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Esporteterça-feira, 30 de junho de 2026

Alemanha tomba nos pênaltis diante do Paraguai e aprofunda crise em Mundiais

Derrota por 4 a 3 nas penalidades, após empate em 1 a 1 e gol anulado pelo VAR, elimina tetracampeã na primeira fase a eliminar e reacende debate sobre o comando de Julian Nagelsmann.

A eliminação da Alemanha no Mundial de 2026 materializou-se de forma cruel na noite de Boston. Depois de um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e no prolongamento, o Paraguai venceu por 4 a 3 na decisão por grandes penalidades, infligindo à tetracampeã mundial a sua primeira derrota em desempates da competição. O desfecho foi antecedido por um lance de enorme controvérsia: aos 103 minutos, Jonathan Tah cabeceou para o fundo da baliza, mas o árbitro marroquino Jalal Jayed, após revisão do vídeo-árbitro, anulou o golo por falta de Waldemar Anton sobre o guarda-redes Orlando Gill. Na marca dos onze metros, Kai Havertz, Nick Woltemade e o próprio Tah falharam, enquanto José Canale converteu o remate decisivo para selar a passagem dos sul-americanos aos oitavos de final.

A atuação alemã foi alvo de uma autocrítica feroz, dentro e fora do relvado. O capitão Joshua Kimmich afirmou que a equipa “mereceu a eliminação”, reconhecendo que tiveram “grandes problemas com três equipas que não eram de classe mundial”. O treinador Julian Nagelsmann, por seu turno, classificou a anulação do golo como “uma piada completa”, mas admitiu que a Alemanha “já não faz parte das equipas de primeira classe”. A imprensa germânica foi impiedosa: o diário Bild descreveu a exibição como “lenta, aborrecida e letárgica”, enquanto o Kicker a considerou “um testemunho de incompetência”. Na perspetiva de analistas em Lisboa, a sucessão de eliminações precoces — fase de grupos em 2018 e 2022, e agora nos 32 avos — evidencia um declínio estrutural que transcende a troca de treinadores.

Do lado paraguaio, a vitória foi recebida com euforia contida e uma leitura tática precisa. O selecionador Gustavo Alfaro descreveu o triunfo como “a vitória mais importante da minha vida” e elogiou a disciplina defensiva dos seus jogadores, que souberam “impedir a Alemanha de encontrar espaços”. A equipa, que chegou ao torneio como uma das piores classificadas entre as apuradas, resistiu a 75% de posse de bola adversária e a 21 remates, apostando na solidez e no contra-ataque. Na América do Sul, a façanha é interpretada como a reafirmação da capacidade de seleções de menor ranking para competir em cenários de alta pressão, desde que alicerçadas em organização coletiva e convicção.

O futuro imediato de Nagelsmann permanece incerto. O treinador, com contrato até ao Europeu de 2028, garantiu que “não é alguém que foge”, mas a federação alemã (DFB) anunciou que não haverá “negócios como de costume” e que será feita uma análise profunda ao desempenho. A sombra de Jürgen Klopp, presente no estádio como comentador, paira sobre o cargo, embora o próprio tenha recusado alimentar especulações. A Alemanha, que não vence um jogo a eliminar em Mundiais desde a final de 2014, regressa a casa com a consciência de que a reconstrução terá de ser mais profunda do que a simples troca de peças.

O Paraguai avança para os oitavos de final, onde enfrentará o vencedor do duelo entre França e Suécia. A equipa de Alfaro iguala a sua segunda melhor campanha em Copas e carrega a confiança de quem já derrubou um gigante. Para a Alemanha, o caminho até 2030 começa com um balanço doloroso e a certeza de que a camisola já não ganha jogos por si só.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A eliminação precoce da Alemanha nos pênaltis contra o Paraguai marca um fracasso histórico para os tetracampeões mundiais. Apesar da postura desafiadora de Nagelsmann, a imprensa anglo-americana destaca as atuações pouco convincentes da equipe e questiona a viabilidade de sua liderança rumo à Euro 2028.

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A surpreendente derrota da Alemanha nos pênaltis para o Paraguai marca a primeira eliminação da Mannschaft em uma disputa de pênaltis em Copas do Mundo. A imprensa do Sudeste Asiático relata com distanciamento a intenção de Nagelsmann de permanecer, mas nota seu pesar por a equipe não ter decidido a partida mais cedo.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Alemanha tomba nos pênaltis diante do Paraguai e aprofunda crise em Mundiais

Derrota por 4 a 3 nas penalidades, após empate em 1 a 1 e gol anulado pelo VAR, elimina tetracampeã na primeira fase a eliminar e reacende debate sobre o comando de Julian Nagelsmann.

A eliminação da Alemanha no Mundial de 2026 materializou-se de forma cruel na noite de Boston. Depois de um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e no prolongamento, o Paraguai venceu por 4 a 3 na decisão por grandes penalidades, infligindo à tetracampeã mundial a sua primeira derrota em desempates da competição. O desfecho foi antecedido por um lance de enorme controvérsia: aos 103 minutos, Jonathan Tah cabeceou para o fundo da baliza, mas o árbitro marroquino Jalal Jayed, após revisão do vídeo-árbitro, anulou o golo por falta de Waldemar Anton sobre o guarda-redes Orlando Gill. Na marca dos onze metros, Kai Havertz, Nick Woltemade e o próprio Tah falharam, enquanto José Canale converteu o remate decisivo para selar a passagem dos sul-americanos aos oitavos de final.

A atuação alemã foi alvo de uma autocrítica feroz, dentro e fora do relvado. O capitão Joshua Kimmich afirmou que a equipa “mereceu a eliminação”, reconhecendo que tiveram “grandes problemas com três equipas que não eram de classe mundial”. O treinador Julian Nagelsmann, por seu turno, classificou a anulação do golo como “uma piada completa”, mas admitiu que a Alemanha “já não faz parte das equipas de primeira classe”. A imprensa germânica foi impiedosa: o diário Bild descreveu a exibição como “lenta, aborrecida e letárgica”, enquanto o Kicker a considerou “um testemunho de incompetência”. Na perspetiva de analistas em Lisboa, a sucessão de eliminações precoces — fase de grupos em 2018 e 2022, e agora nos 32 avos — evidencia um declínio estrutural que transcende a troca de treinadores.

Do lado paraguaio, a vitória foi recebida com euforia contida e uma leitura tática precisa. O selecionador Gustavo Alfaro descreveu o triunfo como “a vitória mais importante da minha vida” e elogiou a disciplina defensiva dos seus jogadores, que souberam “impedir a Alemanha de encontrar espaços”. A equipa, que chegou ao torneio como uma das piores classificadas entre as apuradas, resistiu a 75% de posse de bola adversária e a 21 remates, apostando na solidez e no contra-ataque. Na América do Sul, a façanha é interpretada como a reafirmação da capacidade de seleções de menor ranking para competir em cenários de alta pressão, desde que alicerçadas em organização coletiva e convicção.

O futuro imediato de Nagelsmann permanece incerto. O treinador, com contrato até ao Europeu de 2028, garantiu que “não é alguém que foge”, mas a federação alemã (DFB) anunciou que não haverá “negócios como de costume” e que será feita uma análise profunda ao desempenho. A sombra de Jürgen Klopp, presente no estádio como comentador, paira sobre o cargo, embora o próprio tenha recusado alimentar especulações. A Alemanha, que não vence um jogo a eliminar em Mundiais desde a final de 2014, regressa a casa com a consciência de que a reconstrução terá de ser mais profunda do que a simples troca de peças.

O Paraguai avança para os oitavos de final, onde enfrentará o vencedor do duelo entre França e Suécia. A equipa de Alfaro iguala a sua segunda melhor campanha em Copas e carrega a confiança de quem já derrubou um gigante. Para a Alemanha, o caminho até 2030 começa com um balanço doloroso e a certeza de que a camisola já não ganha jogos por si só.

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A eliminação precoce da Alemanha nos pênaltis contra o Paraguai marca um fracasso histórico para os tetracampeões mundiais. Apesar da postura desafiadora de Nagelsmann, a imprensa anglo-americana destaca as atuações pouco convincentes da equipe e questiona a viabilidade de sua liderança rumo à Euro 2028.

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DistanciamentoPragmatismo

A surpreendente derrota da Alemanha nos pênaltis para o Paraguai marca a primeira eliminação da Mannschaft em uma disputa de pênaltis em Copas do Mundo. A imprensa do Sudeste Asiático relata com distanciamento a intenção de Nagelsmann de permanecer, mas nota seu pesar por a equipe não ter decidido a partida mais cedo.

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