
Argentina e França reeditam final do Qatar em dia de estreias no Mundial 2026
Campeã e vice entram em campo nesta terça-feira nos EUA, enquanto Noruega de Haaland e Iraque completam a rodada com quatro jogos nos Grupos I e J.
A Copa do Mundo de 2026 vive nesta terça-feira (16) a sua jornada mais aguardada desde o apito inicial. Argentina e França, protagonistas da final de 2022 no Qatar, fazem as suas estreias no torneio que se espalha pela América do Norte, reacendendo a rivalidade que marcou a última edição. Os olhos do planeta estarão voltados para Lionel Messi e Kylian Mbappé, mas a rodada reserva também a primeira aparição de Erling Haaland em um Mundial, num dia que mobiliza audiências de Brasília a Lisboa com quatro partidas distribuídas por três fusos horários dos Estados Unidos.
A ação começa às 16h (horário de Brasília, 20h em Lisboa e Luanda) com o duelo entre França e Senegal, no MetLife Stadium, em Nova Jersey — o mesmo palco que receberá a grande final em 19 de julho. Pelo Grupo I, os Bleus, comandados por Didier Deschamps, tentam preservar uma invencibilidade em estreias que perdura desde 2002, enquanto os senegaleses buscam surpreender uma das seleções mais valiosas do torneio. Às 19h (23h em Lisboa), o Gillette Stadium, em Boston, será o cenário de Noruega x Iraque, confronto que marca o regresso norueguês à elite e a primeira oportunidade de ver Haaland, artilheiro do Manchester City, num palco global de seleções.
O prato principal está reservado para as 22h em Brasília (2h da madrugada de quarta-feira em Portugal e Angola), quando a Argentina inicia a defesa do título contra a Argélia, no Arrowhead Stadium, em Kansas. A Albiceleste, agora sob o peso da coroa conquistada em Lusail, integra o Grupo J e sabe que tropeços iniciais podem complicar o caminho — um alerta reforçado por analistas sul-americanos que recordam o percalço espanhol na abertura do torneio. A rodada encerra-se já na madrugada de quarta-feira, à 1h (6h em Lisboa), com Áustria x Jordânia, em São Francisco, completando a segunda partida do Grupo J.
Na perspetiva de Brasília, a programação favorece o espectador: os três primeiros jogos encaixam-se confortavelmente no período da tarde e noite, enquanto o duelo argentino, apesar de tardio, herda a audiência cativa do futebol sul-americano. Observadores em Lisboa e Luanda, porém, enfrentam uma maratona que avança pela madrugada, com o pontapé de saída da Argentina a exigir insónia ou alarmes. A imprensa colombiana, por sua vez, destaca o caráter nivelado do Grupo I e a pressão sobre os favoritos, num Mundial expandido para 104 partidas que já começa a revelar que o peso da história não garante triunfos automáticos. A jornada de hoje é, acima de tudo, um teste de nervos para quem sonha com o troféu dourado.
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