
Apple processa OpenAI por roubo de segredos comerciais e abala parceria em IA
Ação judicial na Califórnia expõe disputa entre gigantes da tecnologia e ameaça planos de abertura de capital da criadora do ChatGPT.
A Apple apresentou uma ação na Justiça Federal da Califórnia contra a OpenAI, a sua subsidiária io Products e dois antigos funcionários, acusando a empresa de inteligência artificial de orquestrar uma campanha sistemática para apropriação de segredos comerciais. A petição, de 41 páginas, alega que a OpenAI recrutou agressivamente mais de 400 ex-empregados da Apple e utilizou informações confidenciais para desenvolver o seu próprio hardware de consumo, incluindo um dispositivo centrado em IA previsto para os próximos meses. A fabricante do iPhone pede uma indemnização por danos não especificados e uma liminar que proíba a utilização de qualquer material proprietário.
Em comunicado, a Apple afirmou que “evidências significativas” mostram que indivíduos da OpenAI se apropriaram indevidamente de informações sobre tecnologias e produtos ainda não lançados, e que a empresa “sempre defenderá o trabalho árduo e as inovações das suas equipas”. Já a OpenAI, através de um porta-voz, declarou à BBC não ter “interesse em segredos comerciais de outras empresas” e estar focada em “construir tecnologia inovadora”. A ação nomeia Tang Yew Tan, ex-vice-presidente de design de produto da Apple e atual diretor de hardware da OpenAI, e o engenheiro Chang Liu. Segundo a petição, Tan terá usado nomes de código de projetos confidenciais em entrevistas de emprego e instruído candidatos a levar componentes físicos para sessões de “mostra e conta”. Liu é acusado de ter descarregado dezenas de ficheiros confidenciais após deixar a Apple e de ter explorado uma vulnerabilidade na rede para continuar a aceder a dados internos.
A disputa judicial complica os planos da OpenAI de realizar uma oferta pública inicial (IPO) nos próximos meses. A empresa, avaliada em cerca de 852 mil milhões de dólares, via na expansão para hardware de consumo uma importante alavanca de crescimento. Na perspetiva de analistas norte-americanos, o processo pode atrasar o lançamento do dispositivo e gerar incerteza entre investidores. Na Europa, a imprensa financeira destaca que a ação ocorre num momento em que a OpenAI já enfrentava tensões com a Apple — em maio, a Bloomberg noticiou que a própria OpenAI considerava processar a gigante de Cupertino por suposto incumprimento na promoção da integração do ChatGPT. A queixa da Apple descreve o negócio de hardware da OpenAI como “assente nas fundações mais instáveis, apodrecido até ao núcleo pela sua dependência ilegal de segredos comerciais apropriados indevidamente”.
A parceria entre as duas empresas, firmada em 2024 para integrar o ChatGPT nos dispositivos Apple, deteriorou-se rapidamente após a OpenAI adquirir a io Products, startup cofundada pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive, por 6,5 mil milhões de dólares em 2025. A Apple alega que tentou resolver o litígio extrajudicialmente em fevereiro, sem resposta. A ação também revela que a OpenAI terá aconselhado funcionários a não revelarem o próximo empregador e a evitarem a “temida saída imediata” para prolongar o acesso a sistemas internos. Na América do Sul, a imprensa brasileira sublinha que o caso expõe a escalada na rivalidade entre as duas empresas, que agora disputam o mercado de dispositivos com IA, enquanto a Apple se volta para o Google Gemini nas novas funcionalidades do Siri.
O tribunal federal de São José ainda não se pronunciou sobre o pedido de liminar. A Apple solicita um julgamento com júri e a destruição de todos os materiais proprietários em posse da OpenAI. A empresa de Sam Altman, que está a rever a queixa, não indicou se apresentará uma contestação formal. O desfecho do caso poderá estabelecer precedentes sobre a proteção de segredos comerciais na migração de talentos entre gigantes tecnológicos, num momento em que a corrida pela supremacia em IA se intensifica globalmente.
| Imprensa europeia continental | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.50 | critical |
| Imprensa latino-americana | −0.70 | critical |
A Apple acusa a OpenAI de roubo de segredos comerciais, com base em provas concretas e depoimentos de ex-funcionários.
A narrativa baseia-se em detalhes legais e declarações oficiais para parecer imparcial e credível.
Não menciona a parceria anterior entre Apple e OpenAI, que no bloco atlântico é apresentada como um fator chave para entender a ruptura.
A Apple rompe a parceria com a OpenAI e a acusa de ter roubado segredos para construir hardware concorrente.
Ao enfatizar a ruptura e o contraste, cria-se uma narrativa de conflito épico que capta a atenção.
Não fornece os detalhes específicos sobre os ex-funcionários e os métodos do suposto roubo, presentes nos blocos europeu e latino-americano.
A Apple é vítima de um roubo sistemático de propriedade intelectual pela OpenAI, que explorou ex-funcionários para roubar projetos.
Ao destacar um padrão de má conduta e a responsabilidade dos altos executivos, constrói-se uma imagem da OpenAI como reincidente.
Não destaca a ruptura da parceria, concentrando-se em vez disso na má conduta da OpenAI.
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