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Esportequarta-feira, 8 de julho de 2026

Após 27 dias de futebol ininterrupto, Mundial 2026 faz pausa antes dos quartos de final

O torneio entra em recesso nesta quarta-feira para recuperação das seleções, enquanto se preparam os duelos que definirão os semifinalistas a partir de quinta.

Pela primeira vez desde 11 de junho, o planeta não terá um único jogo de Copa do Mundo nesta quarta-feira. A pausa, prevista no calendário da FIFA, interrompe uma maratona de 27 dias consecutivos com partidas e visa garantir o período mínimo de três dias de descanso entre as fases eliminatórias. Nas redes sociais, torcedores brasileiros reagiram com uma mistura de melancolia e ansiedade, partilhando memes que ironizavam a “abstinência” de futebol e o sentimento de vazio com a aproximação do fim do torneio, que se encerra em 19 de julho.

A ação regressa na quinta-feira com o arranque dos quartos de final, que se estendem até sábado e colocam frente a frente seis seleções europeias, uma africana e uma sul-americana. França e Marrocos abrem a fase às 17h (de Brasília) no Gillette Stadium, em Foxborough, num reencontro que evoca a semifinal de 2022, vencida pelos franceses por 2-0. Os Bleus, que buscam a terceira final consecutiva, chegam embalados por uma campanha de cinco vitórias, a última delas um sofrido 1-0 sobre o Paraguai com golo de penálti de Mbappé. Marrocos, por sua vez, quer repetir a histórica presença nas meias-finais e alimenta a expectativa de uma revanche, depois de eliminar os Países Baixos nos penáltis e golear o anfitrião Canadá por 3-0.

A designação do árbitro argentino Facundo Tello para o duelo gerou repercussão na imprensa marroquina e em setores da análise africana, que recordam as críticas de jogadores portugueses à sua atuação no Mundial do Catar, quando Marrocos eliminou Portugal nos quartos de final. Na perspetiva de Paris, o técnico Didier Deschamps minimizou a polémica, afirmando confiar plenamente no trio de arbitragem. O confronto tático promete duelos individuais de alto nível, como o embate entre o marroquino Achraf Hakimi e o extremo francês Ousmane Dembélé, ambos colegas no Paris Saint-Germain.

Os restantes jogos completam um cardápio de peso. Na sexta-feira, às 16h, a Espanha, única equipa que ainda não sofreu golos no torneio, enfrenta a Bélgica da “Geração Dourada” em Los Angeles. No sábado, a Noruega de Erling Haaland mede forças com a Inglaterra de Harry Kane e Jude Bellingham às 18h em Miami, enquanto a Argentina, atual campeã, encara a Suíça às 22h em Kansas City, depois de uma épica reviravolta diante do Egito nos oitavos. Observadores em Lisboa notam que a hegemonia europeia nas quartas (seis entre oito) contrasta com a eliminação precoce de Brasil e Portugal, aumentando a pressão sobre as seleções do Velho Continente.

Os vencedores destes confrontos garantem lugar nas semifinais, marcadas para 14 e 15 de julho. Do lado da chave, o sobrevivente de França-Marrocos defrontará o vencedor de Espanha-Bélgica, enquanto na outra metade Noruega ou Inglaterra espera por Argentina ou Suíça. A pausa desta quarta-feira é, assim, o prelúdio de uma semana que definirá os finalistas e encaminhará o desfecho de um Mundial que já entrou na sua reta decisiva.

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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Após 27 dias de futebol ininterrupto, Mundial 2026 faz pausa antes dos quartos de final

O torneio entra em recesso nesta quarta-feira para recuperação das seleções, enquanto se preparam os duelos que definirão os semifinalistas a partir de quinta.

Pela primeira vez desde 11 de junho, o planeta não terá um único jogo de Copa do Mundo nesta quarta-feira. A pausa, prevista no calendário da FIFA, interrompe uma maratona de 27 dias consecutivos com partidas e visa garantir o período mínimo de três dias de descanso entre as fases eliminatórias. Nas redes sociais, torcedores brasileiros reagiram com uma mistura de melancolia e ansiedade, partilhando memes que ironizavam a “abstinência” de futebol e o sentimento de vazio com a aproximação do fim do torneio, que se encerra em 19 de julho.

A ação regressa na quinta-feira com o arranque dos quartos de final, que se estendem até sábado e colocam frente a frente seis seleções europeias, uma africana e uma sul-americana. França e Marrocos abrem a fase às 17h (de Brasília) no Gillette Stadium, em Foxborough, num reencontro que evoca a semifinal de 2022, vencida pelos franceses por 2-0. Os Bleus, que buscam a terceira final consecutiva, chegam embalados por uma campanha de cinco vitórias, a última delas um sofrido 1-0 sobre o Paraguai com golo de penálti de Mbappé. Marrocos, por sua vez, quer repetir a histórica presença nas meias-finais e alimenta a expectativa de uma revanche, depois de eliminar os Países Baixos nos penáltis e golear o anfitrião Canadá por 3-0.

A designação do árbitro argentino Facundo Tello para o duelo gerou repercussão na imprensa marroquina e em setores da análise africana, que recordam as críticas de jogadores portugueses à sua atuação no Mundial do Catar, quando Marrocos eliminou Portugal nos quartos de final. Na perspetiva de Paris, o técnico Didier Deschamps minimizou a polémica, afirmando confiar plenamente no trio de arbitragem. O confronto tático promete duelos individuais de alto nível, como o embate entre o marroquino Achraf Hakimi e o extremo francês Ousmane Dembélé, ambos colegas no Paris Saint-Germain.

Os restantes jogos completam um cardápio de peso. Na sexta-feira, às 16h, a Espanha, única equipa que ainda não sofreu golos no torneio, enfrenta a Bélgica da “Geração Dourada” em Los Angeles. No sábado, a Noruega de Erling Haaland mede forças com a Inglaterra de Harry Kane e Jude Bellingham às 18h em Miami, enquanto a Argentina, atual campeã, encara a Suíça às 22h em Kansas City, depois de uma épica reviravolta diante do Egito nos oitavos. Observadores em Lisboa notam que a hegemonia europeia nas quartas (seis entre oito) contrasta com a eliminação precoce de Brasil e Portugal, aumentando a pressão sobre as seleções do Velho Continente.

Os vencedores destes confrontos garantem lugar nas semifinais, marcadas para 14 e 15 de julho. Do lado da chave, o sobrevivente de França-Marrocos defrontará o vencedor de Espanha-Bélgica, enquanto na outra metade Noruega ou Inglaterra espera por Argentina ou Suíça. A pausa desta quarta-feira é, assim, o prelúdio de uma semana que definirá os finalistas e encaminhará o desfecho de um Mundial que já entrou na sua reta decisiva.

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