura logística e energética, levando a cortes de eletricidade e à interrupção do tráfego no Estreito de Kerch em plena temporada turística.
Pelo menos cinco pessoas morreram e 28 ficaram feridas em ataques de drones ucranianos contra a península da Crimeia, ocupada pela Rússia, e a região russa de Krasnodar, na madrugada de domingo (21). O governador da Crimeia nomeado por Moscovo, Serguei Axiónov, confirmou quatro vítimas mortais em Kerch e a suspensão total da venda de combustível a particulares e empresas, limitando o abastecimento a agências estatais. Do lado russo do estreito de Kerch, uma pessoa morreu a bordo de um ferry-boat que foi atingido, segundo as autoridades locais. Os ataques causaram ainda incêndios em terminais petrolíferos e danos em infraestruturas elétricas, deixando áreas sem energia.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reivindicou a responsabilidade pelas ofensivas, descrevendo-as como parte das "sanções de longo alcance" contra a logística militar e a indústria petrolífera da Rússia. "Tudo isto é uma resposta justa aos brutais ataques russos contra o nosso povo", afirmou, referindo-se a bombardeamentos russos que mataram pelo menos 11 pessoas no leste da Ucrânia no sábado. O Ministério da Defesa russo declarou ter abatido 239 drones, mas reconheceu danos nas instalações portuárias de Kerch e Kavkaz. Axiónov atribuiu as vítimas civis a fragmentos de drones, enquanto as comunicações oficiais de Kiev negam visar a população civil.
A paralisação da venda de gasolina, a interrupção temporária do tráfego de ferries e o fecho da ponte da Crimeia por mais de nove horas evidenciam o impacto da estratégia ucraniana de asfixiar as rotas de abastecimento que sustentam a presença militar russa na península, anexada em 2014. A crise energética intensifica-se no início da época turística, com relatos de longas filas em postos de combustível e de um mercado paralelo a preços duplicados. Observadores na região notam que a Ucrânia tem conseguido reduzir a capacidade russa de projetar força a partir do Mar Negro, ao atacar com precisão depósitos de petróleo, refinarias e vias logísticas.
O impasse diplomático e a intensificação dos bombardeamentos deixam antever a continuação da via militar. Em Brasília, o Governo brasileiro tem reiterado a defesa de uma solução negociada, ao mesmo tempo que monitoriza o impacto das tensões nos preços globais de energia — um fator sensível para a economia nacional. Em Lisboa, fontes da Aliança Atlântica sublinham que o reforço da capacidade ofensiva de Kiev, com sistemas de drones de longo alcance, altera o equilíbrio no terreno, mas acarreta riscos de contágio para território russo. Para Angola e outros produtores africanos de petróleo, a instabilidade no Mar Negro pode beneficiar momentaneamente as receitas, mas em Luanda analistas advertem que uma guerra prolongada desorganiza os mercados e adia a retoma do investimento externo. Não foram anunciadas datas para o restabelecimento da venda de combustível, e as autoridades russas limitam-se a prometer soluções rápidas. Kiev, por seu lado, afirma que prosseguirá os ataques à retaguarda logística do invasor.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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The coverage highlights civilian casualties from Ukrainian drone strikes on Crimea and the ensuing fuel shortage, with gas stations halting sales to the public. It portrays the attack as part of an intensified Ukrainian campaign to disrupt Russian supply lines.
The coverage frames the Ukrainian strike on Kerch port as a significant blow to Russian logistics, with civilian casualties. Some outlets highlight it as a justified response to Russian brutality, while others focus on the broader escalation of hostilities.
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