Entrar
Edição das 10:00 CETterça-feira, 30 de junho de 2026
311 veículos · 17 idiomas621 briefing hoje
Defesa e Segurançasegunda-feira, 29 de junho de 2026

Ataque israelita em Gaza mata três palestinianos, incluindo uma criança, apesar do cessar-fogo

O bombardeamento em Deir al-Balah ocorre num contexto de violações mútuas do acordo de cessar-fogo, com mais de mil mortos desde outubro, enquanto Israel expande a sua zona de controlo no território.

Um ataque aéreo israelita com drone matou três palestinianos, entre os quais uma criança de oito anos, na manhã de segunda-feira em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território e fontes da defesa civil. O exército israelita confirmou a operação, afirmando ter visado “terroristas jihadistas” na zona, e indicou que os resultados estão “sob avaliação”. O mesmo ministério reportou que, desde sábado, doze palestinianos — oito homens e quatro crianças — foram mortos por fogo israelita, num período em que o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, em vigor desde outubro de 2024, continua a ser abalado por ações militares diárias.

Na perspetiva das autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, os ataques constituem violações sistemáticas do acordo. O movimento acusa Israel de desrespeitar a trégua, enquanto responsáveis militares israelitas justificam as incursões como resposta a ameaças contra as suas forças ou contra participantes no ataque de 7 de outubro de 2023. O enviado norte-americano para a região, Nikolay Mladenov, nomeado pelo Presidente Donald Trump, afirmou que ambas as partes têm violado o cessar-fogo. Dados compilados por cada lado indicam que, desde a entrada em vigor do acordo, há oito meses, 1.045 palestinianos e quatro soldados israelitas foram mortos em Gaza.

Paralelamente aos bombardeamentos, testemunhas e fontes de segurança em Gaza relataram que forças israelitas deslocaram em cerca de 150 metros para oeste os blocos de betão que marcam a chamada “Linha Amarela”, uma faixa de segurança imposta por Israel no interior do enclave, alargando assim as zonas sob seu controlo. De acordo com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o exército controla atualmente cerca de 70% do território de Gaza, um aumento face aos 60% anteriormente reportados. A mesma fonte indicou que o exército realizou demolições de edifícios a nordeste de Khan Younis e disparou contra tendas de deslocados em Al-Mawasi, no noroeste de Rafah, sem registo de feridos. Um segundo ataque aéreo, em Khan Younis, matou duas pessoas e feriu mais de 27, segundo a defesa civil, elevando para cinco o total de vítimas mortais na jornada.

O atual ciclo de violência insere-se na guerra desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Desde então, mais de 73.000 palestinianos foram mortos e mais de 173.000 ficaram feridos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, e cerca de 90% das infraestruturas civis do enclave foram destruídas ou danificadas. O cessar-fogo de outubro de 2024, alcançado com mediação norte-americana, não interrompeu as operações militares israelitas nem os disparos de rockets a partir de Gaza, e as negociações para uma trégua duradoura permanecem num impasse. Observadores em Lisboa e Brasília notam que a comunidade internacional continua a acompanhar a situação sem que se vislumbre uma solução diplomática imediata, enquanto as operações no terreno prosseguem.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 2 idiomas

24%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa do Golfo árabeImprensa árabe Levante-Magrebe
Imprensa do Golfo árabe
IndignaçãoAlarmeRevanchismo

Em violação do cessar-fogo, o exército de ocupação israelita matou três palestinianos, incluindo uma criança, num ataque aéreo em Deir al-Balah. As forças de ocupação estão a expandir o seu controlo sobre o território, enquanto o número de vítimas aumenta. A comunidade internacional assiste em silêncio a estas contínuas violações.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
IndignaçãoVitimismoRevanchismo

O ocupante sionista matou três palestinianos, incluindo uma criança, numa nova violação do cessar-fogo em Gaza. Estes ataques inserem-se numa estratégia de expansão territorial e repressão sistemática. A resistência palestiniana é a única resposta legítima a esta agressão colonial.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
De Seattle a Hollywood: 'Elle' e 'Minions' reinventam origens em julho·Martinelli evita vexame histórico e coloca Brasil nos oitavos do Mundial 2026·México expõe defesa intransponível e campanha perfeita diante do Equador nos dezesseis avos de final·Costa do Marfim e Noruega definem adversário do Brasil nas oitavas; França estreia no mata-mata·Suprema Corte dos EUA amplia poder presidencial sobre agências, mas preserva independência do Fed·Gripe aviária avança na Austrália e Nepal, enquanto Argentina deteta hantavírus inédito na Terra do Fogo·Secretário dos EUA celebra eliminação do Irão do Mundial com 'dança da vitória'·Crianças abandonadas ou vítimas de maus-tratos mobilizam autoridades nos EUA, México e Bangladesh·De Seattle a Hollywood: 'Elle' e 'Minions' reinventam origens em julho·Martinelli evita vexame histórico e coloca Brasil nos oitavos do Mundial 2026·México expõe defesa intransponível e campanha perfeita diante do Equador nos dezesseis avos de final·Costa do Marfim e Noruega definem adversário do Brasil nas oitavas; França estreia no mata-mata·Suprema Corte dos EUA amplia poder presidencial sobre agências, mas preserva independência do Fed·Gripe aviária avança na Austrália e Nepal, enquanto Argentina deteta hantavírus inédito na Terra do Fogo·Secretário dos EUA celebra eliminação do Irão do Mundial com 'dança da vitória'·Crianças abandonadas ou vítimas de maus-tratos mobilizam autoridades nos EUA, México e Bangladesh·
Atualizado 22:512 idiomas · 4 veículos
AnteriorDefesa e SegurançaPróximo
4 veículos|2 idiomas|3 min de leitura
segunda-feira, 29 de junho de 2026

Ataque israelita em Gaza mata três palestinianos, incluindo uma criança, apesar do cessar-fogo

O bombardeamento em Deir al-Balah ocorre num contexto de violações mútuas do acordo de cessar-fogo, com mais de mil mortos desde outubro, enquanto Israel expande a sua zona de controlo no território.

Um ataque aéreo israelita com drone matou três palestinianos, entre os quais uma criança de oito anos, na manhã de segunda-feira em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território e fontes da defesa civil. O exército israelita confirmou a operação, afirmando ter visado “terroristas jihadistas” na zona, e indicou que os resultados estão “sob avaliação”. O mesmo ministério reportou que, desde sábado, doze palestinianos — oito homens e quatro crianças — foram mortos por fogo israelita, num período em que o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, em vigor desde outubro de 2024, continua a ser abalado por ações militares diárias.

Na perspetiva das autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, os ataques constituem violações sistemáticas do acordo. O movimento acusa Israel de desrespeitar a trégua, enquanto responsáveis militares israelitas justificam as incursões como resposta a ameaças contra as suas forças ou contra participantes no ataque de 7 de outubro de 2023. O enviado norte-americano para a região, Nikolay Mladenov, nomeado pelo Presidente Donald Trump, afirmou que ambas as partes têm violado o cessar-fogo. Dados compilados por cada lado indicam que, desde a entrada em vigor do acordo, há oito meses, 1.045 palestinianos e quatro soldados israelitas foram mortos em Gaza.

Paralelamente aos bombardeamentos, testemunhas e fontes de segurança em Gaza relataram que forças israelitas deslocaram em cerca de 150 metros para oeste os blocos de betão que marcam a chamada “Linha Amarela”, uma faixa de segurança imposta por Israel no interior do enclave, alargando assim as zonas sob seu controlo. De acordo com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o exército controla atualmente cerca de 70% do território de Gaza, um aumento face aos 60% anteriormente reportados. A mesma fonte indicou que o exército realizou demolições de edifícios a nordeste de Khan Younis e disparou contra tendas de deslocados em Al-Mawasi, no noroeste de Rafah, sem registo de feridos. Um segundo ataque aéreo, em Khan Younis, matou duas pessoas e feriu mais de 27, segundo a defesa civil, elevando para cinco o total de vítimas mortais na jornada.

O atual ciclo de violência insere-se na guerra desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Desde então, mais de 73.000 palestinianos foram mortos e mais de 173.000 ficaram feridos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, e cerca de 90% das infraestruturas civis do enclave foram destruídas ou danificadas. O cessar-fogo de outubro de 2024, alcançado com mediação norte-americana, não interrompeu as operações militares israelitas nem os disparos de rockets a partir de Gaza, e as negociações para uma trégua duradoura permanecem num impasse. Observadores em Lisboa e Brasília notam que a comunidade internacional continua a acompanhar a situação sem que se vislumbre uma solução diplomática imediata, enquanto as operações no terreno prosseguem.

Divergência das fontes

Defesa e Segurança · 4 veículos · 2 idiomas

24%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro14%
Crítico86%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 2 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa do Golfo árabeImprensa árabe Levante-Magrebe
Imprensa do Golfo árabe
IndignaçãoAlarmeRevanchismo

Em violação do cessar-fogo, o exército de ocupação israelita matou três palestinianos, incluindo uma criança, num ataque aéreo em Deir al-Balah. As forças de ocupação estão a expandir o seu controlo sobre o território, enquanto o número de vítimas aumenta. A comunidade internacional assiste em silêncio a estas contínuas violações.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
IndignaçãoVitimismoRevanchismo

O ocupante sionista matou três palestinianos, incluindo uma criança, numa nova violação do cessar-fogo em Gaza. Estes ataques inserem-se numa estratégia de expansão territorial e repressão sistemática. A resistência palestiniana é a única resposta legítima a esta agressão colonial.

Esta notícia apareceu em

4 veículos · 2 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Keiko Fujimori vence presidenciais no Peru com margem de 49.641 votos

8 idiomas · 49 veículos

De Economy & Markets

Espanha racha frente europeia e atrai investimento chinês; África ganha relevância

3 idiomas · 6 veículos

De Technology

WhatsApp permitirá conversas sem partilha de número de telefone com novos nomes de utilizador

8 idiomas · 29 veículos

Ler mais