
Ahmadinejad em prisão domiciliária após descoberta de laços com Mossad, revela investigação
Ex-presidente iraniano foi recrutado como ativo de inteligência por Israel, que planeava colocá-lo na liderança do país após a queda do regime, segundo o New York Times.
O antigo presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad encontra-se sob prisão domiciliária imposta pelos serviços de informação da Guarda Revolucionária, depois de as autoridades de Teerão terem descoberto uma parte significativa dos seus contactos com a Mossad israelita. A revelação consta de uma investigação do jornal norte-americano The New York Times, que cita quatro altos funcionários iranianos e descreve uma operação secreta de anos com o objetivo de transformar o político numa peça-chave para uma mudança de regime.
Segundo a investigação, a Mossad cultivou Ahmadinejad como um 'ativo estratégico' a partir de 2023, organizando encontros clandestinos em Budapeste sob a cobertura de conferências sobre alterações climáticas. O então diretor dos serviços secretos israelitas, David Barnea, terá viajado pessoalmente à capital húngara para se reunir com o ex-presidente. Israel financiou despesas de viagem e estadia do antigo líder e do seu porta-voz, Ali Akbar Javanfekr, enquanto agentes israelitas mantinham contactos regulares. O ponto alto da operação ocorreu a 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra entre Israel e o Irão, quando um ataque aéreo israelita danificou o complexo residencial de Ahmadinejad em Teerão, destruindo o edifício da sua segurança e o seu carro blindado. Na confusão, um automóvel preto conduzido por agentes da Mossad terá retirado o ex-presidente para um esconderijo seguro. Contudo, fontes iranianas e norte-americanas indicam que Ahmadinejad ficou desiludido com a operação de resgate e abandonou o local por razões ainda não esclarecidas.
O político, que liderou o Irão entre 2005 e 2013, terá sido motivado não por dinheiro, mas pela ambição de regressar ao poder, depois de ter sido afastado da corrida presidencial por três vezes e de se ter convencido de que só uma intervenção externa poderia repô-lo na liderança. Antigos colaboradores, citados pelo New York Times, afirmam que Ahmadinejad planeava normalizar as relações com Israel através dos Acordos de Abraão, caso reassumisse o comando do país. Após o desaparecimento de fevereiro, só voltou a ser visto publicamente na semana passada, durante o funeral do antigo guia supremo Ali Khamenei, escoltado por homens que aparentavam ser guardas. Desde então, fontes iranianas confirmam que está detido pela ala de informações da Guarda Revolucionária.
O caso insere-se num contexto de intensificação da repressão interna no Irão contra suspeitas de espionagem. Desde março, o Ministério da Informação iraniano anunciou a detenção de dezenas de pessoas acusadas de colaborar com Israel e os Estados Unidos, algumas das quais já foram condenadas à morte. Em Brasília, diplomatas acompanham o caso com atenção, avaliando o potencial impacto na estabilidade regional e nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Em Lisboa, analistas sublinham que a alegada profundidade da infiltração israelita expõe as fragilidades do regime de Teerão. O New York Times adianta que tanto a Mossad como o porta-voz de Ahmadinejad se recusaram a comentar. O paradeiro exato do ex-presidente permanece incerto, mas a investigação do diário norte-americano promete alimentar o debate sobre as operações encobertas no Médio Oriente.
| Imprensa israelense | +0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.20 | neutral |
| Imprensa russa e CEI | −0.10 | neutral |
Israel claims the scale of the Mossad operation, presenting the attempt to recruit Ahmadinejad as a bold move to destabilize the Iranian regime.
The narrative emphasizes meticulous planning and agent bravery, turning a failure into a display of capability.
It omits the context of violations of Iranian sovereignty and possible diplomatic consequences for Israel.
The Arab world questions the Israeli version, wondering whether the recruitment attempt is real or propaganda.
The choice to phrase the headline as a question insinuates skepticism without outright denying the facts.
It omits the detailed Israeli perspective, focusing only on the NYT version and Iranian sources.
Russia reports the news with detached irony, highlighting the failure of both Israel and Iran.
The use of quotation marks and a neutral tone with hints of sarcasm allows belittling both sides.
It omits any analysis of implications for regional stability, reducing the affair to an anecdote.
Amplie o olhar
Senador republicano Lindsey Graham, aliado de Trump, morre aos 71 anos após doença súbita
11 idiomas · 45 veículos
De Economy & MarketsCorrida da IA vira disputa por eficiência de custos
6 idiomas · 16 veículos
De TechnologyIA empresarial supera fase piloto e pressiona por talento e eficiência de custos
4 idiomas · 13 veículos